Governo do Distrito Federal
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4/04/17 às 18h06 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

Orla Livre discute cultura, esporte e mobilidade

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Terceira reunião será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães nesta quinta (6)

Tudo pronto para a terceira reunião pública do plano Orla Livre, destinada a receber propostas de termo de referência do concurso para contratar consultoria sobre as intervenções nas margens do Lago Paranoá. O encontro será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães nesta quinta-feira (6), a partir das 19h.

Com o tema Orla Integrada, o evento terá discussões sobre mobilidade, cultura, esporte, turismo e lazer. Nas reuniões anteriores, os temas foram dedicados ao meio ambiente e à integração com a cidade, envolvendo preocupações ambientais e o histórico do local até a proposta final do plano.

Entre os tópicos que serão discutidos estão a recuperação e a requalificação de espaços culturais da orla, como a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília, e o direito de ocupação da área pública por produtores de cultura.

Para o secretário de Cultura, Guilherme Reis, é importante que a juventude e o setor cultural ocupem de forma criativa os espaços públicos de Brasília. “E a orla é um lugar estratégico, por permitir uma relação nossa com a natureza, com o patrimônio e com a cidade.”

O secretário adjunto de Turismo, Jaime Recena, acredita que o plano tornará o espaço mais democrático. “Brasília terá um atrativo turístico diferenciado, com modelo de gestão sustentável e um local de convivência entre brasilienses e turistas”, comentou.

De acordo com a Casa Civil, o termo de referência recebeu 201 participações em consulta pública que durou até 15 de fevereiro, e as reuniões servem para dar continuidade ao processo de discussão que teve início em âmbito virtual.

Dos 80 quilômetros da orla, 38 receberão intervenções

Toda a orla do Lago Paranoá tem cerca de 80 quilômetros. Desses, 38 receberão intervenções do Orla Livre. O Setor de Hotéis e Turismo Norte, o Setor de Clubes Sul, o Setor de Clubes Norte, o Palácio do Planalto e o Palácio do Jaburu, entre outras instituições públicas e privadas, estão nos 42 quilômetros que não serão objeto do plano.

As intervenções serão possíveis graças às operações do governo de Brasília para desobstruir as margens do Lago Paranoá ocupadas irregularmente.

Os trabalhos começaram após ação civil pública transitar em julgado em 2011. Pela decisão judicial, o Executivo deve fiscalizar e remover construções existentes até 30 metros da margem do lago, recuperar as áreas degradadas e fazer um plano de ocupação da orla.