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23/04/18 às 12h32 - Atualizado em 13/11/18 às 15h31

Orquestra Sinfônica apresenta peças de Beethoven e Dvořák no concentro desta terça-feira

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Apresentação às 20h no Cine Brasília terá participação especial do pianista português Adriano Jordão

 

 

Um tcheco e suas melodias inspiradas nas danças húngaras de Brahms e um alemão de grandes clássicos em uma sinfonia com referências a Haydn e Mozart ganham destaque no concerto desta terça-feira (23/4) da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no Cine Brasília.

 

Com a participação especial do pianista português Adriano Jordão como solista convidado, e sob a regência do maestro titular Claudio Cohen, o público vai acompanhar a execução de Danças Eslavas e Sinfonia no. 7, de Antonín Dvorak, e Concerto nº 1 para piano e orquestra, de Beethoven.

O concerto tem entrada gratuita por ordem de chegada.

PROGRAMA

Danças Eslavas, Op. 46 (Antonín Dvořák)

 

1- Presto, 2- Allegretto scherzando, 3- Poco alegro, 4- Tempo di minueto, 5- Allegro vivace, 6- Allegretto scherzando, 7- Allegro assai, 8- Presto

Sinfonia nº 7 Op. 70 (Antonín Dvořák)

 

I- Allegro maestoso

II- Poco adagio

III- Scherzo: Vivace

IV- Finale: Allegro

 

INTERVALO

 

Concerto nº 1 para Piano e Orquestra (Beethoven)

I- Allegro con brio

II- Largo

III- Rondó: Allegro scherzando

Solista Adriano Jordão (piano)

 

SOBRE AS OBRAS:

Danças Eslavas, Op. 46 (Antonín Dvořák)

É uma série de 16 peças orquestrais compostas por Antonín Dvořák, em 1878 e 1886, tendo sido publicadas em dois grupos como Opus 46 e Opus 72. Originalmente escritas para piano a quatro mãos, foram inspiradas nas Danças Húngaras de Johannes Brahms. Vivas e nacionalistas, as peças foram bem recebidas em seu lançamento, mantendo-se como uma das obras mais memoráveis do compositor, com aparições ocasionais na cultura popular.

De ritmos bem marcados e orquestrações rebrilhantes, fazendo o coração saltar, essas danças de Dvořák soam como uma extraordinária afirmação de vida e são uma tentativa inteiramente bem-sucedida de tornar o mundo mais bonito.

Sinfonia nº 7 Op. 70 (Antonín Dvořák)

Iniciada em dezembro de 1884, ficou pronta em apenas três meses. Trompas, tímpanos e contrabaixos criam a atmosfera misteriosa que dá início ao primeiro movimento (Allegro maestoso). O primeiro tema é apresentado pelas violas e violoncelos e logo desenvolvido pela orquestra. Após o clímax e sua dissolução, flauta e clarinete apresentam o segundo tema, uma doce melodia de caráter mais vienense que boêmio. A serenidade do segundo movimento (Poco adagio) nos convida a um momento de tranquila contemplação, antes da agitação do Scherzo. O terceiro movimento (Vivace) é um Scherzo. Seu balanço é um convite à dança. O Finale (Allegro) é o mais dramático dos quatro movimentos. A música se desenvolve de maneira imponente, sem, no entanto, tornar-se otimista.


Concerto nº 1 para Piano e Orquestra (Beethoven)

No Concerto em Dó maior, composto em 1795, pode-se perceber a familiarização de Beethoven com os estilos de Haydn e Mozart. O movimento de abertura é pesado em latões e ritmos enfáticos. Com o típico arranjo rápido-lento-rápido, o segundo movimento é suave e imponente, com pares de instrumentos orquestrais acompanhando de maneira sensível o toque lírico do piano. No terceiro movimento, à medida que a energia aumenta, há evidências da afeição de Beethoven pela robusta música folclórica da Áustria, como as danças laendler, que Haydn e Mozart também amavam.


SOBRE O SOLISTA ADRIANO JORDÃO

Adriano Jordão, que nasceu em Angola há 72 anos, estudou piano com Helena Sá e Costa, entre outros mestres.

Premiado em diversos concursos nacionais e internacionais, destacando-se os alcançados no Concurso de Piano da Covilhã (Prémio Beethoven), na I Rassegna Internazionale Nuovi Interpreti Nuovi Compositori, na Itália, e no Debussy na França, entre outros.

O pianista português colaborou com importantes maestros internacionais, como Alain Lombard e Sandor Végh, e portugueses, como Silva Pereira ou Álvaro Cassuto.

Idealizou, concebeu, criou e dirigiu durante os primeiros cinco anos o Festival Internacional de Música de Macau, foi responsável pelos Festivais de Lisboa e da Costa Verde e é diretor artístico do Festival de Música da Casa de Mateus, desde que se iniciou, há mais de 20 anos, além dos Festivais Internacionais de Maiorca e dos Açores.



SERVIÇO:

Concerto Sinfônico
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro – Temporada 2018

24 de abril, terça-feira, 20h
Cine Brasília (106/107 sul)
Entrada gratuita por ordem de chegada


 

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