Governo do Distrito Federal
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12/06/14 às 12h25 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Orquestra do Teatro Nacional emociona com pianista israelense

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Boris Giltburg foi aplaudido de pé pelo público de Brasília


Foi show, no pleno sentido, o concerto desta terça-feira (10) da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS). Aos gritos de “bravo”, o público presente aplaudiu de pé, pediu bis e foi atendido, por quatro vezes, pelo solista da noite, o pianista israelense Boris Giltburg. Ele foi o grande vencedor do Concurso Rainha Elisabeth em 2013, considerado o “Grammy” da música clássica, segundo as palavras do maestro Claudio Cohen, regente titular da orquestra.

O concerto de gala encerrou as apresentações regulares da Orquestra, que ocorrem às terças-feiras no Teatro Pedro Calmon, até o fim dos jogos da Copa do Mundo. Os músicos tocaram as obras Alvorada da Ópera 'Lo Schiavo' de Carlos Gomes, e o Concerto para Piano e Orquestra nº 3 em Dó Maior, Op. 26, de Sergei Prokofiev. As peças emocionaram a platéia, que contou com gente vinda de várias cidades-satélites e do Plano Piloto.

Os embaixadores de Israel (Rafael Eldad) e da Bélgica (Jozef Smets) abriram a noite com discursos elogiosos tanto à OSTNCS quanto ao virtuosismo do pianista Giltburg que, nascido na Rússia, mudou-se para Israel aos 5 anos e escolheu aquele país para viver e para sua cidadania.

O embaixador Smets explicou que o Concurso Rainha Elisabeth (da Bélgica) foi criado por ela em 1937 para incentivar e estimular estudantes e profissionais de diferentes áreas da música e da dança clássicas. A competição, a quinta maior do mundo, é acirrada.

O público candango foi brindado com um espetáculo à parte, dado por Boris Giltburg, que tocou ainda por 15 minutos, além do previsto, outras quatro peças ensaiadas por ele. “É realmente uma honra e algo único um concerto de um virtuose como Boris com nossa Orquestra, em Brasília”, comentou o maestro Claudio Cohen.

Antes de iniciar o concerto, Cohen também encantou o público ao ler mensagens de apoio à OSTNCS, enviadas por fãs paulistas e de outros estados, que costumam frequentar seletos espaços de música, como a Sala São Paulo.

“Eu tenho que compartilhar essa nossa alegria com todas e todos, pois a nossa Orquestra é de vocês! Os elogios lavam nossa alma, pois vêm de gente que entende e aquela Sala é onde tocam as principais orquestras brasileiras”, ressaltou o maestro.

Ele contou, ainda, que a OSTNCS fará uma apresentação de gala dia 1º de dezembro, no Carnegie Hall, em Nova York, ao cabo de extensa agenda que cumpre até o fim do ano, no DF e em outros estados.

Assiduidade

A professora da Fundação Educacional, Eunice Silva de Souza, é frequentadora assídua, junto com sua família, dos concertos da OSTNCS. Ela e o marido, o empresário José Maria de Souza, moram no Gama com os dois filhos pequenos, Arthur (7) e Lara (4). Saem da cidade-satélite, “após longo dia de trabalho”, para ouvir os concertos das terças. Agora, a orquestra se apresenta no Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano, devido às reformas que ocorrerão no Teatro Nacional.

“Nós gostamos muito de ouvir música – de qualidade – e Brasília nos proporciona essa chance, né? São possibilidades de assistir boas apresentações, e hoje é especial, com o pianista israelense!”, conta Eunice. “A gente vem com muito prazer. São muito bons, mesmo, os músicos”, acrescenta José Maria. Os pequenos Arthur e Lara, sorridentes, concordam com as palavras do pai e dizem que adoram os concertos.