Governo do Distrito Federal
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25/07/16 às 19h03 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Reflexão e festa da diáspora negra no Latinidades

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Festival da mulher negra da América Latina e Caribe une debate, arte e festa até sábado

Em sua nona edição, o Latinidades se consolida como o maior festival de mulheres negras da América Latina. Seu diferencial, além da quantidade de estados e países envolvidos, diz respeito tanto ao seu caráter cultural quanto ao formativo.

O projeto, apoiado pelo FAC, é bastante conhecido por seus debates e publicações, mas também pelos grandes shows. Todos os anos Latinidades envolve música, dança, teatro, literatura, formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa e comunicação e é realizado por meio de diversas atividades pelo Distrito Federal. Nasceu com intuito de celebrar o Dia da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha e abrir espaço para convergir debates e iniciativas do estado e da sociedade civil relacionadas à promoção da igualdade racial e enfrentamento ao racismo e sexismo. Latinidades foi criado para dar visibilidade e celebrar a cultura negra produzida na África e na diáspora, com foco especial na América Latina e Caribe.

As formativas da nona edição se darão a partir do tema Comunicação, pautando o enfrentamento ao racismo nos meios, sejam tradicionais, públicos alternativos ou independentes. Lançaremos olhar sobre o marketing, o jornalismo e as redes sociais. A importância e o fortalecimento das mídias negras, a produção intelectual de negras e negros em torno do tema comunicação e a produção de conteúdos também darão forma à programação formativa.

Em oito edições, o projeto Latinidades tem tido como objetivo máximo a visibilidade das mulheres negras e sua representação digna em todos os espaços. Nos meios de comunicação, por exemplo, esta representação tem se dado de forma predominantemente discriminatória. Ao eleger a comunicação como tema central da próxima edição do Festival Latinidades, o objetivo é se apropriar de quantas ferramentas e espaços midiáticos sejam possíveis: dos grandes e tradicionais meios de comunicação aos independentes; da tradição oral; da tv e do rádio ao carro de som; das redes sociais atuais ao fanzine; sem desconsiderar o famoso correio-nagô, o boca-a-boca/buxixo.

Assim como em 2015, quando o tema Cinema Negro introduziu a força das produções cinematográficas encabeçadas por mulheres negras, o tema 2016 irá irradiar esse protagonismo. Falaremos da comunicação que ultrapassa fronteiras, que une, articula, empodera. Que é ancestral e tecnológica.

Além da importância da representação de uma diversidade de estéticas e narrativas nos meios de comunicação, a edição 2016 pretende dar visibilidade para a produção intelectual em torno da comunicação afrocentrada. Em suma: produzir e veicular conteúdos; destacar cases de mídias negras e potencializar trocas entre redes de comunicação e marketing.

O tema de 2016 foi escolhido a partir do entendimento de que a sociedade e o estado brasileiro tem uma grande dívida histórica no que diz respeito ao fortalecimento e valorização da história e cultura negra e suas manifestações tradicionais, no campo e na cidade.

Histórico

O projeto foi criado em 2008 para marcar o dia 25 de julho, que tem ganhado força como uma espécie de 8 de marco da mulher negra. Tendo se tornado o maior festival de mulheres negras do Brasil, Latinidades cumpre um papel de grande importância para a visibilização da data e dos temas relacionados à pauta de gênero e raça.

Latinidades agrega, desde sua primeira edição, além dos debates, oficinas, rodas de conversa, shows musicais, intervenções poéticas e teatrais, literatura, moda, culinária, feira de afro-negócios, artes visuais e cinema.

Com shows, festas, exposição de fotografia, lojinha, palestras, cinema, seminários e debates, a programação está muito vasta. Confira dia a dia no site oficial do evento: http://www.afrolatinas.com.br/programacao/