Governo do Distrito Federal
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8/06/19 às 21h12 - Atualizado em 8/06/19 às 21h12

Agentes da Mala do Livro se reúnem na 35ª Felib

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“A Mala do livro é hoje uma extensão da Cultura/que tem da Secretaria sua total cobertura/ e vai incentivando as pessoas a praticar a leitura”. Foi com versos de repente que Messias de Oliveira contou a história do programa mais antigo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) aos participantes do encontro dos agentes da Mala do Livro, que aconteceu neste sábado (08), na 35ª Feira do Livro de Brasília.

 

Durante toda a tarde, cerca de 30 agentes de leitura do Distrito Federal e Entorno trocaram experiências de suas atuações dentro do programa Mala do Livro. No espaço, eles também tiveram a oportunidade de falar sobre projetos e iniciativas realizados nas comunidades, e discutir o aprimoramento das ações com o subsecretário do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner. 

 

À frente da Mala do Livro, Maria José Vieira, considera que este encontro é fundamental para o desenvolvimento do programa, já que os agentes conseguem se conhecer e ampliar suas redes de contatos. “A interação, a vivência entre eles enriquece o programa e mover toda essa energia nos dá ânimo para continuar incentivando a leitura”.

 

Nos depoimentos emocionados, os agentes têm em comum a certeza de que a leitura tem poder transformador, como Israel, que viu sua própria vida mudar a partir dos livros. O escritor conta que graças ao programa já leu mais de 500 obras, concluiu os estudos e passou em concurso público. “O trabalho da Mala é muito importante: ele tem início, meio, mas não tem fim. Ele vai além na sua proposta de educar”, completou. 

 

Acompanhada de um grupo de crianças e adolescentes, Maria Costa, da Bibliobrinquedoteca Maria de Ariston, do Varjão, enalteceu o esforço dos agentes, que proporcionam novas oportunidades aos jovens. Segundo ela, essa aproximação entre as Regiões Administrativas promovido pela Secec faz com que o projeto vá adiante.

“Queremos mais e ouvir esses relatos nos inspira. Incentivar a leitura não é fácil, mas conhecemos os resultados maravilhosos”, sintetizou.

 

O encontro também foi uma oportunidade para os agentes da Mala do Livro debaterem melhorias para o programa. Edson Cavalcante, do Guará, destacou a importância de ampliar o intercâmbio entre as RAs, e melhorar os canais de comunicação entre os agentes, “Nós precisamos de qualificação, capacitação técnica, para que possamos administrar melhor nossas bibliotecas”.

 

O subsecretário Cristian Brayner apontou que a valorização de ações de livro e leitura são prioritárias para a Secec e um dos pontos de partida é o fortalecimento do programa Mala do Livro. Atentos à demanda dos agentes, que enfrentam dificuldades em acessar editais de fomento, ele afirmou o esforço da secretaria em simplificar a linguagem dos certames e o lançamento de uma linha exclusiva dentro do Fundo de Apoio à Cultura voltada para a realização de feiras literárias em todo o Distrito Federal.

Na esteira de práticas de valorização das atividades literárias, Brayner reforçou a retomada da rede de bibliotecas no DF, o que vem sendo debatido com a Câmara Legislativa. “O Governo Federal, pela Secretaria Especial de Cultura, do Ministério da Cidadania, indicou que a Biblioteca Demonstrativa de Brasília será devolvida completamente reformada em 28 de outubro. A partir do dia 29, sua gestão passará ao GDF, e teremos novamente vida naquele lugar”, comemorou.  

 

Brayner também reconhece a necessidade e relevância de integração entre os agentes do programa e propôs a realização de três encontros anuais para que eles possam estreitar os laços e potencializar a troca de experiências, ampliando assim a abrangência da Mala do Livro. 

 

Mala do Livro 

Lançado em 1991, a partir da iniciativa das bibliotecárias Neuza Dourado e Maria da Conceição Moreira Salles, a Mala do Livro hoje conta com mais de 300 agentes que são responsáveis por mini-bibliotecas domiciliares ou institucionais em todo o Distrito Federal.

As caixa-estantes de cada agente recebe cerca de 150 exemplares, que vão desde literatura infantil, infantojuvenil, brasileira, estrangeira a livros de pesquisa. As obras podem ser emprestadas por um prazo de sete dias, com possibilidade de renovação.

O programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do possui mais de 45 mil obras que ficam consignadas aos agentes, que além de fomentar o hábito da leitura entre crianças, jovens e adultos, desenvolvem atividades lúdicas e contação de histórias, por exemplo. Esses livros atendem tanto as bibliotecas domiciliares quanto as institucionais, localizadas em unidades hospitalares, Centros Olímpicos, unidades prisionais e estações do metrô.