Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
14/09/15 às 20h37 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional

COMPARTILHAR

Série com maestros convidados apresenta concertos mexicanos

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro apresenta, nas próximas duas semanas, concertos especiais só com músicas de compositores mexicanos. Viva o México será apresentado no Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (15/9), e no Teatro Pedro Calmon, Setor Militar Urbano (22/9). Os concertos serão regidos, respectivamente, pelos maestros Jesus Medina e Roman Revueltas.

Confira a programação de setembro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional:

15/09

Auditório Planalto do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, 20h, entrada franca

Programa

Concerto Mexicano

S. Revueltas – Janitzio

Samuel Zyman – Encuentros

Blas Galindo – Sones de Mariachi

Arturo Marquez – Conga

Eduardo Ângulo – Suite Mexicana

Arturo Marquez – Danzon nº 2

J.P.Moncayo – Huapango

Maestro – Jesus Medina

22/09

Teatro Pedro Calmon, Setor Militar Urbano, 20h, entrada franca

Programa

Concerto Mexicano

Cuauhnáuac. Suite orquestal – Silvestre Revueltas

Ferial. Divertimento Sinfónico – Manuel M. Ponce

Danzas de la Catrina. (Homenaje a J. Guadalupe Posada) – Román Revueltas Retes

Sinfonía india – Carlos Chávez

Tierra de temporal – José Pablo Moncayo

Redes Suite – Silvestre Revueltas – Arranjo de Erich Kleiber

Maestro – Roman Revueltas

*Os ingressos podem ser retirados no dia do evento, das 9h às 17h, na Secretaria de Cultura (SCN – Via N2, Anexo do Teatro Nacional Claudio Santoro) e no local do espetáculo a partir das 18h.

SOBRE AS OBRAS:

SILVESTRE REVUELTAS (1899-1940) – Janitzio

Janitzio é a maior das cinco ilhas do Lago de Pátzcuaro, no estado de Michoacán. O lugar é famoso porque a cada ano, na noite de 1º para 2 de novembro centenas de barcas de pescadores circundam a ilha portando velas acesas que iluminam com uma estranha luz a noite dos mortos.

No inicio de década de 1930, Silvestre Revueltas visitou Janitzio, e entre o aroma das flores de cempasuchitl (próprias da época e usadas nas oferendas aos mortos) e as calmas águas do lago, concebeu esta obra. Janitzio foi composta em 1933 e sua partitura foi revisada pelo autor em 1936.

SAMUEL ZYMAN (1956) – Encuentros (Encontros)

É uma das obras mais evidente e deliberadamente 'mexicanas' do compositor. Um aspecto que a distingue é a ênfase posta em vários instrumentos solistas. A harpa faz um papel importante desde o começo, e pode-se dizer que dá à peça um toque 'jarocho' (música do estado de Veracruz). Nas seções rápidas há passagens rítmicas 'huapanguescas' e temas nos trompetes que inevitavelmente parecem fazer alusão aos mariachis. Encuentros foi uma encomenda feita a Zyman para o pavilhão mexicano da Expo Sevilla'92.

BLAS GALINDO (1910-1993) – Sones de mariachi

Galindo compôs Sones de mariachi em 1940, configurando-a primeiro para uma orquestra pequena. Esta versão inicial teve sua estreia no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque em maio de 1940, no marco de uma exposição chamada Vinte séculos de arte mexicana. Galindo baseou sua partitura em três conhecidos 'sones' da sua região: El zopilote (O urubu), Los cuatro reales e La negra. Pouco tempo depois da estreia, Galindo transcreveu a obra para orquestra sinfônica, versão estreada no México em 15 de agosto de 1941.

ARTURO MÁRQUEZ (1950) – Conga del Fuego Nuevo (Conga do Fogo Novo)

A conga é uma dança de salão afro-cubana que se popularizou particularmente nas celebrações carnavalescas da América Latina. O padrão tradicional da dança consiste em três passos e uma patada, e é comum que se dance em linha.

A Conga do fogo novo é uma obra que proporciona um ambiente sonoro e expressivo inconfundivelmente tropical. Foi interpretada pela primeira vez durante o festival artístico que acompanhou a Cúpula do Tajín de 2000. Uma vez que nesse ano nascia um novo século e um novo milénio, o compositor faz alusão no título da obra ao ritual de renovação e purificação (realizado cada 52 anos) que marcava o ciclo mais importante da cosmogonia dos antigos mexicanos.

EDUARDO ANGULO (1954) – Suite mexicana Op. 16

Eduardo Angulo compôs esta obra em 1986 para uma orquestra formada por instrumentos de corda. Quatro dos seus cinco movimentos fazem referência explícita a diversas formas de dança: o Jarabe colimeño e o Huapango criollo são especificamente mexicanos enquanto que a valsa e a polka são formas originalmente europeias, mas que foram cabalmente assimiladas no México na transição do século XIX ao XX. A Suíte mexicana foi estreada na cidade alemã de Schweinfurt pela Orquestra de Cordas Rasgadas de Baviera, regida por Gerhardt Vogt .

ARTURO MÁRQUEZ (1950) – Danzón No. 2

Esta obra nasceu em 1993 durante uma viagem do compositor a Malinalco (estado do México), acompanhado pelo pintor Andrés Fonseca e pela dançarina Irene Martínez, ambos expertos em dança de salão, e com uma paixão especial pelo danzón. A partir dessa experiência, Arturo Márquez aprendeu seus ritmos, sua forma e seus contornos melódicos, o que lhe provocou um grande fascínio por esta música, cheia de sensualidade e rigor qualitativo.

JOSÉ PABLO MONCAYO (1912-1958) – Huapango

El Huapango é talvez a peça mais popular do repertório sinfônico mexicano. Está baseado em três danças ou 'huapangos' da cidade de Alvarado, estado de Veracruz: El Siquisiri, El Balaju y El gavilancito (O gaviãozinho). O Huapango estreou em 15 de agosto de 1941 no Palácio das Belas Artes da Cidade do México, interpretado pela Orquestra Sinfónica Nacional, regida por Carlos Chávez.

BIOGRAFIA

MAESTRO JESÚS MEDINA

É desde 2010 o Diretor Artístico da Orquestra Sinfónica da Universidade Autónoma de Nuevo León (OSUANL), de Monterrey, México. É fundador e Diretor Artístico da Millenium Sinfonietta desde 2008. De junho de 2002 a dezembro de 2010 foi Diretor Artístico da Orquestra de Câmara de Belas Artes, na Cidade do México. Tem sido Diretor de outras importantes agrupações musicais, como a Filarmónica de UNAM, a Filarmónica de Querétaro e da mesma OSUANL, no período 1986-89.

Medina realizou seus estudos de direção de orquestra no The Pierre Monteaux School, nos Estados Unidos, sob a orientação de Charles Burck. Em 1991 a União Mexicana de Cronistas de Teatro e Música ou-torgou-lhe seu reconhecimento como o Melhor Diretor do Ano, e em 2004 recebeu o prêmio 'Gaivota' da Associação Latino-americana de Cronistas.

O público e orquestras de vários países do mundo têm sido testemunhas da carreira deste talentoso regente mexicano, que tem se apresentado em Cingapura, Turquia, França, Espanha, Itália, Portugal, Polônia, Suíça, Hungria, República Checa, Servia, Montenegro, Estados Unidos, Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Venezuela e América Central.