Governo do Distrito Federal
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10/04/19 às 18h42 - Atualizado em 12/04/19 às 10h31

Secretaria de Cultura e Ancine promovem capacitação e fortalecem o peso do setor audiovisual

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Realizadores discutem dúvidas sobre prestação de contas e linhas de fomento

 

O evento “Encontros com a Ancine”, para capacitação de produtores audiovisuais, realizado ontem e hoje (10) na Biblioteca Nacional de Brasília, foi avaliado como um êxito por profissionais que atuam na área. A iniciativa, apoiada pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, cumpriu dois papéis fundamentais: esclareceu produtores e realizadores do segmento sobre a maneira de concorrer a recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e prestar contas de modo eficiente e, mobilizou o setor sobre a importância da transparência na prestação de contas.

 

Para um dos curadores do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Marcos Ligocki, a capacitação dos agentes da cadeia produtiva do audiovisual é fundamental para consolidar o processo de nacionalização do setor. “Esse evento qualifica os realizadores do Distrito Federal e entorno a produzir mais, com mais regularidade e a conquistar uma participação maior na produção imagética nacional, que é uma das vocações de Brasília”, diz ele.

 

Na sessão de hoje à tarde, a plateia fez dezenas de perguntas durante a palestra do coordenador da prestação de contas da Ancine, Luís Maurcío Lopes Bortoloti, que esmiuçou o desenho do negócio audiovisual com o objetivo de facilitar e ampliar tanto a captação de recursos como a maneira correta de justificar o uso do dinheiro público e de suas contrapartidas. “O passo fundamental é ler instruções e leis e então tirar as dúvidas”, recomendou ele.

 

Na plateia, a produtora Ana Paula Rabelo aprovou a inciativa de contato presencial com o técnico da Ancine: “Gostei do caráter expositivo e didático da palestra, que esclareceu muitas coisas pra mim. Esse encontro deveria ser mais frequente, porque perguntar por e-mail nem sempre funciona. Estou esperando algumas respostas faz tempo”.

 

Ana Paula, assim como outras 300 pessoas inscritas para o encontro, manifestou sua angústia sobre o futuro do Fundo Setorial Audiovisual e o montante de recursos que a Ancine poderá dispor. Isso em razão do acórdão do TCU de 27 de março passado, determinando que a agência não faça conferências por amostragem, como atualmente, mas que só libere o volume de recursos que efetivamente possa conferir.

 

Para ela, o FSA tem um peso grande na cadeia produtiva desse setor da economia. Na estimativa de Ligocki, o fundo custeia hoje 80% da produção audiovisual, um segmento que cresce 10% ao ano há uma década. “Isso atrai atenção e mexe com interesses”, acredita o curador, com experiência em vários nichos da estrutura, como realizador, acadêmico, editor.

 

O coordenador de Audiovisual da SEC, Wanderlei Silva, que participou dos dois dias do evento, está otimista. “A Secretaria de Cultura fez um gol de placa ao apoiar esse evento nesse momento de efervescência gerado pelas novas normas para o setor. Acredito que o fortalecimento da categoria vai se refletir em produtores mais seguros para propor e aprovar projetos”.