Governo do Distrito Federal
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27/02/14 às 20h25 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Projeto da Fiocruz Brasília contribui para a humanização dos espaços de saúde do DF

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Realizado em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), Circuito de Ocupação Cultural para Saúde leva atividades artísticas, culturais e educativas para hospitais, centros de saúde e ambientes de cuidado do DF

Há cerca de um mês, o Circuito de Ocupação Cultural para a Saúde, projeto que resulta de parceria entre a Fiocruz Brasília e o Governo do Distrito Federal (GDF), tem contribuído para melhorar a qualidade dos ambientes de cuidado em cidades como Ceilândia, Taguatinga e Planaltina, regiões próximas à Brasília. Por meio de atividades culturais, o projeto visa à humanização destes espaços, além de mostrar a importância da cultura para a promoção da saúde e da qualidade de vida. A previsão é que, ao longo do ano, outras cidades recebam a Circuito.

A última atividade do Circuito para fevereiro foi realizada na Fiocruz Brasília, na última quarta-feira (26), com um show musical do cantor e compositor brasiliense Lucas Soledade, para os funcionários e público em geral. A programação contou ainda com um bate-papo sobre alcoolismo, com assistentes sociais do Serviço de Atenção a Usuários de Álcool e Drogas (Sead) do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

De acordo com uma das responsáveis pelo projeto e bolsista do Programa de Educação, Cultura e Saúde da Fiocruz Brasília (Pecs), Ana Schramm, o objetivo é sensibilizar o profissional da saúde para o desempenho de um trabalho mais humanizado, e para que o paciente se sinta mais acolhido no ambiente hospitalar. “A cultura também promove a saúde. Temos que pensar na saúde do trabalhador, na humanização do atendimento e pensar também no paciente”, afirma.

O secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, acredita que a Ocupação Cultural é importante para tornar os ambientes de saúde “menos tensos”, com a ambiência adequada e mais humanizada. “O Circuito atende não só aos pacientes, mas também aos servidores. O grande desafio da nossa gestão é a humanização dos ambientes de trabalho dos nossos equipamentos de saúde”, explica.

Para Barbosa, a iniciativa contribui também para a recuperação dos pacientes. “Os equipamentos de saúde estão de portas abertas para receber esse exemplo de cultura. Tenho certeza que os nossos servidores e pacientes agradecerão muito, pois terão um ambiente mais humanizado, com qualidade melhor e que influencia no plano terapêutico de recuperação”, completou.

O primeiro local a receber o Circuito foi o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), em 3 de fevereiro. Os funcionários do hospital participaram de um almoço cultural com pocket show de guitarra do músico Diego Galeno. Ao longo do mês, outras atividades foram realizadas, entre elas, oficina teatral para os profissionais de saúde do Centro de Atenção Psicossocial de Taguatinga (Caps II), oficina de leitura de cordel com a enfermeira Onã Silva para os servidores do Centro de Saúde nº 01 de Planaltina e visita dos palhaços Mandioca Frita e Aipim às crianças internadas e que aguardavam atendimento na Unidade de Pediatria do HRC.

Programação
Para o mês de março estão previstas apresentações de teatro, visita de palhaços, leitura de cordel e oficinas, voltadas para crianças internadas e mães nutrizes do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), usuários do Caps II, pacientes do Centro de Saúde e funcionários e público da Fiocruz Brasília. Ao longo do ano serão realizados mais dois circuitos, também com duração de três meses. Ao final da primeira edição, outras unidades serão contempladas com a iniciativa.

Resultados
O projeto alterou a rotina dos lugares por onde passou, resultando em benefícios para todos, até mesmo aos artistas. Júlio Macedo, que dá vida ao palhaço Mandioca Frita, afirma que o dia da atividade no Hospital Regional de Ceilândia ficará marcado em sua vida. “Eu vou guardar este dia com o maior carinho, porque isso é o que me fortalece para sempre continuar nessa caminhada”. Para ele, é gratificante poder proporcionar e receber alegria. “Ficar dentro do hospital é ruim, então poder trazer um dia diferente para os pacientes, pais e funcionários foi a maior emoção. O sorriso é o verdadeiro remédio”, ressaltou.

Os primeiros resultados são positivos e aprovados por quem já recebeu o projeto. No Circuito realizado em Planaltina no último dia 18, os funcionários elogiaram a iniciativa. “Quando o servidor é humanizado, o atendimento ao paciente é muito melhor. O profissional atende com qualidade e respeito”, afirmou a gerente do Centro de Saúde nº 01 de Planaltina, Luciene Arakaki.

Parceria
O Circuito de Ocupação Cultural para Saúde resulta de parceria entre a Fiocruz Brasília, Casa Civil do DF, Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) e Secretaria de Cultura do DF (Secult/DF).