Governo do Distrito Federal
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15/12/20 às 20h43 - Atualizado em 17/12/20 às 15h22

Tom humanista e político dão a tônica da mesa de debate Brasília 60 anos

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Texto: Vanessa Castro / Edição: Guilherme Lobão

 

15/12/2020

20:44:00

 

A segunda mesa redonda desta terça-feira (15) no 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reuniu personagens habitués da história e trajetória do cinema nacional e de Brasília. O encontro Brasília 60 Anos – Filmes e personalidades que marcaram o Festival de Brasília contou com a participação de Silvio Tendler, André Luiz Oliveira, Rosemberg Cariry, Helena Ignez, Jordana Berg, Walter Carvalho e Neville D’Almeida relembraram episódios marcantes políticos, sociais, artísticos e culturais das mais de cinco décadas de vida do festival. Após superar imprevistos de conexão, a professora Denise Lopes conduziu a mediação da mesa.

 

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Toda a complexa história do Brasil, da democracia e do audiovisual se entrelaçam e atravessam o Festival de Brasília, que resiste e sobrevive às transformações conjunturais. “Este festival marca a luta pela regionalização e nacionalização do cinema brasileiro, em um tempo onde o cinema era produzido somente no eixo Rio e São Paulo. Vivemos um momento atual onde o cinema passa por um momento difícil, conseguir realizar esta edição, com tantos desafios é uma vitória enorme”, pontua o cineasta cearense Rosemberg Cariry.

 


 

Fotógrafo e cineasta internacionalmente laureado, Walter Carvalho trouxe o debate para uma questão atual e urgente, acerca da demora do Brasil em se posicionar sobre a compra de vacina e providenciar um plano de imunização contra a pandemia da Covid-19. “Estamos juntos pela retomada do cinema, sobretudo pela vacina neste momento. Como intelectuais, sugiro que escrevamos juntos uma carta para a sociedade, com este panorama de urgência social. A vida, o cinema, a arte, seguem encurraladas pelo governo atual”, desabafa o diretor.

 

O tom humanista, politico, social e artístico foram conectados às memórias e lembranças das edições anteriores do Festival de Brasília, mas principalmente com o vislumbre de esperança para o futuro. Silvio Tendler, curador e diretor artístico do festival reforçou a necessidade de se propor um manifesto efetivo, segundo sugestão de Walter.

 

“Precisamos escrever essa carta juntos, reconstruir o Ministério da Cultura que sofre com o espalhamento. Os órgãos culturais não conversam entre si, os museus estão abandonados. É preciso unir, reunir e organizar tudo isso”, enfatizou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br