Governo do Distrito Federal
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20/02/18 às 10h55 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional exalta obra de Pyotr Tchaikovsky

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A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro apresenta na próxima terça-feira, 20, o primeiro de uma série de concertos para lembrar os 125 anos de morte do compositor russo, Pyotr Ilitch Tchaikovsky.

No repertório, Serenata para Cordas Op.48; Romeu e Julieta – Abertura Fantasia; e Sinfonia no. 1 Op.13 “Sonhos de Inverno”.

 

SOBRE TCHAIKOVSKY:

 

Tchaikovsky (1840-1893) nasceu em Votkinsk, na Rússia, no dia 7 de maio de 1840. Filho de Ilia Petrovitch, engenheiro, e de Alexandra d’Assier, de origem francesa. Com cinco anos já dedilhava o piano e aos sete já compunha. Em 1850, a família vai morar em São Petersburgo onde o jovem se encantou com o teatro e os concertos. Nesse mesmo ano, ingressa no curso de Direito. Em 1854, perde sua mãe, contaminada pela cólera.

 

Em 1859 ingressa no Ministério da Justiça, como escriturário, mas o trabalho o deixava irritado. Pouco tempo mais tarde pede demissão e ingressa no Conservatório de São Petersburgo. Sonhava em ser compositor. Entra em contato com as escolas musicais de Berlim e Viena.

 

Compõe a sinfonia “Sonho de Inverno”, a abertura sinfônica “A Tempestade” e danças para a ópera “Voievoda”. Conclui seus estudos no conservatório, com a cantata para solo, coro e orquestra “Ode ao Júbilo”. Em 1866, é nomeado professor de Composição no Conservatório de Moscou. Em 1869 inicia a composição de “Romeu e Julieta”.

 

Em 1871, compõe o “Quarteto em Ré Maior” e conquista o público. Dedica-se ao trabalho de criação. Em 1873, escreve a música de cena para a peça Strovsky e sua terceira ópera, “Oprischnik”. O êxito dessa obra vem junto com o sucesso da “Segunda Sinfonia”. Em 1874 executa o “Concerto nº 1”, que o popularizou definitivamente.

 

Tchaikovsky apresenta, em 1875, sua “Terceira Sinfonia”, a “Polonesca” e a pedido do Teatro de Moscou compõe “O Lago dos Cisnes”. Em 1877, casa-se com Antonina Milyukova, mas a união só dura 15 dias. Entre 1877 e 1879, compõe “A Quarta Sinfonia”, as óperas “Eugene Onegin” e “Joana D’Arc” também chamada “Donzela D’Orléans”.

 

Em 1890, compõe a “Dama de Espada” e em 1891, sua última ópera “A Filha do Rei René”, o balé “A Bela Adormecida” e “Quebra-nozes” e a “Quinta Sinfonia”. Em 1893, a Academia Musical de Paris lhe entrega o diploma de membro correspondente e a Universidade de Cambridge, o título de doutor honoris causa. Nesse mesmo ano, já dava mostras de extremo cansaço, e instalado na casa de campo em Klin, compõe sua última sinfonia, “Patética”.

 

Pyotr Ilitch Tchaikovsky morre no dia 6 de novembro de 1893, de cólera, em São Petersburgo.

 

SOBRE AS OBRAS:

 

Serenata para Cordas em Do maior, Opus 48

 

Após ter hesitado entre uma sinfonia ou um quinteto de cordas, Tchaikovsky estreou na versão para cordas no  Conservatório de Moscou em 21 de novembro de 1880.

 

Primeiro movimento: Andante non troppo – Allegro moderato. Está no estilo solene das aberturas francesas. A segunda parte é formada por 3 temas. O movimento está estruturado no estilo clássico de sonata.

 

Segundo movimento: Valsa (Moderato, tempo de Valsa). É uma das partes de mais conhecidas da obra em forma de valsa, sendo que a parte central é formada por uma série de arpejos descendentes em modo menor e em constante modulação tonal.

 

Terceiro movimento: Elegia (Larghetto elegíaco). Com caráter quase religioso que se transforma num trecho de grande lirismo na parte central do movimento. Após o retorno ao primeiro tema, surge a Coda final.

 

Quarto movimento: Finale (Tema russo) Andante-Allegro con spirito. São dois temas russos tirados de uma coletânea de Mily Alexeyevich Balakirev (1837-1910). O primeiro tema é ritmado característico por suas sincopas, e o segundo é alegre e enérgico. Podem representar uma festa campesina.

 

Romeu e Julieta – Abertura Fantasia

 

Em sua Abertura, Tchaikovsky não se propõe a ilustrar ou seguir a narrativa de toda a peça de Shakespeare. Preferiu evocar a tragédia, fundamentando sua composição em três temas que retratam: o frade Lourenço; a guerra entre os Montéquio e os Capuleto; e o amor dos jovens amantes. O uso desses três temas permite uma ampliação da forma sonata,

com uma prodigiosa riqueza de ideias.

 

O motivo de Frei Lourenço, testemunha do destino implacável, é um coral (instrumental) solene e religioso que serve de prólogo e de epílogo para toda a obra.A discórdia entre as duas famílias é retratada pelo tema A da forma sonata. Apresenta-se ritmicamente animado, pontuado por golpes de pratos que evocam os choques das espadas inimigas.

 

O belo tema B (o do amor) confia aos violoncelos uma melodia doce e envolvente, cantada sobre os acordes da harpa. Divide-se em duas partes – o motivo do amor de Julieta (a ternura) e o motivo da morte de Romeu (a paixão). Na reexposição, esses dois elementos aparecerão em ordem inversa.

 

No final, o canto de amor transforma-se em dueto de adeus, desaparecendo sob acordes fúnebres associados aos golpes que fecham os caixões. E a variação do tema coral de frei Lourenço sugere, então, uma prece pelo triste destino dos jovens amantes.

 

Sinfonia no. 1 Op.13 “Sonhos de Inverno”

 

Em 15 de fevereiro de 1868 se realizou a primeira execução pública da primeira sinfonia, a qual deu o subtítulo Sonho de inverno, uma vez que a composição descrevia cenas de paisagens bem definidos do inverno. A performance foi dirigida por Nicolai Rubinstein, a quem foi dedicada a obra. Foi um sucesso.

 

Primeiro movimento da sinfonia tem o título de sonhos de uma viajem no inverno, enquanto que o título do segundo movimento é terra desolada, terra de névoa.

Tchaikovsky, muito exigente e crítico com seu próprio trabalho, desejava ter mais tempo para revisar a partitura, efetuando cortes até chegar a uma primeira revisão em 1874, seguida por outras até a primeira execução pública da versão final da sinfonia em 1886.

 

A sinfonia, muito querida pelo mestre, não teve uma grande reputação e foi esquecida até a década 1970. Considerada uma obra juvenil e imatura, tem conquistado maior notoriedade o segundo movimento (adagio cantabile), que a muitas vezes se interpreta separadamente e é considerada uma página de intensa emoção.

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro – Temporada 2018

 

CONCERTO CICLO TCHAIKOVSKY – 125 ANOS DE MORTE

 

20 de fevereiro, terça-feira

 

Cine Brasília (106/107 sul)

 

20h

 

Entrada gratuita por ordem de chegada