Governo do Distrito Federal
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Orquestra Sinfônica

 

 

 

CONCERTOS SINFÔNICOS

NOVEMBRO

 

 

ENTRADA FRANCA

 


6/11
20h, Cine Brasília

 

Strauss – Don Juan

Ravel – Ma mere L’oye

 

Rachmaninoff – Concerto para Piano nº 3

Solista: Kristina Miller

 

Regência: Cláudio Cohen

 

 


13/11

20h, Teatro dos Bancários (314/315 Sul)

 


Concerto Italiano
Rossini 150 anos de morte

Aberturas de Rossini – Semiramide, O Barbeiro de Sevilha, Italiana in Algeri, Guilherme Tell, Il Signor Bruschinno, La Scala di Seta, La Cambiale di Matrimonio

 

Regência: Filippo Arlia

17/11
20h, Cine Brasília

Encerramento do BIFF – Brasília International Film Festival

 

 

20/11
20h, Cine Brasília

 

 

J. Brahms – Abertura do Festival Acadêmico

 

Chopin – Concerto para Piano nº 1

Solista: Szymon Nehring

 

Dvorák – Sinfonia nº 8
Regência: Maestro Bahman Saless

 

 

27/11
20h, Teatro dos Bancários (314/315 Sul)

 

 

Jorge Antunes – Jeu des Perles de Verres

Luiz Gonçalves – Árvores Lunares, para Sax e Orquestra

Solista: Carlos Gontijo

 

Lucas Jaramillo – Gliese 581
Elgar – Variações Enigma

Regência: Jorge Lisboa Antunes

 

 

 

 

 

A Orquestra

 

Fundada em março de 1979 pelo maestro e compositor Claudio Santoro, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) é uma das principais instituições do gênero no Brasil. Em sua trajetória de 33 anos realizou milhares de concertos, temporadas de ópera e ballet. Acompanhou importantes artistas nacionais e internacionais. Realizou gravações com repertório de música brasileira, destacando o “Sinfonias dos 500 anos” e o “Clássicos do Samba”, bem como turnês nacionais e internacionais (Itália, Portugal, Cuba e Coréia).

 

Entre os maestros destacam-se as atuações de Claudio Santoro, Silvio Barbato, Julio Medaglia, Joao Carlos Martins, Isaac Karabitchewsky, Eleazar de Carvalho, Claudio Cruz, Roberto Tibiriçá, Antonello Allemandi, Fracesco La Vecchia, Eugene Kohn, Christian Lindberg, e o atual maestro titular Claudio Cohen. Como solistas convidados, Nelson Freire, Jean Pierre Rampal, Arnaldo Cohen, Ilya Gringolts, Aprille Millo, Rosana Lamosa, Fernando Portari, Claudia Riccitelli, Celine Imbert, Yara Bernetti, Shlomo Mintz, Antonio Menezes, Nicolas Koeckert, Duo Assad, Emmanuel Barrueco, Artur Moreira Lima, Leo Gandelmann entre outros.

 

Artistas populares foram convidados das temporadas e grandes instituições também participaram dos eventos da Orquestra. Entre estas, o Ballet Bolshoi, o Ballet Kirov e o Ballet da Ópera de Paris. Entre aqueles, Martinho da Villa, Zizi Possi, Tom Jobim, Wagner Tiso, Ivan Lins, Fagner, Fafá de Belem, Sandra de Sá, Bibi Ferreira, Francis Hime, Sergio Ricardo, Toninho Ferragutti e Hamilton de Holanda.

 

Dirigida atualmente pelo Maestro Claudio Cohen, a OSTNCS tem em sua linha de atuação os Concertos Sociais, Educacionais, Festival de Ópera, seminário Internacional de Dança, Concertos da Temporada Oficial, Concertos Pop, Concertos nas Cidades e ao ar livre, em uma ampla atuação nos diversos segmentos da sociedade.

 

Brasiliense, violinista, Cohen possui ativa participação no cenário musical do Brasil e exterior. É membro fundador da Orquestra, Diretor Geral do Festival de Ópera de Brasília e do membro do Quarteto de Brasília, da Academia Brasileira de Letras e Música (ALMUB) e Diretor de Cultura da Associação Comercial do DF. Solista e camerista, o maestro já gravou nove CDs e leva no currículo o Prêmio Sharp de Melhor Disco Clássico do Ano (1993), o Prêmio OK de Cultura, destaque em Música de Câmara no IX Prêmio Carlos Gomes (2006), o Prêmio Excelência ALMUB 2006 e o Prêmio Accorde Brasil 2008; além de indicações para o Prêmio TIM de Música do Ano (2003) e para o VII Prêmio Carlos Gomes (2004).

 

A atuação profissional de Claudio Cohen também passa pelo plano acadêmico, com parcerias em projetos culturais o MinC, e como professor do Departamento de Música da UnB. É detentor da Ordem do Mérito de Brasília no Grau de Oficial, da Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal no Grau de Comendador, da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho no Grau de Comendador e Cidadão Honorário de Brasília, desde 2009.

 

Veja o vídeo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro!

 

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Galeria de Maestros

 

CLÁUDIO COHEN (atual Regente Titular da Orquestra)

 

Cláudio Cohen é brasiliense, maestro e violinista, tem participado de forma ativa no cenário musical do país e exterior seja como maestro, solista, camerista bem como artista convidado dos principais festivais de música e orquestras do Brasil, é membro fundador da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro onde atuou por muitos anos na condição de Spalla. Atualmente e Maestro Titular e Diretor Musical da OSTNCS nas temporadas de 2011 a 2014.

Faz parte do Quarteto de Brasília com o qual já realizou turnês pelo Brasil, Ásia, Américas, Europa e gravou 9 CDs, o primeiro deles vencedor do Prêmio Sharp na categoria de melhor disco Clássico do ano de 1993, é também ganhador do Prêmio OK de Cultura, indicação para o Premio TIM de música ano 2003, indicação para o VII Prêmio Carlos Gomes sendo em 2004 vencedor na categoria destaque música de câmara do IX Premio Carlos Gomes com o Quarteto de Brasília, Premio Brasil de Excelência ALMUB 2006 e Premio Accorde Brasil 2008. Cláudio Cohen foi parecerista em projetos culturais do MinC; professor de violino do Departamento de Música da UnB, tendo também ministrado cursos nos principais festivais de música do país.

Exerceu entre 1999 e 2004 à função de Diretor Executivo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. É membro e foi Diretor de Música da Academia Brasileira de Letras e Música – ALMUB. É detentor da Ordem do Mérito de Brasília no Grau de Oficial e da Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal no Grau de Comendador.
Trabalhou intensamente a prática da regência com os maestros Silvio Barbato (2002) e Emílio de César (2002-2006), tendo também recebido orientações dos maestros Carlo Paleschi (Itália), Miguel Graça Moura (Portugal), Ermano Florio (USA), Fabiano Mônica (Itália), Carmine Pinto (Itália), Christian Ehwald (Alemanha), Roberto Montenegro (Uruguai), Francesco La Vechia (Itália) e Abel Rocha (São Paulo). Em aulas particulares.

Atuou como maestro adjunto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro nas temporadas de 2002 e 2003.

Atuou como Regente Titular e Diretor Musical da Orquestra Filarmônica de Brasília nas tempordas de 2006 a 2010.

Diretor de Cultura da Associação Comercial do DF, Claudio Cohen é detentor do titulo de Cidadão Honorário de Brasília concedido pela CLDF em 2009.
Lançou em 2010 o CD da “Sinfonia Brasília” do compositor Jose Guerra Vicente, que tem recebido elogios dos especialistas.

 

ELENA HERRERA

 

Elena Herrera é natural de Cabaigan, em Cuba, e teve na infância primeiro contato com a música. Aos 18 anos, aluna de Filosofia e Letras na Universidade de Cuba, decidiu dedicar-se exclusivamente à música. Em 1970 já lecionava História da Música na Escola Nacional de Arte de Cuba e dois anos após formou-se em piano. Em 1978 iniciou seus estudos de regência com Olaf Kock, Jorge Lopez Marín e Manuel Cuzán.

Sua carreira como regente começou em 1980, à frente da Orquestra Sinfônica de Matanzas. No mesmo ano, foi nomeada Assessora Nacional de Prática de Orquestra de Música de Câmara. De 1985 a 1992 ocupou o cargo de Diretora Geral da Ópera de Cuba e dirigiu montagens na Polônia e Espanha. Em 1990 passa a ser Diretora e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Matanzas e Diretora Musical da Ópera de Cuba. Seu repertório é vasto e variado, abrange todos os estilos e épocas, em especial o romântico, pos-romântico, século XX e a música latino-americana.

No Brasil, além da OSTNCS, teve sob sua batuta as Orquestras Sinfônicas da Universidade Estadual de Londrina, do Paraná, da Paraíba, Estadual de São Paulo e a Orquestra Sinfônica do Festival Internacional de Belém do Pará; o Coral Sinfônico da Paraíba, o Coral de Brasília, o Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília. Assumiu, ainda, o cargo de Assessora Musical da Secretaria de Educação do DF, na qual participou como fundadora e regente da Orquestra Sinfônica da Divisão Regional de Ceilândia, trabalhando na formação integral ética e musical de jovens músicos.

Além dos concertos, a maestrina tem especial interesse pela arte lírica e regeu óperas em Cuba, Polônia e Espanha. Entre elas, destacam-se a “Il Trovatore”, “Fausto“, “Macbeth”, “Nabuco” e “Rigoletto”.
Em 2007, dedicou-se ao rádio. Trabalhou na Rádio Cultura FM na apresentação de dois programas semanais: “A Grande Música” e “Cultura Clássica”.

A última apresentação da maestrina Elena Herrera com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro foi em junho de 2009. No repertório, composições de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Jules Massenet e Georges Bizet e a participação especial do solista Fábio Zanon.

 

CLAUDIO SANTORO

 

Primeiro filho dos doze de Michelangelo Giotto Santoro e de Cecília Autran Fanco de Sá, Cláudio Franco de Sá Santoro nasceu em Manaus em 23 de novembro de 1919. Seu pai, militar do Exército Italiano, era natural de Nápoles e a convite de seu irmão, mudou-se para o Brasil no começo do século XX. Com dez anos, o menino Santoro ganha um violino de seu tio, e assim começa a receber suas primeiras lições de música. Menino prodígio, recebe uma bolsa do governo amazonense e ingressa no Conservatório de Música do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, onde se forma em 1936, e é nomeado professor de violino, trabalhando no Conservatório até 1941.

Participou da fundação da Orquestra Sinfônica Brasileira, a OSB. Iniciando sua carreira como compositor, em 1938 compõe uma sonata para violino e piano e algumas peças para piano elogiadas por Francisco Braga. Nesse mesmo período, estuda com o introdutor de dodecafonismo no Brasil, o flautista e compositor Koellreuter, de quem assimila as novas técnicas e as tendências de uma música mais livre de academicismos. Em 1943, Santoro é premiado, em concurso da OSB, pela composição da peça sinfônica “Impressões de uma Usina de Aço”. Já Integrando o movimento Música Viva e sendo um dos mais ativos compositores do momento, Santoro, em 1946, recebe uma bolsa concedida pela Fundação Guggenhein para estudar em Nova Iorque. mas não pôde viajar. Por suas convicções políticas o governo norte-americano impediu-o de entrar no país. Em 1947, com bolsa do governo francês, vai para Paris, priorizando a composição com Nadia Boulanger e a regência com Eugène Bigot. Neste mesmo ano recebe prêmio da Fundação de Música Lili Boulanger de Boston, tendo sua obra, a Sinfonia nº 3, sido avaliada por júri do qual faziam parte nomes do meio musical como Igor Stravinsky, Aaron Copland e Nadia Boulanger.

De volta ao Brasil, encontra sérias dificuldades financeiras, passando a residir em uma fazenda no sul de Minas Gerais. Em 1950, no entanto, volta para o Rio de Janeiro, onde trabalha na Orquestra da Radio Tupi como violinista. Nos primeiros anos da década de 50, tomado de paixão pela pesquisa do folclore e da diversidade regional brasileira, Santoro escreve música para inúmeros filmes brasileiros, muitos deles premiados, inclusive com a Medalha de Ouro da Associação de Críticos do Cinema do Rio de Janeiro. Outro prêmio a se destacar nessa década foi o Prêmio Internacional da Paz em Viena com o Canto de Amor e Paz(1953).

Reconhecido internacionalmente, inicia sua carreira de regente em alguns países da Europa, notadamente na União Soviética. No Rio, funda a Orquestra de Câmara da Rádio MEC. Na década de 60, os historiadores e pesquisadores afirmam que Santoro passa para uma terceira fase em sua obra de compositor, retomando as experiências do dodecafonismo. Sua 7º Sinfonia vence em 1960 um concurso do Ministério da Educação para comemorar a inauguração de Brasília e é para Brasília que ele é convocado em 1962, indo exercer a coordenação do Departamento de Música da UnB, permanecendo aí quatro anos, dando também aulas de composição. A Sinfonia nº 7 é gravada em 1964, com Santoro regendo a Sinfônica da Rádio de Berlim. Essa gravação foi relançada em 1989 pela gravadora CBS.

No final da década de 60, Santoro vai morar novamente na Europa, desta vez na Alemanha, passando a trabalhar em Berlim Ocidental, depois Heidelberg e ainda Manhheim, onde dedica-se à pesquisa sobre técnica musical eletrônica e também à pintura. Em 1978, Claudio Santoro retorna ao Brasil e volta para chefiar o Departamento de Música da UnB. Em 1979, a partir de um núcleo pioneiro de músicos que tocavam numa provisória Orquestra do Teatro Nacional sob a direção do maestro Levino de Alcântara, Claudio Santoro funda a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, da qual será diretor (com uma breve interrupção entre 82 e 85) até 1989. Em Brasília, o maestro escreve suas sinfonias de número 9 e 10 e prepara a ópera Alma, a partir do texto de Oswald de Andrade. Para o fundador da cidade, ele escreve em 1986 um Réquiem para JK.

As férias de 1989 ele passa em Baden-Baden, Alemanha, na casa que fôra do músico Johannes Brahms, concluindo alí sua 14ª Sinfonia.
Em 27 de março deste mesmo ano, Santoro sofre um infarto e falece, regendo no palco da Sala Villa-Lobos, durante o ensaio geral do 1º concerto da temporada, que seria em homenagem ao Bicentenário da Revolução Francesa.

Em 1º de setembro de 1989 o Senado Federal – através de projeto do Senador Maurício Correia, aprovado pela Comissão do Distrito Federal – promulgou Lei que denomina de Teatro Nacional Claudio Santoro o até então Teatro Nacional de Brasília.

Claudio Santoro, foi um dos mais inquietos e polivalentes músicos de nosso tempo. Inspirado criador e brilhante intérprete, dinâmico organizador, lúcido pedagogo e incansável pesquisador, desenvolveu nacional e internacionalmente intensa atividade como compositor, regente, professor, organizador, administrador, articulista, jurado, representante brasileiro em conferências e organizações internacionais, tendo sido convidado de diversos governos e instituições estrangeiras.

Foi distinguido com os seguintes Prêmios: Orquestra Sinfônica Brasileira (1943), Chamber Music Guild de Washington e RCA Victor (1944), Interventor Dornelles (1945), Guggenheim Foundation Fellowship (New York, 1945), Governo Francês para estudos de pós graduação em Paris (1947), Lili Boulanger (Boston, 1948), Berkshire Music Center (Boston, 1949), Medalha de Ouro da Associação de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro (1950), numerosos prêmios para trilha sonora de filmes, inclusive o Estadual de São Paulo e Medalha de Ouro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (entre 1951 e 1958), Internacional da Paz (Viena, 1953), Saci (Oscar brasileiro, 1954), Estado de São Paulo (1959), Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1960), Ministério da Educação e Cultura (pela inauguração de Brasília -1960), Associação Jornalistas de Brasília (1964), Jornal do Brasil (1965), Melhor Obra do Festival da Guanabara (1970) Governo do Estado do Rio (1973), Golfinho de Ouro (1977), Moinho Santista (1979), Cicilo Matarazzo (1985), Shell (1985), Lei Sarney (1987).

Recebeu as seguintes condecorações: Governo do Amazonas (1969), Bundesverdienstkreuz (Rep. Federal Alemã, 1979), Medalha do Mérito do Estado do Amazonas (1982), Ordem do Rio Branco (1985), Ordem do Mérito de Brasília (1986), Governo da Bulgária (1986), Governo da Polônia (1987), Ordem do Mérito do Alvorada (1987), Governo da França (póstumo, 1989). E a Câmara Legislativa do Distrito Federal concedeu-lhe o titulo de Cidadão Honorário de Brasília, em sessão solene realizada no Teatro Nacional Claudio Santoro, em 01-08-2003.

Convidado pelo Governo da República Federal Alemã para o Programa “Artista Residente de Berlim Ocidental (1966/7) e pela Fundação Brahms para Artista Residente da Casa de Brahms (Baden Baden), entre os cargos desempenhados, títulos e atividades destacam-se: Fundador e Maestro Titular das Orquestras de Câmara da Rádio MEC e da Universidade de Brasília, das Orquestras Sinfônicas da Rádio Club do Brasil e do Teatro Nacional de Brasília; Professor Titular, Coordenador para os Assuntos Musicais, Diretor e Organizador do Departamento de Música da Universidade de Brasília; Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil (Seção Brasília); Diretor Musical da Fundação Cultural do Distrito Federal; Membro do Conselho Diretor do Conselho Interamericano de Música (O.E.A); Organizador e Diretor do Centro de Difusão e Informação para a música da América Latina junto ao Instituto de Estudos Comparativos da Música e Documentação (Berlim Ocidental); Membro da Academia Brasileira de Música, da Academia Brasileira de Artes e da Academia de Música e Letras do Brasil, da qual foi Presidente. Entre 1970 e 1978 foi, por concurso, Professor de Regência e Composição, Diretor da Orquestra e do Departamento de Músicos de Orquestra da Escola Estatal Superior de Música Heidelberg Mannheim, na Alemanha Ocidental.

Regente convidado das mais importantes orquestras do mundo Filarmônica de Leningrado, Estatal de Moscou, RIAS Berlin, ORTF Paris, OSSODRE Montevidéu, Beethovenhalle Bonn, Sinfônica da Rádio de Praga, Filarmônica de Bucarest, Sinfônica de 0 Porto, Filarmônica de Sofia, PRO ART (Londres) Île de France (Paris), Sinfônica da Rádio de Leipzig, Sinfônica de Magdeburg, Filarmônica de Varsóvia etc. alem de todas as Orquestras brasileiras.

A obra de Santoro, vastíssima e em grande parte inédita, principalmente em registros definitivos, compreende bailados, aberturas, concertos para piano, orquestra de câmara, violino, danças, duos, orquestras de cordas, trios, quartetos, quintetos, solos para piano, canções, coros e música eletroacústica.

Suas sonatas para violino e piano podem ser ouvidas no CD lançado em 1995 pelo pianista Ney Salgado e pela violinista Valeska Hadelich. Toda a grandiosa obra do inesquecível maestro brasileiro, um acervo musical que influenciou várias gerações brasileiras e abrange cerca de 500 composições pode ser visitada no site da Associação Cultural Claudio Santoro, criada em sua homenagem e destinada a se ocupar das artes em geral.

 

EMÍLIO CÉSAR

 

O maestro Emilio de Cesar nasceu no Rio de Janeiro e é o regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais desde 2000. É formado em regência, composição e canto pela Universidade de Brasília, com pós-graduação no Robert Schurmann Institute, na Alemanha.

Presidente da Associação Brasileira de Regentes de Coros e titular do Coral Evangélico de Brasília, já regeu as mais importantes orquestras brasileiras e algumas internacionais. É membro da Academia de Letras e Música do Brasil. Foi finalista e vencedor de vários concursos de coros e composições. Foi regente titular da OSTNCS de 1982 até o início de 1985.

 

SÍLVIO BARBATO (in memorian)

 

Foi Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro de 1989 a 1992 e de 1999 a 2006 e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Silvio Barbato estudou composição e regência com Claudio Santoro.

No Conservatório Giuseppe Verdi, em Milão, recebeu o Diploma de Alta Composição na classe de Azio Corghi. Ainda na Itália freqüentou a classe de Franco Ferrara, colaborando com o maestro Romano Gandolfi no Teatro Alla Scala. Em Chicago, realizou seu PhD em Ópera Italiana sob a orientação de Philip Gossett.

No Teatro Nacional Claudio Santoro está na sua nona temporada como Diretor Musical. Com a Orquestra do Teatro regeu concertos em Roma (Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras. Suas gravações com a Orquestra incluem as Sinfonias Brasil – 500 Anos e os Clássicos do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho da Vila.

Entre seus trabalhos com artistas internacionais, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, e Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. No centenário de Carlos Gomes, a convite de Placido Domingo, foi o curador da ópera “O Guarani”, que abriu a temporada da Washington Opera.

Diretor musical do filme “Villa Lobos, Uma Vida de Paixão”, foi premiado com o “Grande Prêmio Brasil de Cinema 2001”, na categoria de melhor trilha musical. Em 2003 compôs o balé “Terra Brasilis” que se apresentará, ainda em 2004, na Itália.

Pelo trabalho que vem realizando na área cultural, Silvio Barbato recebeu inúmeras condecorações do governo brasileiro, tendo sido promovido ao grau de Comendador da Ordem do Rio Branco, além de ter recebido a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República.

O maestro ainda se apresenta regularmente como regente convidado de diversas orquestras européias e americanas. Neste ano, é presença garantida no Festival de Spoletto (EUA) com uma nova produção de Capuleti e Montecchi, de Bellini. Em julho, no Festival Europeu de Roma rege o Requiem de Verdi.

 

JULIO MEDAGLIA

 

O maestro e arranjador Júlio Medaglia nasceu em São Paulo em 1938. Estudou regência coral – com Hans Joachin Koellreutter – no Brasil e regência sinfônica na Alemanha, nos primeiros anos da década de 60. Durante esse período na Europa, fez cursos de música moderna com os compositores Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen. Integrante do Música Nova, movimento organizado em 1961 por um grupo de músicos de São Paulo, em 1967 ele voltaria a participar de um movimento de vanguarda, desta vez de música popular: o Tropicalismo. Tornou-se então um dos principais arranjadores do grupo baiano, tendo feito inclusive o arranjo da principal canção-manifesto do movimento, “Tropicália”. Desde então, e até hoje, Júlio Medaglia é um nome de destaque e respeito no nosso meio musical. De organizador de festivais a regente atuante, de autor de trilhas a concertista no Brasil e no exterior, ele vem desempenhando vários papéis, entre os quais se inclui o de articulista polêmico de música, escrevendo em jornais. Foi regente-titular da OSTNCS no início de 1993.

 

IRA LEVIN

 

O maestro Ira Levin nasceu em Chicago e iniciou seus estudos de piano aos 10 anos de idade. Dois anos mais tarde foi admitido na Northwestern University, tornando-se aluno de Donald Isaak. Prosseguiu seus estudos na Indiana University com Jorge Bolet, e ingressou no Curtis Institute of Music, na Philadelfia, continuando os estudos com Bolet, de quem se tornou mais tarde assistente. Ao mesmo tempo, em Curtis, começou a estudar regência com Max Rudolf e prática de música de câmara com Mischa Schneider e Felix Galimir. Como pianista, participou da execução da Era da Ansiedade, de Leonard Bernstein, regida pelo próprio compositor, que recomendou-o para estudar na Europa. Foi aluno e participou das master classes do maestro Sergiu Celibidache.

Ganhador do primeiro prêmio do Concurso Nacional Americano Chopin, em 1980, Ira Levin deu concertos e recitais nos Estados Unidos, Europa e América do Sul, com amplo repertório, freqüentemente regendo e tocando ao mesmo tempo.

Regeu óperas e concertos sinfônicos em toda a Europa, contando apresentações com a Staatskapelle de Desden, Gewandhaus de Leipzig, Orquestra do Museu de Frankfurt, Sinfônica de Düsseldorf, Orquestra Bruckner de Linz, Badische Saatskapelle de Karlsruhe e as orquestras das Óperas de Dublin, Montpellier e Oslo. Regeu ainda a Orquestra Sinfônica Nacional de Taipei e a Filarmônica de Buenos Aires. Foi maestro assistente da Ópera de Frankfurt (1985-1988), titular na Ópera de Bremen (1988-1996) e da Deutsche Oper am Rhein, em Düsseldorf (1996-2002) e principal regente convidado na Ópera de Kassel 1994-1998).

Seu repertório de ópera inclui em torno de sessenta títulos de compositores como Mozart, Verdi, Wagner, Puccini, assim como obras raras vezes ouvidas de Nielsen, Busoni, Pfitzner, entre outros. Da mesma forma, seu repertório sinfônico abrange a maior parte das obras de repertório da música de concerto e várias pouco conhecidas.

Em setembro de 2001, Levin assumiu o cargo de Diretor Musical do Theatro Municipal de São Paulo, no qual permaneceu de 2002 a 2005. Em novembro de 2004, a Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo ganhou o Prêmio Carlos Gomes de melhor orquestra do Brasil.

Regeu ainda, como convidado, as Orquestras Sinfônicas de Salvador, de Campinas, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira e a OSESP. Em 2006, regeu uma temporada na Cidade do Cabo, África do Sul e outra com a Noorlands Opera, Suécia, que lhe renderam um convite para a gravação de um CD com repertório sinfônico no ano de 2007.

Em fevereiro de 2007, o maestro foi convidado pelo Secretário de Cultura do Distrito Federal a assumir o cargo de regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

Sílvio Barbato estava a bordo do Airbus da Air France, que desapareceu no Oceano Atlântico durante o voo 447 de 1° de junho de 2009.