Governo do Distrito Federal
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1/01/18 às 16h06 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Réveillon Brasília 2018 reúne 46,5 mil pessoas

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Quase 50 mil pessoas prestigiaram as celebrações para receber o ano de 2018 no Réveillon oficial de Brasília. Os festejos começaram no dia 30, na Prainha dos Orixás, com uma homenagem ao Dia do Samba, que reuniu 2 mil pessoas em um grande show comandado por bambas locais, como Luciano Ibiapina, Bebeto Cerqueira, Renata Jambeiro e Dhi Ribeiro. No dia 31, 4,5 mil pessoas viraram o ano na Prainha e, na Esplanada dos Ministérios uma multidão de 40 mil pessoas prestigiaram os shows de ano-novo.

 

Por 10 minutos, as atenções do público que ocupava o gramado em frente ao Museu Nacional voltaram-se para o céu de Brasília. Com diversas cores e formatos, os fogos de artifício anunciavam a chegada de 2018. Minutos antes, no palco, a cantora Joelma fez a contagem regressiva para o novo ano.

 

Expoente da música regional do Pará, a cantora iniciou o show por volta das 23h20 com a música Voando pro Pará. Toda de branco, Joelma surgiu para a plateia que, eufórica, entoava as canções. “Fiquei muito feliz ao ser convidada para fazer a contagem regressiva. Subo no palco com alegria, respeito ao público, muita dança e alto astral”, disse Joelma.

 

Antes, às 21h10, Alcione, a Marrom, se apresentou. A cantora, que foi a primeira atração nacional da noite, levou ao público canções de sua carreira, como Juízo Final, Mulher Ideal e Meu Ébano. “Sei que aqui tem muito nordestino, muito maranhense. Me sinto em casa”, disse antes do espetáculo.

 

Nos intervalos e troca de palco, o DJ Hool Ramos foi o responsável por animar a festa. O ápice das festividades na Esplanada dos Ministérios se deu à meia-noite, mas a festa começou bem antes.

 

Atrações locais subiram ao palco a partir das 19 horas de sábado (31). A primeira a cantar foi Célia Porto. Essa foi a terceira vez dela no tradicional réveillon da Esplanada. “É sempre uma delícia cantar para um público como este. Foi muito bom, o espírito da festa é de amor e paz”, comentou após se apresentar.

Logo em seguida, o compositor, cantor e violonista Alberto Salgado apresentou ao público as canções de seu álbum Cabeça d’água, reconhecido em 2017 como melhor disco regional do páis pelo Prêmio da Música Brasileira.

 

Prainha

 

Com oferendas a Iemanjá e ritos religiosos de matriz africana, 4,5 mil pessoas comemoraram a virada do ano às margens do Lago Paranoá, na Praça dos Orixás, mais conhecida como Prainha. A estimativa de público é da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

 

Para animar o público, o grupo baiano de afoxé Filhos de Gandhy e o cantor brasiliense de samba-rock Marcelo Café se apresentaram no palco montado no local. A festa começou por volta das 19 horas deste domingo (31) e, à meia-noite, a praça ficou iluminada com a queima de fogos, que durou 10 minutos.

A programação do réveillon na Prainha teve início no sábado (30) com a comemoração do Dia do Samba. Houve apresentações das sambistas Renata Jambeiro e Dhi Ribeiro, além de Bebeto Cerqueira, Luciano Ibiapina, Amor Maior, Coisa Nossa e Bateria Nota Show.

 

“Hoje vai ser um dia lindo, um dia de paz. Queremos paz para 2018”, disse o secretário de Cultura, Guilherme Reis.

 

A festa na Prainha tem como objetivo valorizar as manifestações culturais de matriz africana, de forma a resgatar tradições historicamente excluídas. De acordo com a Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, da Secretaria de Cultura do DF, Jaqueline Fernandes, essa é uma festa tradicional que ocorre desde os anos 1970.

 

O evento é produzido por entidades religiosas de matriz africana, mas agrega pessoas de todas as religiões. “Esta festa reforça a Prainha como um espaço de memória da cultura afro brasiliense, além de ser uma forma de levantar a bandeira contra a intolerância religiosa e o racismo.”

 

Festa tem o apoio do governo de Brasília

 

Tanto a festa da Prainha quanto os shows da virada na Esplanada dos Mistérios contaram com o apoio do governo de Brasília. O custo total foi de R$ 1.965.327,60.

 

Esse montante inclui estrutura, contratações, chamamento de artistas locais, passagens aéreas e a taxa de direitos autorais cobrada pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

 

Com informações da Agência Brasília