Governo do Distrito Federal
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25/02/20 às 8h35 - Atualizado em 25/02/20 às 9h52

Respeito à diversidade marca o terceiro dia do Carnaval de Brasília

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Fantasias criativas, repertório diferenciado e apresentações de escolas de samba agitaram a segunda-feira

 

Nem o mau tempo desta segunda-feira (24) atrapalhou a disposição de quem brincou o carnaval em Brasília. Por toda a cidade, o que se viu foram festas diversificadas, democráticas e seguras.

 

Em homenagem ao aniversário da capital, o “Palco Brasília 60”, que tem como missão a valorização dos artistas e da cultura local trouxe, mais uma vez, uma programação com muito samba no pé com as apresentações das escolas de samba Império do Guará e a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc). Bandas como Encosta N’eu, Marcelo Café e Luciano Ibiapina trouxeram o melhor do axé, frevo e música popular brasileira.

 

O secretário Bartolomeu Rodrigues prestigiou as atrações do Palco Brasília 60 e visitou alguns blocos que desfilaram nesta tarde. Ele pontuou a importância da segurança para o folião e do diálogo com a sociedade para a realização de uma das maiores manifestações culturais do país. “Para este evento, focamos em respeito e segurança para garantir a diversão do público”, comenta.

 

Bartolomeu considera que popularidade do carnaval em Brasília é resultado da grande a diversidade cultural presente em sua população. “Nossos esforços são para que o carnaval chegue às Regiões Administrativas com a mesma intensidade do Plano Piloto”, declarou.

 

Estreante no carnaval de Brasília, a DJ Ana Ximenes tocou hits das paradas de sucesso e interagiu diretamente com o público em uma coreografia ensaiada com seus bailarinos. Ximenes chegou com um “Line-Up” animado, com músicas estavam na boca da plateia. Natural de Planaltina, Ana define sua satisfação em estar em um palco de carnaval de sua cidade. “Tenho muito orgulho em poder me apresentar para o público brasiliense neste carnaval. Que esta oportunidade seja a primeira de várias e que esta festa sempre dê espaço aos artistas locais” completa.

 

 

“Quando se pensa em carnaval já se pensa em samba”, celebrou Nivaldo Lucas, membro da escola de samba Império do Guará. A agremiação subiu ao palco com a presença de ritmistas e passistas, onde desenvolveram uma evolução do ritmo. Em um batuque acelerado, a escola também trouxe ícones da tradição do samba o Mestre-Sala e Porta-Bandeira. “Agradecemos ao público pela recepção alegre e muito samba no pé” enfatiza.

 

De Setor Comercial Sul para “Setor Carnavalesco Sul”

Localizado no coração de Brasília, o Setor Comercial Sul se transformou em um complexo da folia para o brasiliense durante a semana de carnaval. Acolhendo um grande número de blocos simultaneamente, o público do Setor Carnavalesco Sul – como fica conhecido o local neste período – pôde apreciar em diversos ambientes, festas para todos os gostos.

 

Palco de um grande desfile de fantasias, o folião abusou das cores e da purpurina para compor a produção. A criatividade já se nota pelos nomes dos blocos espalhados pela área, que vão desde Lagartixa Chorosa, Oxente, véi, Harmonia do Sampler, até Sereias Tropicanas, Barbadas e Aparelhinho. Nesse sentido, o público contribuiu do mesmo modo, integrando o cenário com vestes inusitadas e divertidas.

 

Onde o lema principal era o respeito, os brincantes se divertiram sem preocupação com violência ou assédio. O evento contou com o policiamento reforçado em todos os locais, garantindo a integridade do público presente. Sinalizada com um grande mapa, a “Cidade do Carnaval” indicava os principais pontos da festa, incluindo os palcos, banheiros, posto médico, bares, praça de alimentação e pontos de transporte.

 

Para um dos organizadores do carnaval no SCS, Caio Dutra, a criação desta plataforma carnavalesca, que contou com investimentos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), proporciona a interação de diversas manifestações culturais espontâneas. Além dos palcos e trios com programação acontecendo ao mesmo tempo, Caio conta que sua principal preocupação foi em garantir a segurança do folião, estudando uma melhor dinâmica para a entrada, revista e saída do público. “Temos orgulho em realizar um carnaval seguro, com respeito e sem intercorrências”, acrescenta.

 

 

De acordo com o cabeleireiro Ítalo Evangelista de 28 anos, o carnaval de Brasília vem se aprimorando a cada ano. Para o folião, a festa melhorou consideravelmente na organização e segurança para o público. Fantasiado de unicórnio, ele ressaltou a representatividade do papel do público LGBTQI+ no carnaval. “Em um evento como este me sinto abraçado e bem representado, não só em uma festa popular e democrática, mas na vida social como um todo. Respeito é tudo!”, define.

 

 

 

Fotos : Ludimila Barbosa SECEC/DF