Governo do Distrito Federal
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25/05/20 às 21h12 - Atualizado em 25/05/20 às 21h20

Secretário de Cultura e Economia Criativa participa de live sobre a realização de eventos após a pandemia

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Câmara de Economia Criativa debateu a readequação dos eventos com autoridades governamentais e sociedade civil

 

Criatividade e capacidade de adequação do setor de eventos no pós-pandemia. Esse foi o tema da live especial promovida pela Câmara de Economia Criativa do Distrito Federal, em parceria com a Fecomércio e o Sindeventos na tarde hoje (25). O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, foi um dos convidados do evento virtual, que também teve a participação das secretárias de Turismo, Vanessa Mendonça, e de Empreendedorismo, Fabiana Di Lúcia. A sociedade civil foi representada pelo presidente da Fecomércio, Francisco Maia, e pelo presidente do Sindeventos, Luiz Otávio Rocha Neves.

 

O encontro, que teve como objetivo a discussão de ações executadas para socorrer o setor cultural durante a pandemia da Covid-19 e o alinhamento de estratégias futuras, foi moderado pelo presidente da Câmara de Economia Criativa do Distrito Federal, Pedro Affonso Franco, que apresentou perguntas do público aos participantes.

 

Em sua intervenção inicial, o Secretário Bartolomeu enfatizou que, a despeito da necessidade de se pensar na retomada de eventos como forma de desenvolvimento econômico, é fundamental levar em consideração as vidas humanas. Segundo ele, para além dos eventos, outra preocupação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) é a implementação de políticas públicas culturais, primordial nesse momento de crise.

 

O titular da Cultura vislumbra a realização da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro este ano, ainda que em formato alternativo. A Secec, a partir de estudos do grupo de trabalho criado para esse fim, visa realizar um evento híbrido, por meio de plataformas virtuais e com a presença do público no Cine Drive In. “As pessoas querem consumir cultura. Precisamos buscar soluções criativas para que o maior festival de cinema brasileiro não seja interrompido”, garantiu.

 

Sobre a necessidade de maior distanciamento entre as pessoas nos eventos após a pandemia, em que serão demandados espaços ainda maiores, o secretário enxerga grande potencial na Concha Acústica, por sua grande área ao ar livre, e aponta a necessidade de revitalização do equipamento cultural.

 

O Distrito Federal é a unidade da federação que mais respondeu positivamente à crise provocada ao setor artístico em decorrência da pandemia. O Secretário elencou, durante o evento virtual, ações implementadas pela Secec com o fito de garantir retornos concretos aos agentes culturais, como o recebimento de recursos referentes a exercícios anteriores, a criação do programa Conecta Cultura e o lançamento de editais de premiação, a exemplo do que foi publicado hoje contemplando quadrilhas juninas.

 

Outra ação significativa apresentada por Bartolomeu Rodrigues foi o pagamento dos editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC Ocupação e Áreas Culturais), que viabilizou o ingresso de R$ 22 milhões em novos projetos culturais. Ele enfatizou ainda o aumento de recursos destinados à Lei de Incentivo Cultural (LIC), que passaram de R$ 8 milhões para R$ 12 milhões. Em tempos de adaptação das atividades culturais à realidade virtual, o secretário destacou por fim o relançamento do edital Conexão Cultura, com foco em capacitações on-line. “O momento é de reinvenção”, avaliou.

 

O secretário salientou que um possível programa de retomada da economia deve incluir necessariamente a cultura e a economia criativa, segundo ele, “motores do desenvolvimento do Distrito Federal”. Ele elogiou a iniciativa da live, que permitiu a cooperação dos setores envolvidos na busca de uma solução conjunta para a crise. “Não vamos esperar o fim da pandemia para tirar lições dela”, concluiu.