Governo do Distrito Federal
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7/12/18 às 9h53 - Atualizado em 7/12/18 às 9h53

Praça dos Orixás e Festa de Iemanjá serão patrimônio cultural imaterial

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac) homologou, por unanimidade, o registro da Praça dos Orixás e da Festa de Iemanjá como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal. “Este é mais um passo, mais uma conquista que nos deixa orgulhosos. Esperamos contar com a parceria da comunidade para zelar pelo nosso patrimônio”, frisa o secretário de Cultura, Guilherme Reis.

 

Este foi o principal ponto da primeira reunião oficial do conselho, no qual homologa-se o dossiê elaborado pela Subsecretaria do Patrimônio Cultural, que recomendava os registros tanto da Praça dos Orixás como da Festa de Iemanjá. Desta forma, o conselho reconhece o mérito e a importância histórica. A partir de agora as minutas de decreto para efetivação dos registros será encaminhada ao governador para assinatura.

 

“Este ato é muito importante, pois resgata uma dívida histórica do poder público. A Praça dos Orixás é o principal lugar público associado à cultura afro-brasileira e a Festa de Iemanjá é uma celebração muito tradicional que já integra o calendário do DF e envolve muita gente. É de uma relevância cultural, não apenas um patrimônio religioso. Tem uma importância para toda a população”, destaca o subsecretário Gustavo Pacheco.

 

Este foi um processo que demorou mais de um ano para ser concretizado e envolveu as subsecretarias do Patrimônio Cultural e da Cidadania e Diversidade Cultural do DF, com participação de representantes da sociedade civil, com o objetivo de registrar a Praça dos Orixás no Livro dos Lugares e a Festa de Iemanjá no Livro das Celebrações. Para a subsecretária de Cidadania, Jaqueline Fernandes, a Praça dos Orixás sempre foi um espaço de referência orgânico para as culturas afro-brasileiras e para as tradições religiosas de matriz africana no Distrito Federal.

 

“Era justo e urgente proteger esse legado por meio do registro. Que a capital do Brasil, que tem uma população majoritariamente negra, possa ter cada vez mais acesso à sua memória para construir um futuro sem racismo. Agora é preciso que governo e sociedade civil trabalhem juntos para a sua salvaguarda porque o registro é apenas o primeiro passo”, reiterou a subsecretária.

 

Relatora do Condepac, a antropóloga Letícia Viana diz que o ato traz para o DF referências da cultura de matriz africana que são diversas, complexas e ricas em tradições e em expressões das mais variadas. “Gostaria muito que a sociedade recebesse como um grande presente e um grande tesouro esta notícia, pois revela uma grandiosidade de expressões culturais que falam diretamente da nossa história e da história do Brasil”, destaca.

 

Criado nos anos 80 e tão logo extinto, o Condepac foi recriado pela Lei Orgânica da Cultura (LOC), como órgão colegiado vinculado à Secretaria de Cultura para tratar de temas relacionados ao registro, tombamento, fiscalização, proteção de bens culturais materiais e imateriais. O conselho tomou posse no dia 14 de novembro deste ano.