Governo do Distrito Federal
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1/01/20 às 17h28 - Atualizado em 2/01/20 às 15h53

Prestes a comemorar 60 anos, a capital federal marca a chegada de 2020 com exemplo de acessibilidade e sustentabilidade

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Comandada pelo cantor Luan Santana a tradicional festa na Esplanada dos Ministérios foi marcada pela segurança e organização 

 

Com um número expressivo de pessoas, a festa que deu o ponta pé inicial às comemorações dos 60 anos de Brasília, a ser celebrado no mês de abril, já deixou claro as mudanças propostas pelo Governo do Distrito Federal que são voltadas a ações socioeducativas.  A festa pôde contar com intérpretes de Libras, se revezando ao longo dos shows para passarem aos deficientes auditivos as letras das músicas cantadas pelos artistas. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, responsável pela organização do evento também disponibilizou ampla estrutura de acessibilidade às pessoas que não tem fácil mobilidade. “É uma festa para todos, sem separação ou distinção de pessoas”, destacou o secretário de cultura, Bartolomeu Rodrigues. 

 

Um espaço exclusivo aos cadeirantes também foi priorizado. O ambiente contou com espaço de 100 metros quadrados munido de rampa de acesso, de frente para as apresentações da noite, que foram reproduzidas em telões de LED. Sheila Ferreira, mãe do Marcos Vinícius que nasceu com paralisia cerebral e é fã do Luan Santana enfatizou a iniciativa do governo e se mostrou mais tranquila ao poder levar o filho para ver o ídolo. “Esse suporte que o GDF tem dado aos deficientes físicos é de extrema importância, pois a gente não podia trazê-lo aos eventos e hoje eu vim mais tranquila, pois tem espaço reservado a ele. O governador vem respeitando o deficiente e pensando mais neles e não só em nós, seres perfeitos”, disse. 

O cantor Luan Santana que se disse honrado por poder reencontrar seus fãs e fazer a virada na Capital Federal do Brasil também destacou a iniciativa do governo. “Estou muito feliz de estar aqui reencontrando os meus fãs de Brasília e essa super iniciativa que o GDF tem trazido aos seus eventos, voltado a acessibilidade, é massa porque os nossos shows são feitos para todo mundo. E isso é essencial num show da virada. Pensar nos deficientes físicos é muito importante não só para a população, mas para a nossa música”, parabenizou.

 

Luan também foi responsável por fazer a contagem regressiva para chegada do novo ano que contou com a queima de 10 toneladas de fogos. Começou à meia-noite e durou cerca de 10 minutos. 

O secretário de Cultura e Economia Criativa Bartolomeu Rodrigues falou sobre os preparativos dos eventos, que marcam o isco das comemorações dos 60 anos de Brasília “Este será um ano diferente com uma plataforma de eventos e acontecimentos focados nesta celebração”, disse.

“Começamos 2020 com o pé direito. Levando uma festa bonita, segura, e qualidade e acessível a todo o público do DF”, completou. 

 

Valorização dos artistas locais 

Os artistas locais foram priorizados para fazerem os shows na Esplanada dos Ministérios. Para valorizar a categoria, o governo abril edital para selecionar por chamamento público cantores, bandas e DJs da cidade. Já consagrada e muito reconhecida pelos brasilienses, a sambista Dhi Ribeiro falou da importância dos artistas da Capital também estarem nos palcos de uma festa tão importante e de cunho nacional como a festa da virada. “É muito importante os artistas de Brasília também ocuparem seus espaços nos palcos e não só os artistas de fora. Ainda mais eu, que sou do Samba, o Samba sofre muito e esse Governo tem dado uma ênfase maior para o nosso pessoal e eu estou achando isso maravilhoso. Eu estou muito feliz com essa administração mais ligada no que está acontecendo com a gente aqui da cidade. Isso nos faz um bem que não tem tamanho”, garantiu. 

 

Ela aproveitou a ocasião para falar sobre a importância dos intérpretes de libras nos shows. “Eu tenho uma enteada surda e considera louvável a iniciativa do governo. Assistir a um show e entender o que se fala, pelo menos o que nós estamos cantando, isso é acessibilidade. Nós ainda temos muito o que fazer, temos vários passos a serem dados, mas essa gestão tem dado essa prioridade e eu acho isso importante”.

 

Os vocalistas do Bloco Eduardo e Mônica Diogo Vilar e Marquinho Vital também se mostraram empolgados e esperançosos com a valorização.  “Essa opção por bandas de Brasília é muito bacana para se valorizar até mesmo o que é a ideia do Bloco Eduardo e Mônica, que é homenagear músicas, cantores e autores, tudo aquilo que é produzido em Brasília. Por isso é muito legal estarmos participando dessa festa tão bonita e com esse conceito de valorização da música da cidade. O GDF realmente está de parabéns por essa escolha. Nada melhor do que o Governo valorizar a nossa luta diária. Estamos indo para o nosso quarto carnaval e tivemos o reconhecimento da população aqui do DF principalmente pela valorização da música brasiliense”, explicou. 

 

Segurança e Organização 

Já com os novos policiais nas ruas, aprovados no último concurso público realizado pelo GDF e Sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), mil e cinquenta e quatro policiais reforçaram a segurança no local. O evento foi monitorado pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), o qual reúne 20 órgãos, instituições e agências do Governo do Distrito Federal, voltadas para Segurança, Mobilidade, Saúde, prestação de serviço público e fiscalização.

 

O novo Policial Militar, Soldado Segunda Classe Raul, em formação pela PM DF falou da sua experiência em poder atuar em uma festa de grande porte como a que aconteceu na esplanada.  “É muito importante porque nos permite o contato com diversas realidades do Distrito Federal, apesar de ser uma área pequena, nós temos moradores das cidades satélites e também dos bairros nobres. Essa realidade de uma localidade a outra muda bastante e a experiência nos ensina a lhe dar com a população de uma maneira mais próxima. É uma operação de cunho preventivo. Quando a população pode desfrutar de um alto contingente de policiais nas ruas ela se sente muito mais segura e protegida. A sociedade costuma elogiar, inclusive”, disse. 

 

Sustentabilidade 

Visando a chegada de 2020 e o sexagenário de Brasília a ser comemorado também esse ano, foram realizados worshops para os servidores da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), sobre como inserir a sustentabilidade de forma transversal nos eventos culturais da Capital. Foram implementados 12 pontos, entre os quais estão a produção zero de lixo, oferta de insumos orgânicos. Foi feita ainda durante os shows da virada a distribuição aos brasilienses de sementes de ipê, árvore símbolo da região. Lonas e materiais recicláveis utilizados no evento serão distribuídos para ONGs e artesãos locais o que irar gerar renda para mais de sessenta famílias.  

 

 

Fotos: Ludimila Barbosa SECEC/DF

 

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