Governo do Distrito Federal
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9/04/19 às 14h51 - Atualizado em 9/04/19 às 16h57

Secretaria de Cultura prepara moderno sistema interligado de bibliotecas públicas para a capital

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Brasília vai ganhar o mais moderno sistema de bibliotecas públicas interligadas do país, e o objetivo da Secretaria da Cultura é de entregá-lo no aniversário de 60 anos da capital, no ano que vem. A informação foi dada pelo subsecretário do Patrimônio Cultural, Cristian Brayner, nesta terça-feira (08), dia em que se comemora o Dia da Biblioteca, data criada por decreto de 9 de abril de 1980.

 

Segundo Brayner, a ideia é formar uma rede de bibliotecas interligadas pelo Koha, um software livre de código aberto para produzir sistemas integrados de gestão de biblioteca, criado na Nova Zelândia. “Isso vai permitir que usuários tirem e devolvam livros em diferentes equipamentos, dentro dos sistema, a partir da consulta em catálogo único”, explica o gestor, bibliotecário de formação.

 

O investimento faz sentido. Segundo pesquisa particular recém-divulgada “Cultura nas Capitais”, 48% das pessoas que moram em Brasília frequentaram esses espaços no ano passado, ficando à frente de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “Isso se deve a dois fatores. A renda per capita da capital, que leva o público a consumir mais bens simbólicos, como informação e cultura, e o fato de termos uma excelente rede de bibliotecas públicas, ainda que haja problemas pontuais”, avalia Brayner.

 

Brasília conta com 26 bibliotecas públicas, sendo três no planto piloto: a Biblioteca Nacional de Brasília, a Pública da 312/313 e a de Arte, da 508 Sul, que está sendo revitalizada. A BNB recebeu média mensal no ano passado de 5269 usuários e 2815 turistas. As demais, juntas, foram usadas por mais de 222 mil pessoas em 2018.

 

O titular do patrimônio cultural da SEC diz que um dos desafios da capital é criar bibliotecas nas dez regiões administrativas que ainda não dispõem de uma, como são os casos dos Lagos Norte, Sul e do Varjão, por exemplo. Ceilândia, Gama e Taguatinga têm as bibliotecas mais visitadas. Com a reabertura da Pública de Brasília em maio do ano passado, ela também deve disputar o topo do ranking, possivelmente só perdendo para a de Ceilândia.

 

Brayner diz que a vocação de Brasília para a leitura traz benefícios à saúde. “Está provado que leitores ávidos ficam protegidos do estresse e de doenças neurológicas”. Ele cita a Finlândia como um país que deve servir de exemplo, onde há uma correlação em índices altos de leitura e baixos desses adoecimentos.