Governo do Distrito Federal
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4/02/20 às 16h03 - Atualizado em 5/02/20 às 17h07

Territórios Culturais: Projeto inicia temporada 2020

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Aulas de educação patrimonial nos espaços culturais são retomadas com o calendário letivo

 

O projeto “Territórios Culturais” retoma suas atividades junto com o ano letivo de 2020. A iniciativa, que promove a gestão compartilhada de ações de políticas educacionais nos equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) em colaboração com a Secretaria de Educação (Seedf), ambas do Distrito Federal, possibilita a visita de estudantes da rede pública de ensino.

 

A atividade integrada é fruto da parceria com o programa Cultura Educa, da Secretaria de Educação, que trabalha temas como educação patrimonial e ambiental, conforme prevê a Lei 4.920 de 2012. As visitas que integram a grade curricular dos alunos trabalham a interação, descoberta e conscientização, e auxiliam na compreensão do contexto histórico dos espaços culturais e a relevância da arte e cultura no cotidiano dos estudantes.

 

O “Territórios Culturais” é uma política pública de sucesso e que vem crescendo a cada ano. Somente em 2019, a ação atendeu cerca de 23 mil estudantes da rede pública de ensino, que participaram de práticas no Cine Brasília, Centro Cultural Três Poderes, Museu Vivo da Memória Candanga, Museu do Catetinho e Memorial dos Povos Indígenas.

 

As atividades são coordenadas e planejadas por professores da Secretaria de Educação especializados em Educação Patrimonial, que passam frequentemente por cursos de formação e atualização na área. Segundo a pedagoga da Secretaria de Cultura e Economia Criativa que acompanha o projeto, Rayane Cristina, a capacitação visa o aprimoramento no atendimento aos estudantes. “O processo de formação é fundamental para conhecermos o trabalho dos professores nos seus respectivos espaços culturais, além de discutir nossa prática pedagógica dentro da educação patrimonial”, completa.

 

O desafio para 2020 é desenvolver novas estratégias para atender um número maior de jovens, aumentando o rol de atividades pedagógicas e espaços culturais para as aulas práticas.

Rayane Cristina aponta que o projeto é fundamental para reforçar o conceito de educação patrimonial, pertencimento social e democratização do acesso à cultura entre os estudantes. “Neste projeto professores, alunos e outros agentes ensinam e aprendem mutuamente sobre as referências culturais da população do DF”, conta.

 

Importância reconhecida

 

Os resultados das ações desenvolvidas dentro do programa Cultura Educa são visíveis. Ilane Nogueira, à frente das atividades desde 2017 conta que a sensação de pertencimento dos alunos inseridos nestes eventos culturais e educativos é algo instantâneo. “Considero como resultado imediato a mudança na perspectiva de apropriação cultural destes jovens”, explica.

A coordenadora do projeto na Secec enfatiza que a ação se consolida também pela formação de novos públicos, onde possibilita que estudantes e professores estabeleçam o contato lúdico com a cultura.

 

Ela ressalta que ainda existe uma grande demanda das escolas públicas quanto à participação das atividades culturais da cidade e que os números demonstram que o projeto pode incluir cada vez mais grupos que não têm acesso à cultura.

 

Essa inclusão será possível graças ao aumento do orçamento do programa que passou de R$230 mil em 2019 para R$350 mil em 2020. Os recursos são utilizados principalmente no transporte dos alunos. “Esta é uma conquista na democratização do acesso aos bens culturais do DF”, celebra Ilane Nogueira.

 

Atividades nos Espaços Culturais

 

O Museu do Catetinho é um dos principais roteiros dos alunos do 4º ano do ensino fundamental do DF. A aula aborda a construção de Brasília e a história presidente que residiu no Palácio de Tábuas, Juscelino Kubistchek. O roteiro, que também envolve educação ambiental, patrimonial e histórica de Brasília, oferece atividades diferenciadas como trilhas sensoriais sobre a área de preservação pelos arredores do equipamento.

 

Já no Museu Vivo da Memória Candanga, a atividade é conduzida com uma aula sobre o a história dos candangos no contexto da construção de Brasília, desde os primeiros habitantes indígenas do Planalto até a inauguração da cidade, com foco na história dos trabalhadores pioneiros, que contribuíram para a existência da capital. As turmas são recepcionadas com a exibição de um documentário, e em seguida os alunos fazem uma visita guiada por todo o complexo de exposições do Museu Vivo.

 

No Memorial dos Povos Indígenas, o passeio é conduzido pelas exposições em cartaz. Curiosidades e costumes indígenas são explicados durante a aula. Com uma programação que inclui visitas guiadas e palestras, o espaço cultural está aquecido pelas atividades culturais que valorizam a cultura indígena no Brasil e no mundo.

 

No Cine Brasília, os estudantes podem aproveitar dois tipos de eventos diferentes. Misturando música e cinema, as crianças poderão desenvolver, por um lado, a sensibilidade e a criatividade a partir do despertar do gosto pela música erudita e do conhecimento sobre o universo da música clássica no “Concerto Didático”.

 

Por outro lado, o “Escola Vai ao Cinema” viabiliza o acesso dos estudantes a bens culturais projetores de imagens, utilizando os espaços de sala de aula de escolas públicas e do Cine para a discussão de conteúdos do cinema, com ênfase na produção local, regional, nacional e internacional.

 

No Complexo Cultural Três Poderes, a visita guiada contempla cada detalhe das peças e quadros expostos no museu, onde são esclarecidas curiosidades sobre Brasília, desde seu desenho projetado por Lúcio Costa, até a representação do triângulo equilátero na maquete, representando o equilíbrio entre os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Localizado no Complexo Cultural da República, o Museu Nacional entra para o calendário de atendimentos dos Territórios Culturais este ano.Neste espaço, os estudantes poderão conferir as exposições itinerantes de artistas renomados, além de temas de relevância social durante as visitas guiadas.

 

 

Confira abaixo como realizar o agendamento de cada espaço:

 

Realize o pré-agendamento por meio do formulário: https://forms.gle/vECUkEcxRj6jDTqY7

 

https://docs.google.com/forms/u/1/d/1NBE6E8Li37O1jL4q5HnvhR0tlt8VD61CyJhoSRQe6xU/edit?usp=drive_web

 

Centro Cultural Três Poderes

Visita guiada à Praça dos Três Poderes e ao espaço cultural.

Telefone: 3325-5524

agendamento.cc3p@cultura.df.gov.br.

 

 

Cine Brasília

Concertos didáticos: Apresentação da orquestra sinfônica;

A escola vai ao cinema: Sessões de debates após sessão de cinema sobre os temas transversais.

Telefone: 3325-6212.

projetosculturaiseeducativos@gmail.com.

 

 

Memorial dos Povos Indígenas

Contação de histórias indígenas e visitação guiada ao espaço cultural.

Telefone: 3344.9272

mpi@cultura.df.gov.br 

 

 

Museu do Catetinho

Visita guiada ao Catetinho e a Fazenda Gama;

Oficina de educação ambiental.

Telefone: 3338-8803.

catetinho@cultura.df.gov.br

 

 

Museu Vivo da Memória Candanga

Visita guiada à exposição permanente Poeira, Lona e Concreto;

Cineclube: Sessões de debates após sessão de cinema sobre os temas transversais.

Telefone: 3301-3590.

educativomvmc@gmail.com.

 

 

 

Museu Nacional

Visita guiada às exposições temporárias.

Telefone: 3325-6234

museu@cultura.df.gov.br.