Governo do Distrito Federal
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5/03/20 às 17h45 - Atualizado em 5/03/20 às 18h58

Restauração da Praça dos Três Poderes começa amanhã (6)

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Secretaria de Cultura e Economia Criativa participa do esforço, que reúne o GDF, STF e Iphan

 

O secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, participou hoje (05), na Casa de Chá na Praça dos Três Poderes, do lançamento da campanha “Preservando Brasília para os 60”, que tem como foco a conscientização acerca da importância da manutenção de bens culturais tombados.

 

A ação, que envolve órgãos do Governo do Distrito Federal, do Supremo Tribunal Federal e do Governo Federal, coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência do órgão no Distrito Federal, começa nesta sexta-feira (6) com um trabalho de revitalização da Praça para o aniversário de 60 anos de Brasília.

 

As intervenções, divididas em etapas, preveem a lavagem dos monumentos e do piso de pedras portuguesas, com sua reconstituição, colocação de nova iluminação noturna, troca das grades que protegem o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto por um modelo que sobe e desce por acionamento elétrico, instalação de rede wi-fi no local e revitalização dos equipamentos que compõem o Complexo Cultural Três Poderes (CC3P) – Museu da Cidade, Espaço Lúcio Costa e Panteão da Pátria e da Liberdade.

 

Bartolomeu Rodrigues lembrou que o trabalho de restauro na Praça dos Três Poderes começou ainda em fevereiro com a ajuda da Novacap, que realizou a primeira limpeza do local. “Esta solenidade é muito importante e aproveito para lançar um desafio”, discursou Rodrigues. “A situação do patrimônio tombado de Brasília, maior que a Cidade do Vaticano, é preocupante e precisamos da participação da sociedade na discussão de como preservá-lo”. Na plateia, autoridades como o presidente do STF, José Antônio Dias Toffoli, o vice-governador de Brasília, Paco Brito, e o superintendente do Iphan-DF, Saulo Santos Diniz, entre dezenas de autoridade do GDF e do Governo Federal.

 

O titular da Secec lembrou que “Brasília é um museu a céu aberto”, com custo alto de preservação. Ele destacou o caso do Teatro Nacional Claudio Santoro, interditado desde 2014. “Precisamos construir uma saída para devolvê-lo à população de Brasília e à comunidade cultural do país, como é determinação do governador Ibaneis Rocha”, frisou.

 

O GDF conseguiu junto ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça, R$33,4 milhões para iniciar as intervenções de restauro da Sala Martins Pena do Teatro Nacional de acordo com o projeto já aprovado pelo próprio Iphan.

 

STF
O STF abrirá chamamentos públicos para custear parte das intervenções nas etapas posteriores, de revitalização dos equipamentos. Em seu discurso no evento, Toffoli disse que ao longo de 25 anos, passando pelos Três Poderes – em trabalhos no Congresso, na Presidência da República e agora no Supremo – tem testemunhado a mesma visão de “abandono do maior centro cívico brasileiro”, em referência à Praça.

 

 

O presidente do Poder Judiciário enfatizou a necessidade de os vários órgãos do poder público agirem em conjunto para “fazer acontecer” a revitalização dos monumentos históricos da capital que completa 60 anos em abril. Ele lembrou o inciso do Artigo 5º da Constituição de 1988, que coloca a preservação do patrimônio cultural como direito fundamental da sociedade.

 

Citou também a abertura da “Carta de Veneza”, de maio de 1964, que pauta o trabalho do Iphan na conservação e restauração de monumentos e sítios e diz que “as obras monumentais de cada povo perduram no presente como o testemunho vivo de suas tradições seculares”.

 

Trabalho conjunto
O vice-governador Paco Britto ressaltou fala do superintendente do Iphan sobre a necessidade de não confundir preservação com engessamento, buscando soluções para achar os caminhos que conduzam às transformações das cidades sem que se percam as suas riquezas patrimoniais.

 

 

Educação patrimonial foi assunto lembrado nas falas de diversos oradores, frisando que, apenas com a formação da consciência sobre a importância dos prédios e monumentos históricos, a preservação se torna possível. Os Territórios Culturais, projeto que costura ações de educação patrimonial em equipamentos da Secec com a participação da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), faz esse trabalho.

 

Diniz informou que, para somar no esforço de educação patrimonial, o Iphan assinou com a Educação no mês passado um termo de cooperação técnica que prevê a capacitação de 1.500 professores em 300 escolas do DF por meio de Ensino à Distância (EAD) nos próximos cinco anos, formalizando uma política de estado para o setor.

 

 

 

Fotos: Ludimila Barbosa SECEC/DF