Governo do Distrito Federal
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25/04/19 às 16h13 - Atualizado em 25/04/19 às 16h13

Casa do Cantador ensina viola caipira e inspira alunos da rede pública de Ceilândia

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Projeto do Clube do Violeiro Caipira conta com recursos do FAC e beneficia jovens de 12 a 16 anos

 

Vinte alunos do Centro de Ensino Fundamental 33 de Ceilândia conciliam as tarefas escolares com dois encontros semanais para aprender a tocar viola caipira. Eles e elas frequentam curso de seis meses do Núcleo de Ensinamento da Viola, um projeto do Clube do Violeiro Caipira, que tem recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura.

 

Jovens entre 12 e 16 anos recebem formação em teoria musical e trilham parte da história dessa prima do violão. Eles também levam para casa, emprestado, o instrumento para praticar. A viola caipira é menor e dispõe de 10 cordas agrupadas em pares. Produz um som mais estridente, ao gosto de tradições sertanejas do Centro-Oeste, passando também por Minas, São Paulo e Paraná.

 

O avanço dos iniciantes é notável. Já na décima aula, tocaram “Chalana”, música homônima de Mario Zan e Arlindo Pinto, que ganhou o mundo nas interpretações de Sérgio Reis e Almir Sater. “Pra gente é uma emoção indescritível”, relata o instrutor Onício Rosa, mais conhecido como professor Dyego, diante da performance do grupo.

 

Valterci Vicente, produtor local do Núcleo de Ensinamento da Viola, em Ceilândia, explica que os estudantes são selecionados entre os interessados encaminhados pelas escolas públicas da região. Alguns ficam, outros não. “Depende um pouco da vocação”, justifica.

 

Francisco de Assis, diretor há oito anos da Casa do Cantador, sabe do papel que essas iniciativas têm na vida dos jovens. “Eles vêm pra cá e aqui estão seguros. Uns vêm pela música, outros pelas atividades que a Casa do Cantador mantém. Este é um ponto de encontro da comunidade”.

 

São cerca de mil pessoas em média por mês que passam por lá, com concentração no período do ano em que há estiagem e o anfiteatro de 300 lugares pode ser usado sempre. No local há ainda oito salas multiuso. Para este ano, a Secretaria de Cultura vai iniciar um projeto de revitalização da Casa, que receberá uma biblioteca de obras nordestinas.