Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
18/09/19 às 16h05 - Atualizado em 20/09/19 às 15h19

Audiência pública debate o lançamento do edital FAC carnaval 2020

COMPARTILHAR

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) realizou, na última quarta-feira (17), no auditório do Museu Nacional da República uma audiência pública para debater as linhas do FAC para apoio ao Carnaval 2020. O debate contou com a presença do subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural, João Moro, agentes culturais e representantes da sociedade civil.

 

João Moro apresentou a proposta da Secec de fomentar o carnaval através do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), por uma linha exclusiva que apoia a cultura popular no DF. Com uma verba estimada em R$5 milhões, o edital permitirá também contemplação de outros tipos de manifestações carnavalescas, possibilitando a entrada de movimentos coletivos. De acordo com ele, a ideia é apoiar tanto blocos de carnaval quanto escolas de samba.

 

Moro explicou a audiência visa reunir sugestões da comunidade artística sobre a manifestação cultural e como aprimorar o trabalho dos agentes durante a festa popular. “Estamos aqui para debater as ideias e construir um processo que beneficie o poder público, os agentes culturais e, principalmente, a cultura do DF”, disse.

 

Faltando 200 dias para a chegada do carnaval, representantes de blocos e escolas de samba expuseram suas dúvidas e preocupações acerca de segurança, patrocinadores e linhas de apoio que possam alavancar o evento de cultura popular.

Uma das principais pontuações feitas pelo público foi o relatório estatístico do carnaval de 2019. A plateia cobrou números de brincantes, orçamento gasto e ocorrências policiais, com objetivo de estudar ideias de aprimoramento para a realização de eventos de rua, evitando incidentes. Outro ponto levantado foi a questão das linhas de apoio atingir a totalidade das manifestações culturais no carnaval.

 

De acordo com o representante da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro – ARUC, Rafael Fernandes, a preocupação é que não haja concorrência entre os blocos e as escolas. “Todos juntos fazemos o carnaval. Não queremos disputas entre os trabalhadores do seguimento”, declarou.

 

No encontro, os representantes das escolas de samba manifestaram preocupação coma realização de uma festa popular de qualidade, que atenda tanto as expectativas das comunidades quanto às expectativas do folião. Membros de uma das escolas mais antigas de Brasília, Acadêmicos da Asa Norte, agradeceram pela oportunidade de debater a retomada dos desfiles das escolas, ressaltando que o trabalho acontece durante o ano inteiro, envolvendo vários trabalhadores e movimentando a cadeia produtiva.

 

Após ouvir as sugestões dos envolvidos no debate, João Moro afirmou que a ocasião foi favorável para amadurecer as propostas e chegar a um ponto favorável em prol de um carnaval mais produtivo em todos os âmbitos. O subsecretário sugeriu como encaminhamentos a realização de uma nova audiência para apresentar a pesquisa feita pela Codeplan, com os dados do carnaval deste ano, além de debater os conceitos de seleção e prazos para o edital.

 

Por fim, o representante da (Secec) se comprometeu em realizar oficinas para esclarecer dúvidas a respeito do Cadastro de Entes e Agentes Culturais do Distrito Federal- CEAC e das inscrições das produções culturais através da LIC – Lei de Incentivo à Cultura, considerando também uma alternativa viável de fomento para eventos carnavalescos através desta linha. “Queremos construir alternativas para realizar um carnaval de qualidade para a população do DF”, conclui.

 

Fotos : Ludimila Barbosa SECEC DF