Governo do Distrito Federal
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5/03/19 às 0h26 - Atualizado em 5/03/19 às 12h09

Terceiro dia de Carnaval leva milhares de pessoas aos espaços de Brasília

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A chuva bem que tentou, mas os bloquinhos de rua levaram milhares de pessoas aos espaços da capital nesta segunda-feira (4). Animação, criatividade e respeito marcaram os eventos que contaram com apoio do Governo do Distrito Federal.

 

O dia começou animado no Setor Comercial Sul, que recebeu o Aparelhinho, reunindo pessoas alegres que dançaram ao som do DJ Tiago Souza, o Pezão. A festa arrastou a multidão pelas praças dos Artistas, Centro e do Metrô. A mágica da trupe do Projeto Criolina vem da mistura de trios elétricos baianos, frevo pernambucano, marchinhas tradicionais mas, no fundo, “tudo que toca na rua”, explica o DJ. O repertório incluiu, ainda, música eletrônica, ritmos latinos, caribenhos, africanos, além de sonoridades do Leste Europeu. “Estamos na nessa bagunça desde 2012. Nosso público não tem medo de chuva e daqui a pouco chega aí”.

 

O secretário Adão Cândido, que acompanhou a folia, definiu o evento como o símbolo do que o Carnaval de Brasília se tornou.”O Aparelhinho representa essa coisa instigante da pluralidade. Cabe ao poder público organizar o espaço, deixar a festa acontecer”.

 

Germana Acioli, de volta a Brasília depois de morar sete anos no Rio, espantou-se com a qualidade. “Música maravilhosa, festa também”. A estudante de Psicologia Zíngara Carvalho, 22, sentiu-se confiante em levar a filhinha Beatriz de 9 meses para a folia.”É o primeiro carnaval dela, claro”. O percurso do bloco, acompanhado de perto por cerca de duas mil pessoas, contou com o apoio da Polícia Militar. 20 brigadistas e mais de cinquenta banheiros garantiram o conforto dos foliões.

 

O Encosta que Cresce animou o Setor Carnavalesco do Estádio Nacional. O megabloco fez milhares de pessoas esquecerem a chuva que insistia em cair para dançarem ao som de axé, funk e música brasileira. Conhecido por ser um bloco jovem, a estrutura da Secretaria de Cultura levou famílias ao local, como o casal Luiz Carlos e Angélica Bezerra, que saíram acompanhados da filha, Giulia, da amiga Vitória Mendes, ambas de 15 anos, e do pequeno Miguel, de 2. Embaixo de uma das tendas montadas na área, Luiz Carlos, elogiou o amplo espaço da festa, e destacou a segurança: “A revista para entrar impede que pessoas mal intencionadas venham à festa”.

 

Outro megabloco que se apresentou na segunda-feira foi o grupo tropicalista das Divinas Tetas, na trilha desde 2016. Mais de vinte mil pessoas ao cair da chuva e da tarde acompanharam o recado da banda ao vivo no palco ao ar livre. O Setor Bancário Norte mostrou o acerto de um espaço com infraestrutura de dezenas de banheiros, posto médico equipado com UTI, brigadistas e variedade de oferta de ambulantes. O local também conta com área de acessibilidade, que garante que portadores de necessidades especiais tenham visto privilegiada das apresentações.

 

A produtora Sheilla Brito, moradora da Asa Norte, era uma das folionas mais animadas e abordou a equipe de Comunicação da Secult. “Vocês estão de parabéns. Tá muito legal a festa, Brasília é linda”. “Os movimentos culturais da cidade, por trás dessa riqueza de bloquinhos, estão fazendo coisas muito fodas. Ainda bem que têm apoio”. Sobre a relação entre manos e minas de várias orientações sexuais, elogiou o respeito. “Saí de tetas de fora e foi bem tranquilo”.

 

Os personagens tradicionais do carnaval também marcaram presença na folia. O Cruzeiro Velho recebeu o reinado de Momo durante o apresentação do Desodorante da Asa, que saiu pelo quarto ano. Além da corte carnavalesca, o governador Paco Britto, e os secretários de Cultura, Adão Cândido, e da Mulher, Ericka Filipelli acompanharam a festa, marcada pelo clima familiar.