Governo do Distrito Federal
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8/06/18 às 11h46 - Atualizado em 8/06/18 às 15h47

Seminário internacional de economia criativa discute desenvolvimento econômico do DF

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A criatividade como motor de desenvolvimento econômico sustentável e integrado das cidades. Esse foi o tema central do Distrito Criativo, atividade que reuiniu esta semana na capital federal empreendedores da cultura, do turismo e do design do Brasil e de outros países para trocas de experiências sobre economia criativa.

 

Para o secretário de Cultura, Guilherme Reis, os avanços da economia criativa no Distrito Federal se dão a partir da atuação sistêmica do governo e entidades parceiras, em programas como o Território Criativo, que fomenta cadeias e arranjos produtivos locais,  contribuindo para o desenvolvimento sociocultural da cidade.

 

“Em parceria com Sebrae e Unesco estamos conseguindo trabalhar uma agenda integrada de economia criativa do Distrito Federal. “Eu não tenho a menor dúvida que é através da criatividade, dos empreendedores culturais, que vamos dar um salto em termos de desenvolvimento sustentável”, disse.

 

O primeiro dia da programação do Distrito Criativo foi marcado por uma palestra com o economista português Carlos Martins, da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas de Portugal. Um das principais referências internacionais na área do impulsionamento da indústria criativa, Martins trouxe o testemunho das experiência de economia criativa portuguesa, em especial na cidade do Porto, onde ele atua. “Esse assunto é tratado de forma diferente em cada contexto cultural, social, econômico e vejo aqui oportunidades de colaboração e intercâmbio entre os dois lados do Atlântico”.

 

A iniciativa abriu espaço para um intercâmbio de experiências com outros destinos criativos da área, tanto nacionais, a exemplo de Curitiba (Paraná), quanto internacionais, como Buenos Aires (Argentina), Saint Etienne (França) e Detroit (Estados Unidos).

 

No segundo dia do evento foram apresentados 14 experiências de economia criativa do DF em diferentes linguagens e lugares no sentido de ilustrar, refletir e debater essas ações. Na parte da manhã o primeiro painel com Ana Carla Reis e Lucio Rennó tratou de economia criativa e desenvolvimento urbano. No segundo painel Antônio Pádua, Rodrigo Barata, Helen Cristhyan e Mariana Peixoto apresentaram os cases Jovem Expressão, Cervejaria Criolina, Casa Frida e Cobogó, respectivamente.

 

Na parte da tarde os cases do setor da música foram apresentados por Eliana Moura, da Iduna; André Noblat do Fora da Caixa/COMA; Guilherme Tavares do Favela Sounds e Roberto Corrêia que falou sobre a gestão de sua carreira e o mercado da musica no DF. O ponto em comum das falas foi a articulação no mercado da música independente e de como ela é essencial para o fortalecimento da cadeia de produção

 

Foram discutidas ainda experiências em moda, com Lili Brasil, da Nós Mercado Criativo, Taiana Miotto da Taiana Miotto Brand, e Romildo Nascimento. Os empreendimentos em audiovisual foram representados por Fred Honorato, da Gravidade Zero, Marcos Gonçalves da Indie Warehouse e Alexandre Costa do Curta Brasília.

 

As experiências das cidades de Detroit (Estados Unidos), Saint Ettienne (França) e Curitiba, que usaram a economia, design, cultura e turismo para o desenvolvimento sustentável foram apresentadas no último dia do evento. A professora e representante de Detroit, Maria Luiza Rossi, relatou como a cidade, que já foi a capital do carro nos Estados Unidos, está se reinventando para modais mais sustentáveis.

 

Para Fernando Mascaro, consultor em design, Saint Ettienne só conseguiu impulsionar o desenvolvimento sustentável após a criação da Bienal Internacional de Design em 1998, em sua edição de 2017 recebeu 230 mil pessoas, mais que a população da cidade de 175 mil moradores. Fernanda Araújo representando Curitiba, a primeira cidade brasileira do design eleita pela Unesco em 2014, defende que a capital paranaense tenha um plano municipal, em que o design seja uma ferramenta de desenvolvimento para transformação do meio ambiente urbano.

 

Vale lembrar que a programação incluiu o I Seminário Internacional de Economia Criativa do Distrito Federal, o III Encontro de Turismo Criativo, e também a I Mostra Brasília Cidade Design, no mezanino da Torre de TV, e é uma promoção da Secretaria de Cultura, da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, ​e ​do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), com parceria institucional do Instituto Bem Cultural e cooperação da Unesco Brasil.

 

A realização do Distrito Criativo converge com a entrada de Brasília na Rede de Cidades Criativas da Unesco, em outubro de 2017 e com o fortalecimento do fomento cultural no DF, com suporte a empreendedores culturais por meio do programa Território Criativo. Estes são os pontos de partida para transformar Brasília em um destino criativo.

 

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Cultura, Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), com parceria institucional do Instituto Bem Cultural e cooperação da Unesco Brasil.

 

Cidade Criativa do Design

 

A candidatura de Cidade Criativa do Design fez parte do conjunto de metas estabelecidas pelo Plano de Turismo Criativo.  O documento foi resultado das duas edições anteriores do Encontro de Turismo Criativo de Brasília, realizadas em 2015 e 2016, que reuniram lideranças locais do setor produtivo para debaterem o desenvolvimento do setor em Brasília. Sendo assim, o público vai conhecer duas importantes ações concebidas a partir da proposta do Plano.

 

Uma delas é o mapa Brasília Cidade Criativa do Design, que oferta 58 endereços de design, localizados na área central da capital e divididos entre cafés e padarias, lojas e galerias, hotéis, restôs, bares e cervejarias. O material também contextualiza a relação entre Brasília e design, assim como divulga 18 atrativos imperdíveis para os fãs da arquitetura modernista.

 

Já os roteiros autoguiados de Brasília possibilitam uma imersão turística ao visitante em trânsito na cidade com conexões superiores a quatro horas. As rotas feitas a pé e de bicicleta, denominadas de walking tour bike tour, compreendem da

Praça dos Três Poderes à Catedral Militar Rainha da Paz, passando por vários pontos turísticos. A apresentação deste projeto encerra as atividades do Distrito Cultural, em 7 de junho.