Governo do Distrito Federal
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18/02/13 às 13h40 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Reforma da Igrejinha de São Sebastião vai resgatar projeto original da construção de 1870

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Uma doença tomara conta da maioria dos duzentos moradores do povoado de Mestre D´Armas. O século XIX e a única saída que eles tinham era recorrer ao santo protetor contra as pestes. E assim o fizeram. A promessa de uma das famílias, caso São Sebastião os livrasse da doença, era doar um pedaço de terra para construção de uma igreja que teria o nome do santo. Promessa cumprida, pelas mãos de escravos foi construída no local, onde hoje é o centro histórico de Planaltina, a Igreja de São Sebastião.

Quase dois séculos depois, o patrimônio cultural da cidade de Planaltina vai ganhar uma reforma para recuperar as características de quando foi construída, no século XIX. Sim, porque durante todos esses anos a Igrejinha de São Sebastião passou por alterações que não levaram em conta seus traços originais.
Afrescos, por exemplo, foram pintados nas paredes internas da construção. Uma violação, segundo especialistas, ao projeto original da capela.
Com o passar do tempo, a estrutura da Igrejinha também ficou comprometida. As paredes racharam, começaram as infiltrações e a ameaça de desmoronamento se tornou iminente.

Em breve, no entanto, um dos principais patrimônios de Planaltina vai voltar a ser como antes. A reforma que começou em janeiro, patrocinada pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, deve ser concluída até o início do mês de maio.
Para isso, foram destinados mais de R$ 500 mil reais.

A notícia animou os frequentadores do centro histórico de Planaltina. Dona Jurema Ramos, uma mineira de 73 anos, disse que se emociona sempre que visita um lugar como a Igrejinha de São Sebastião. Católica praticante, ela conhece praticamente todas as igrejas históricas do país. É um hábito que adquiriu ainda pequena, quando os pais levavam a família inteira para visitar Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais.

Os moradores de Planaltina também comemoram. Ninguém por lá admite a ideia de perder o que consideram o mais importante patrimônio do lugar. Uma das principais reivindicações é a volta do sino que tocou por muito tempo, mas que também por muito tempo desapareceu do lugar e ninguém sabe aonde foi parar.
Quando o sino voltar a soar o centro histórico de Planaltina terá motivos para festejar. E a Igrejinha construída como oferta pelo fim de uma peste estará como fora levantada em 1870: preservada pela memória e pelo patrimônio do Distrito Federal.