Governo do Distrito Federal
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26/04/21 às 21h50 - Atualizado em 27/04/21 às 9h21

Painel propõe caminhos para fortalecimento dos espaços culturais

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Texto: Alexandre Freire/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

26.04.2021

21:55:00

A descentralização e a democratização de recursos públicos para financiar a cultura no Distrito Federal é um dos eixos centrais para atual gestão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), em cumprimento com a Lei Orgânica da Cultura (LOC). Essas ações passam, inevitavelmente, pelo investimento na construção, revitalização e melhor aproveitamento de equipamentos já existentes, sobretudo nas diversas regiões administrativas, para além do Plano Piloto. Essa foi a ênfase que deu o gerente de cultura de Taguatinga, Marco (Marcão) Gomes, ao integrar a mesa “O Caminho da Descentralização Cultural”.

 

O evento, com duração de cerca de uma hora e meia pelo canal da Secec no YouTube, fez parte do I Festival Gira Cultura do DF, iniciativa que reúne atrações artísticas e atividades formativas, por meio oficinas e painéis de debate, de modo a capacitar agentes culturais e reforçar ações de políticas públicas da pasta. O Gira começou no dia do aniversário da capital (21.4) e vai até o próximo dia 30 de abril (confira programação aqui).

 

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, “num país como o nosso, é nosso dever procurar caminhos pra superar desigualdades”. “Descentralizar é compartilhar”, comentou, como espectador da mesa. O debate teve mediação do subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural, João Moro; da subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes; e da chefe da assessoria de Articulação de Políticas Culturais da pasta, Mirella Ximenes.

 

Ximenes está à frente da Rede Integra Cultura (RIC), que pretende ter nos gerentes culturais das regiões administrativas agentes atuantes no auxílio à formulação de ações afirmativas na cadeia produtiva da cultura. A RIC é vista como uma maneira de tentar equilibrar a distribuição de recursos públicos entre fazedores de cultura do DF, hoje ainda muito canalizada para o Plano Piloto, que detém a melhor infraestrutura de equipamentos de cultura públicos e privados. Regiões mais densamente povoadas, como Ceilândia, por exemplo, acabam tendo pouco acesso ao recurso público. Moro citou o caso do FAC Áreas Culturais de 2018, em que o Plano ficou com quase 40% do fomento, enquanto Ceilândia recebeu 3,36% do bolo.

 

Novos editais estão previstos para mudar esse cenário. Sol Montes concordou com a questão levantada por Marcão e explicou que a estratégia da Secec é, a um só tempo, buscar diminuir a desigualdade entres as RAs e “aumentar a visibilidade dos projetos em regiões que não têm um equipamento para chamar de seu”. Militante política desde os tempos em que atuou em grêmio estudantil na Ceilândia, ela participou da criação de movimentos culturais lá, sua cidade natal, e também no Sol Nascente.

 

Mirella, em resposta à cobrança de Marcão por ações públicas em favor de espaços de cultura nas RAs, disse que é parte do trabalho da Rede Integra mapear todos os espaços existentes com a ajuda de gerentes de cultura e agentes da economia criativa. “Estamos nos referindo a um contingente de pessoas que são os artistas, o pessoal da graxa, costureiras, restaurantes, enfim, toda a cadeia”.

 

A gestora acredita que logo esse esforço, iniciado em 2019, dará frutos para a capital do País. Ela frisou que a Secec precisa da participação de fazedores de cultura de Brasília e lembrou que há cidades em que os Conselhos Regionais de Cultura estão com vagas que precisam ser preenchidas. Sol Montes afiançou que a RIC “é uma experiência única no país, por reunir numa rede os gestores culturais da cidade”.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br