Governo do Distrito Federal
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12/05/20 às 18h48 - Atualizado em 12/05/20 às 18h55

Perfil social do Museu do Catetinho coloca presente e passado lado-a-lado para fazer educação patrimonial on-line

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Postagens combinam depoimentos de visitas e passeios ao local com registros históricos a partir de pesquisa de notícias do Palácio de Tábuas

 

“Olhar – dirigir os olhos para; mirar; fitar”. Essa definição de dicionário virou uma série no Instagram do Museu do Catetinho, “Olhar Catetinho”, convidando as pessoas a postarem no perfil social do espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) fotos e depoimentos pessoais de visitas e passeios ao local no passado.

 

A iniciativa é acompanhada por outra, “Memória Catetinho”, com registros históricos da história do Palácio de Tábuas, construído em novembro de 1956, em dez dias, a partir de croqui de Oscar Niemeyer, para ser a residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek na supervisão das obras de construção de Brasília.

 

“As postagens no Instagram aumentaram muito”, afiança a gerente do museu Artani Grangeiro, que conta com o apoio do professor de história da Secretaria de Educação, Ramon Ribeiro Barroncas, lotado no espaço, para alimentar o “feed” com detalhes e curiosidades do passado.

 

Artani explica que as duas séries foram pensadas para este período de distanciamento social como forma de manter contato com o público. A servidora destaca que as séries entrecruzam, passado e presente: “na série Olhar, temos, por exemplo, uma foto da Sala de Despachos como está hoje, para visitação, detalhando as características dos móveis e da decoração. Ao consultar a série Memória, a pessoa vê foto histórica de JK naquela mesa, e um relato retirado de recorte da época”.

 

A proposta, esclarece a bibliotecária e especialista em patrimônio cultural, é disponibilizar na rede social fotos do Museu do Catetinho, englobando acervo, edificação e curiosidades da área verde (fauna e flora). “É uma forma de continuar nosso trabalho de educação patrimonial”, afirma.

 

As postagens também ajudam a divulgar os resultados da pesquisa “Catetinho é Notícia” (ver aqui), na qual Barroncas pesquisa relatos que ajudam a cobrir lacunas na história do patrimônio. Segundo Grangeiro, o maior interesse do público recai sobre “Memórias”, o que reflete para ela o interesse pelas origens da capital.

 

Emoção
A historiadora de Arte formada pela Universidade de Brasília Lúcia Angélica de Silvério e Oliveira, professora da Secretaria de Estado da Educação, emociona-se quando fala do Catetinho. É que o avô José Silvério de Oliveira (na foto do carrossel, o primeiro de pé à esquerda) topou vir para Brasília quando já tinha mais de cinquenta anos, numa decisão criticada pela mulher Ana Francisca, que viu com maus olhos a aventura de voar, de Uberlândia, onde moravam, para a nova capital num teco-teco da época.

Lúcia, cuja família também foi pioneira na construção do Guará, postou no Instagram do Catetinho uma foto dele junto a outros trabalhadores, tendo o Palácio de Tábuas ao fundo. “Meu avô falava com muito orgulho dos tempos em que assentava portas e construía outros objetos delicados em madeira, tomando café em xícaras de ágata, às vezes na companhia de JK, de quem era admirador”, recorda-se ela.

 

No caso do professor Gael Rodrigues, morador da Asa Norte, o que ficou registrado na postagem que fez no perfil social do Museu foi a surpresa com informações sobre o Catetão, um anexo do Catetinho inspirado no Park Hotel de Nova Friburgo (RJ), obra de Lúcio Costa, e encomendado por JK, também de madeira, para receber o crescente número de convidados atraídos pelo sonho de Brasília. A construção não existe mais.

 

“Nunca tinha ouvido falar sobre o Catetão até me deparar com a postagem na rede social do Museu do Catetinho. Cheguei a ponto de postar eu mesmo uma imagem aérea em que os dois apareciam para ilustrar um comentário a respeito do aeroporto Vera Cruz, onde hoje fica a Estação Ferroviária. O que eu questionava era o fato de, se o primeiro aeroporto provisório de Brasília não passava de uma choupana, o que eram aquelas duas construções da foto? Foi quando saiu a postagem. Depois de tanto visitar museus e me interessar pelas curiosidades da construção e desenvolvimento da capital, só agora fui saber da existência do Catetão”, diz.

 

“Fofurômetro”
No arquivo de stories “fofurômetro”, o perfil mantém fotos da fauna que mora ou circula na gleba do museu. Segundo Artani, um dos vídeos mais vistos e curtidos até o momento, é da Borboleta Azul no espaço contemplativo da Nascente Tom Jobim. “O público do museu agora sabe que essa borboleta aparece no verão”, observa a servidora. O Museu convida o público para postar fotos, principalmente do período entre os anos 60 e 80.

 

Faça aqui o rolê cultural do Catetinho!

 

Serviço
#OlharCatetinho e #MemóriaCatetinho no https://www.instagram.com/museudocatetinho/
E-mail para enviar fotos: catetinho@cultura.df.gov.br