Governo do Distrito Federal
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1/11/19 às 15h09 - Atualizado em 4/11/19 às 14h31

Sinfônica faz concerto com compositores brasileiros no Dia Nacional da Cultura

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No programa da OSTNCS, Villa-Lobos, Claudio Santoro, Mehmari e Ney Rosauro

 

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) prepara um concerto especial para comemorar o Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro, próxima terça-feira, no Cine Brasília, com entrada franca.

 

“Será um concerto com obras de compositores brasileiros, do passado e atuais”, explica o regente da Sinfônica, Cláudio Cohen. Na pauta, os cem anos do nascimento de Claudio Santoro e 60 da morte de Heitor Villa-Lobos. Ney Rosauro, contemporâneo, é compositor radicado em Brasília, com intensa carreira internacional como percussionista, assim como o jovem André Mehmari, um dos expoentes da nova geração nacional.

 

Sobre a série “Bachianas Brasileiras”, do compositor carioca, Cohen diz que, “da nº 1, para orquestra de violoncelos, à nº 9, para coro a capela, o ciclo dessas composições de Villa-Lobos é fascinante pela sua riqueza formal e diversidade de concepção. A de nº 6 é um dueto para flauta e fagote, dois instrumentos nos extremos da palheta sonora”, explica o regente.

 

Cohen entende que “as Bachianas são, decerto, no mundo inteiro, a mais bela e mais complexa homenagem que se prestou à grandeza do Barroco e a seu maior representante, Johann Sebastian Bach” (1685-1750). Daí o nome da série do compositor brasileiro.

 

As “Bachianas nº 1” serão executadas pelo naipe de violoncelos da OSTNCS, cujo 1º violoncelista é Rodolpho Borges. “Estou muito feliz. É sempre um prazer enorme executar uma obra dessa complexidade musical, carregada de nuances e grande beleza”, diz o músico natural de João Pessoa (PB). Pontua ainda que o violoncelo era o instrumento preferido de Villa-Lobos.

 

Sobre as “Bachianas Brasileiras nº 6, para flauta e fagote”, o fagotista da Sinfônica Flávio Lopes de Figueiredo diz que a peça faz parte dos estudos do instrumento pelas dificuldades técnicas que impõe, tratando-se de uma obra de virtuosismo. Segundo o solista da OSTNCS, natural de SP, a peça lembra todas as características da música brasileira, tanto pela parte do fagote como da flauta.

 

“Frevo para dois pianos”, de Claudio Santoro (1919-1989), foi escrito para a pianista Neuza França, autora do Hino Oficial da capital federal, falecida em 2016. “Estreou no Auditório da Escola de Música de Brasília, durante o Festival de Verão, acompanhada por coreografia de Gisèle Santoro”, rememora Cohen. A coreografia em versão orquestral gravada foi apresentada em 7 de dezembro de 1980, no Teatro Dulcina, de acordo com o maestro.

 

A obra do Ney Rosauro é uma orquestração do concerto nº 1 para vibrafone e orquestra. “Eu fiquei fascinado pela beleza da obra e sugeri ao compositor que a transcrevesse para orquestra, de onde surgiram os três episódios dedicados a mim”, conta o regente da Sinfônica, que destaca da peça “sua extrema brasilidade e ritmo”.

 

A obra “Variações Sinfônicas sobre um tema de Ernesto Nazareth”, de André Mehmari, foi encomendada e gravada pela Orquestra Sinfônica de São Paulo. O tema em questão é o tango “Fon-fon!” (1913), do pianista carioca e compositor de choros e sambas, referência a uma revista popular que circulou na então capital federal e berço dos gêneros, Rio de Janeiro, entre 1907 e 1958.

 

Cohen diz que Mehmari faz na obra uma grande viagem musical com citações a Villa-Lobos, ao compositor russo Petrovich Mussorgsky, do conhecido “Grupo dos Cinco”, de corte nacionalista, transitando ainda pelo choro e jazz.

 

Serviço
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
5 de outubro, Dia Nacional da Cultura
Programação
Heitor Villa-Lobos
“Bachianas Brasileiras nº 6, para flauta e fagote” (9 min.)
Solistas
Mechthild Bier (Flauta)
Flávio Lopes (Fagote)
“Bachianas Brasileiras n° 1” (20 min.)
Orquestra de Violoncelos, 1º solista, Rodolpho Borges

Intervalo
Ney Rosauro
“Três Episódios para Orquestra” (20 min.)
Andre Mehmari
“Variações Sinfônicas sobre um tema de Ernesto Nazareth” (17 min.)
Cláudio Santoro
“Frevo” (3 min.)
Cine Brasília, Entrequadra Sul 106/107
Entrada franca por ordem de chegada até a lotação do espaço. Os portões são abertos às 19:15 para idosos e pessoas com deficiência e às 19:30 para o público em geral.
Dúvidas e informações: 2017-4030