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14/03/23 às 17h40 - Atualizado em 20/03/23 às 16h57

Catetinho recebe visitas na reabertura

Texto: Alexandre Freire e Lúcio Flávio. Edição: Lúcio Flávio/Ascom Secec

 

Vista aérea do Museu do Catetinho, cercado por vegetação

Vista aérea do Museu do Catetinho. Foto: Júnior Aragão

 

O Museu do Catetinho foi reaberto hoje (14/3) para visitação do público em geral e retomada de trabalhos de educação patrimonial com alunos de escolas públicas e particulares. O equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), fundado em 1956, é a primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek em Brasília e ficou 72 dias fechado em razão de queda de uma árvore que destruiu a Casa do Zelador, edificação história que não era tombada.

 

O secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, fala sobre a necessidade de interdições temporárias do local devido à peculiaridade arquitetônica do espaço. “O Catetinho é um espaço muito vulnerável e delicado. Então essas interdições temporárias e periódicas precisarão acontecer se quisermos cuidar bem de um equipamento histórico com essas peculiaridades”, observa. “É um espaço que, a rigor, está em constante reforma, porque necessita de um olhar aguçado, cuidadoso, 24 horas por dia. Estamos sempre preocupados com sua importância histórica, tanto quanto com o conforto e a segurança dos visitantes”, destaca.

 

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Aquiles Brayner, comemora a volta do Catetinho como local de educação patrimonial. Na semana que vem, serão retomados os trabalhos previstos no Territórios Culturais – parceria da Secec com a Secretaria de Educação. Já há 35 escolas agendadas até meados de 2023. “O museu faz parte do programa Territórios Culturais, que temos em parceria com a Secretaria de Educação. A gente não vê o Catetinho apenas como museu histórico, mas também como reserva de área verde, além de valorizar o edifício por características arquitetônicas de construção em madeira”, destaca o gestor.

 

A reabertura, no entanto, será apenas do Palácio de Tábuas e do Anexo, onde fica a cozinha, projetados por Oscar Niemeyer. O público não terá acesso à parte recreativa, junto ao curso de água, onde há necessidade de podas de árvores. O Buriti, um anexo que funcionou no passado como cantina e, nos últimos tempos, funcionava como apoio educativo, só terá as instalações sanitárias usadas, uma vez que fica mais próximo da mata.

 

ÁREA PRESERVADA

O museu encontra-se na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, com um trecho de Mata de Galeria preservado. A Defesa Civil isolou esta área, e solicitou laudo das espécies próximas a 25 metros das edificações. A situação exigiu o planejamento de ações em etapas. Já houve a retirada das árvores caídas e dos escombros da Casa do Zelador.

 

Num segundo momento, engenheiros florestais da Novacap inspecionaram a gleba, o que resultou em laudo que recomendou novas podas na área. Na lista estão espécies preservadas como patrimônio ecológico, o que torna o trâmite mais demorado e exige um manejo cauteloso.

 

VISITAÇÃO

Arthur Diniz de Almeida, 11 anos, da 6ª série do CEF 1 do Núcleo Bandeirante, foi um dos primeiros visitantes no primeiro dia de reabertura. Acompanhado do pai, o motorista Denílson Pereira de Almeida, 50, o estudante diz ser um “apaixonado por política” e aprendeu a gostar da história de Brasília na escola. “Muita gente fala daqui [do Catetinho], da importância do lugar para a história de Brasília. Aí fiquei curioso e estou achando a visita muito legal”, afirma. “Eu já conhecia o espaço e, como Arthur ficou entusiasmado pra conhecer, fiz questão de trazer. Acho que ajuda no aprendizado dele, né?”, acredita o pai.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br