Governo do Distrito Federal
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31/05/19 às 14h36 - Atualizado em 31/05/19 às 14h37

“A orquestra volta para casa em 2020”, diz secretário de Cultura e Economia Criativa

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Em encontro com músicos, titular da pasta explica planos da gestão para a OSTNCS e ouve reivindicações

 

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Adão Cândido, prometeu hoje (31) aos integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro que “a orquestra volta para casa em 2020”, numa referência ao propósito prioritário da gestão do governado Ibaneis Rocha de entregar a sala Martins Pena, com 407 lugares, para as comemorações do aniversário de 60 anos da capital federal.

 

Na reunião com os músicos no Cine Brasília, onde a orquestra ensaia e se apresenta desde que o Teatro Nacional foi fechado em 2014, Cândido apresentou o que a pasta está planejando para a sinfônica. Ele também acenou com a possibilidade de reformas no auditório de 700 lugares no Museu da República, ampliando o palco para acomodar a formação completa da orquestra. “Já discuti isso com o diretor do Museu, Charles Cosac, que se entusiasmou pela ideia, uma vez que ela traria mais atividade, mais vida ao belo Complexo Cultural da República”, afirmou o secretário.

 

Adão Cândido também esclareceu o princípio fundamental de sua ideia frente aos equipamentos da Cultura, que é a de fazer conversar de um lado os recursos e, de outro, as responsabilidades da administração. “Somos uma das bem-aquinhoadas pastas de Cultura do país, mas também temos enormes responsabilidades. Precisamos equilibrar os dois lados da equação”.

 

O titular da pasta aproveitou para enfatizar que os recursos de fomento como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) têm orçamentos vinculados que podem chegar a R$ 100 milhões por ano e é objetivo da gestão atual a consolidação da linha de restauro, recuperando equipamentos, obras e as salas que darão de novo uma casa à orquestra.

 

Os músicos fizeram várias intervenções, questionando a formação do Conselho Curatorial da Orquestra, órgão consultivo da gestão, necessidade de recursos para fazer frente à atualização dos músicos, entre instrumentos musicais, viagens e convite a maestros e instrumentistas estrangeiros. O secretário se colocou de acordo com as demandas, mas apontou para a necessidade de conseguir os recursos. “O futuro que vejo para a orquestra passa pela diversificação das fontes de financiamento”, disse. Informou que a administração estuda a viabilidade de um fundo patrimonial ou a criação de um instituto para captar dinheiro público e privado.