Governo do Distrito Federal
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2/02/20 às 11h32 - Atualizado em 2/02/20 às 11h32

Pré-carnaval colore orla do Lago Paranoá

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Com apoio do FAC, evento abriu programação oficial da folia do DF

 

Milhares de foliões tomaram a orla da Ponte JK neste sábado (1º) no primeiro evento oficial do pré-carnaval 2020. Comemorando 10 anos, o bloco Virgens da Asa Norte levou ao placo frevo, samba e pop numa demonstração da diversidade cultural de Brasília. 

 

Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o bloco LGBTI trouxe atrações como Biduh, os grupos Marafreboi, o percussivo Patubatê e a cantora paraense Dona Onete, que aos 80 anos estreou no carnaval de Brasília com seu carimbó chamegado.  

 

“Estou feliz. Sempre me encanto com o prestígio do público daqui, que canta junto todas as músicas”, contou. Em meio aos elogios à plateia, ela se derreteu pela cidade. “Brasília é linda e cantar na beira desse lago tem um toque especial”. 

 

Um dos organizadores do bloco, Igor Fearn, destacou a alegria da festa, que vem crescendo a cada ano e busca abrir espaço para artistas locais. Ele defende que trazer ritmos diversos para a festa é trabalhar a formação de plateia. “Estas pessoas que vêm e cantam junto são as guardiãs da nossa cultura”, afirmou. 

 

A consolidação do Desfile Anual das Virgens da Asa Norte – nome oficial do bloco, que elegeu pela primeira vez uma mulher como Rainha das Virgens – mostra, segundo Igor, a força do carnaval da capital. Ele pontua que o apoio do Governo do Distrito Federal é fundamental para o fortalecimento da folia. “Estamos juntos e queremos somar para mostrar ao país a qualidade do carnaval de Brasília”, defende.

 

“Cultura é investimento”, reforça Fearn ao mostrar toda a estrutura atrás do palco montado na orla do Lago Paranoá. São centenas de pessoas envolvidas desde a montagem das estruturas até a segurança, além do comércio de comidas, bebidas e fantasias – indispensáveis nos blocos. É o caso de Neuraci Alves que pelo segundo ano consecutivo trabalha no apoio da produção do evento.

 

Aos 57 anos, a funcionária de lavanderia conta que o trabalho no carnaval complementa a renda. Mais do que isso, a oportunidade também ajuda no resgate da autoestima. “Aqui temos um clima bom, é um trabalho divertido e alegre. Saio renovada”, afirma.