Governo do Distrito Federal
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19/05/21 às 13h54 - Atualizado em 26/05/21 às 10h36

“Elas em Ação” qualifica as mulheres cineastas

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Texto Eric Seixas*. Edição: Sérgio Maggio

19.05.21

14:09.01

 

Com fomento do edital FAC On-Line, o projeto “Elas em Ação” une equipe técnica apuradíssima, com  gabarito e trajetória cultural relevante no Distrito Federal, no intuito de trazer as suas visões e experiências sobre o cinema. A equipe formada por mulheres quer dar mais força para que outras possam passar a frente esse conhecimento aprendido para assim criar uma forte rede de empoderamento.

 

“A importância do reconhecimento de um protagonismo feminino passa pela equidade de gênero em toda a cadeia de produção do cinema, não só o que se vê na tela, mas como e por que se vê uma peça audiovisual. É sobre “se ver” na subjetividade e humanidade de cada personagem, em realidades factuais e/ou inventadas”, conta Alice Lira, uma das organizadoras do “Elas em Ação”.

 

Os espaços sociais com representatividade feminina vêm ganhando muita força, parte disso se deve a projetos como o Elas em Ação. Segundo Alice, o recurso do Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal foi muito importante, pois fez o projeto sair do papel e ser colocado em prática. Foram mais de 365 pessoas acessando o projeto diretamente nos canais de comunicação, 50 inscritos na sala do Zoom e 315 presentes na transmissão ao vivo no YouTube.

 

“A Edileuza Penha, cineasta negra do Distrito Federal, diz que “uma mulher no cinema faz a revolução”, imagine mais de 300 fazendo isso juntas? São novas narrativas, novas formas de se contar a mesma história, sob a ótica feminina no audiovisual brasileiro em todas as telas, principalmente nas novas telas digitais, os smartphones, os notebooks, os tablets, as webcams, as câmeras simples e sofisticadas, não importa o tipo de filmadora, o desafio é o mesmo: emocionar com originalidade “, destaca Alice

 

Alice credita que esses espaços sociais com representatividade feminina estão sendo construídos de uma forma muito positiva diante do atual cenário que vivemos no Brasil e no mundo, devido à pandemia e seus desdobramentos, estamos nos reinventando e nos descobrindo muito potentes nesse momento.

 

 

“Mesmo diante de tantos desafios, as mulheres estão dando a volta por cima de todas as barreiras e empreendendo cada vez mais. Isso precisa ser registrado e exibido para o mundo inteiro. O audiovisual tem se tornado um recurso e uma linguagem extremamente necessária para essa adaptação”, observa Alice.

 

Três perguntas/Alice Lira

Qual a importância desse fomento do FAC para o projeto de vocês?

O fomento do FAC nos permitiu tirar do papel uma ideia que tínhamos vontade de desenvolver há algum tempo. Com uma equipe técnica de gabarito e trajetória cultural relevante no Distrito Federal, reunimos importantes nomes do cinema e do audiovisual do DF, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Mulheres atuantes no mercado que trazem suas visões e experiências para que pessoas leigas e iniciantes consigam desenvolver peças audiovisuais com conteúdo e narrativa originais.

 

Como é desenvolvido o projeto?

Esse é um projeto de atividade formativa que visa orientar mulheres empreendedoras a criarem não só vídeos caseiros para a internet, mas contar as suas histórias com técnica, arte e originalidade. Com sete oficinas e uma mostra de resultados, as participantes terão acesso a um vídeo gravado e uma aula ao vivo com cada uma das facilitadoras e, ao final, exibirão suas peças na I Mostra Elas em Ação.

 

Qual o impacto cultural e social do projeto?

 

Culturalmente, as pessoas que participam do Ciclo de Oficinas vão poder ter acesso a conceitos e referências do universo audiovisual, a partir da facilitação de comunicadoras e cineastas atuantes no mercado que conduzem as aulas, apresentando a linguagem cinematográfica de forma artística e comercial para as mídias digitais. Aprendendo sobre roteiro, direção cinematográfica, direção de fotografia, direção de arte, som e trilha sonora, edição de vídeos e marketing de conteúdo para não só produzir, mas também divulgar seus vídeos com estratégia, planejamento e criatividade.

 

*Erik Seixas é estagiário sob a orientação de Sérgio Maggio e Sâmea Andrade.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br