Governo do Distrito Federal
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22/02/20 às 0h18 - Atualizado em 22/02/20 às 18h03

Casa do Cantador tem sexta-feira de Carnaval com viola caipira e músicas de amor

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4ª edição do Carnaviolado reúne público em Ceilândia numa festa marcada por alegria e segurança

 

A 4ª edição do Carnaviolado, evento carnavalesco realizado hoje (21) à noite na Casa do Cantador, em Ceilândia, reuniu público de cerca de cem pessoas em ambiente seguro. “A viola caipira de raiz significa alegria e festa; este é o nosso Carnaval”, sentencia Valtecy, que faz dupla com Vanderley, há vinte anos na estrada, dois CDs, um DVD e outro trabalho no forno com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), utilizando recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do DF, que também ajudou a financiar o encontro.

 

 

Eles foram a terceira atração da noite, que começou com Karen Parreira cantando modas de viola acompanhada de sanfoneiro e desafiando o público a participar: “Quem é que vai cantar mais eu? Aqui é assim, a gente pega o violeiro no laço”.

 

Karen, nascida em Ceilândia, cidade do DF que preserva a cultura de raiz ligada ao Nordeste e ao Centro-Oeste, e, como ela frisa, “criada nos arredores da Casa do Cantador, com muito orgulho”, gaba-se de ser a única mulher representante da música caipira no DF. Tem 13 anos de carreira, é cantora, violeira, compositora e produtora cultural. Possui três CDs gravados, um DVD e prepara novo trabalho solo para o qual promete um hit, “Quase namorando”:

 

“Eu tô quase namorando/Olha que notícia boa/Eu tô quase namorando/Só tá faltando a pessoa”.

 

Depois de Karen, foi a vez da dupla de violeiros Macedo e Mariano, também oriundos da capital e que, desde meninos, despertaram o gosto pela pelo instrumento que tem na Casa do Cantador um centro de formação. Hoje, com mais de 15 anos de carreira, a dupla segue defendendo a música caipira.

 

As três atrações juntas formaram o Bloco do Pagode, numa jogada de marketing com o intuito de valorizar e divulgar a arte da viola e da música caipira em Brasília. “Os amantes da música e viola caipira que não são adeptos aos grandes eventos carnavalescos puderam começar o feriado prolongado em um evento cultural”, afirma Zé do Cerrado, gerente da Casa do Cantador.

 

O nome “Pagode em Brasília” faz referência a um dos grandes clássicos de 1961 do repertório caipira, nas vozes da dupla paulista Tião Carreiro e Pardinho. Foi escolhido devido ao grande sucesso da música e visou aproveitar a visibilidade trazida pelo Carnaval para chamar a atenção do público para o pagode na música caipira.

 

Em linha com um dos motes do Carnaval deste ano, que prioriza a segurança dos foliões, Karen lembra que o Carnaviolado é um “evento familiar, reunindo crianças, adultos e muitos idosos”. “Aqui não tem briga nem desrespeito. A gente faz hoje porque amanhã o pessoal vai pra roça passar o feriado”, garante Karen antes de interpretar de olhos cerrados a música “Amargurado” (1996), também de Carreiro e Pardinho.

 

Fim da noite, Ceilândia mostrou que a maior festa popular também se faz de botas, calças com cinto de fivela, chapéu de peão e músicas que não deixam ninguém se esquecer das dores do amor não correspondido.

 

Fotos: Ludimila Barbosa SECEC/DF