Governo do Distrito Federal
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1/11/12 às 19h42 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Programa da Secretaria de Cultura leva cinema nacional às escolas públicas

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O calor de quase 35 graus na sala improvisada de cinema não incomoda os alunos do Centro de Ensino Fundamental 427 de Samambaia. Atentos, meninos e meninas não desgrudam os olhos da tela onde roda o filme “Não se Preocupe, nada vai dar certo”, estrelado por Tarcísio Meira e Gregório Duvivier.

Na comédia, os atores interpretam dois trambiqueiros que viajam pelo Nordeste, onde tentam se dar bem passando os outros para trás. A cada cena, gargalhadas tomam conta da sala. Nos diálogos com palavrões ou alguma conotação sexual, os sorrisos são mais discretos, mas não menos expressivos.

A resposta das crianças é a prova da magia que o cinema exerce sobre qualquer um de nós. As projeções fazem parte da “Maratona do Cinema de Brasília”, um projeto da Secretaria de Cultura do DF com o apoio da Secretaria de Educação, que vai levar o cinema brasileiro a 24 escolas e atender um público de 12 mil alunos até o dia 21 de novembro em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.

Rayane Pereira, estudante do nono ano do CEF 427 de Samambaia, estava feliz com o cinema na sua escola. “É a primeira vez que vejo o cinema vir até a escola. Tem aluno aqui que nunca foi ao cinema, então isso é muito bom”, disse ela.
A estudante confessa que não dava muita importância para o cinema nacional, mas depois que assistiu ao filme “O ano em que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburger, mudou de opinião. “É um filme que fala sobre a história do Brasil, é triste, tem uma linguagem muito interessante e uma forma legal de se comunicar com as pessoas”.

Rayane disse ainda que, além de entreter, o filme vai ajudar no aprendizado em sala de aula já que a ditadura, tema central de “O ano em que meus pais saíram de férias”, faz parte do conteúdo das aulas de história.

A professora Francilene, que acompanhou uma das turmas na exibição do filme, disse que o projeto é importante e que deve ser levado a todas as escolas todos os anos. “É uma comunidade extremamente carente, então o cinema vir à escola é uma oportunidade única, porque tem muitos alunos, principalmente os menores, que nunca entraram numa sala de cinema”, disse.

Segundo a professora, os alunos colaboram bastante, tanto que após a exibição, eles fizeram um trabalho com questões sobre o filme relacionadas com a matéria que está sendo estudada. Para ela, a sessão não acaba com a projeção, já que a intenção é aproveitar o que foi visto no ensino do conteúdo e até mesmo atribuir notas em sala de aula. “Eu achei importante eles poderem visualizar cenas da ditadura, carros, vestimentas, músicas e trazer tudo isso pra sala de aula”, concluiu.

Durante as exibições, cada aluno recebe uma camiseta com o nome do programa. No primeiro dia da “Maratona do Cinema de Brasília”, em Taguatinga, 700 alunos participaram do projeto.

Para a Coordenadora de Áudiovisual da Secretaria de Cultura, Cibele Amaral, o programa é importante porque, além de formar plateia, difunde os filmes nacionais, especialmente os de Brasília, e fortalece os cineclubes nas escolas, que é outro programa de divulgação do cinema Brasileiro.