Governo do Distrito Federal
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10/04/11 às 11h09 - Atualizado em 13/11/18 às 14h36

Oito estados expõem até domingo suas rendas e bordados

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Foi aberto hoje (07/04) o Mercado Brasil de Rendas e Bordados no foyer da Sala Villa Lobos. Trinta artesões de 15 comunidades representando os estados do Maranhão, Ceará, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Alagoas e Santa Catarina expõem e comercializam produtos artesanais feitos com técnica de rendas e bordados. O encontro é uma realização do Ministério da Cultura e do Iphan, por intermédio do Promoart+Cultura, em parceria com o BNDES e o Governo do Distrito Federal (Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal/Teatro Nacional).

O Secretário de Cultura, Hamilton Pereira, abriu o Mercado ressaltando a importância do trabalho e da preservação do artesanato de tradição cultural. “São poucas coisas que a gente pode dizer que são tão genuínas nesse país como o trabalho dos artesãos. Brasília pode ser um espelho para que essa criação seja mais reconhecida”, explicou o Secretário que terminou seu discursou recitando o poema “Trama” que fez em homenagem a uma bordadeira que até os 90 anos ainda exercia a profissão.

Para Claudia Márcia Ferreira, Diretora do Centro Nacional de folclores e cultura popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o evento é uma oportunidade de conhecer melhor o trabalho dos artesões. “Temos a divulgação dessa produção (o trabalho dos artesãos) não como uma produção artesanal, manual, muito bonita e um pouco trabalhosa , mas que representa relações de mundo, de vivência, de alternativas de vida para milhões de brasileiros neste mundo a fora”, disse a Diretora.

O Mercado Brasil de Rendas e Bordados faz parte do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) e representa uma importante parcela da diversidade e qualidade da produção artesanal nacional, revelando e beneficiando diretamente o talento nato de cerca de 2.000 artesãos dos estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Santa Catarina.

Os polos de artesanato que participam do encontro são das seguintes localidades e/ou municípios: Barreirinhas, MA – produtos confeccionados em fibra de buriti; Raposa, MA – técnica de renda de bilro; São Luis, MA – bordados com miçangas, paetês e outros do contexto do bumba-meu-boi; Morros da Mariana, PI – técnica de renda de bilro; Icapuí, CE – técnica de labirinto; Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, RN – peças de renda de bilro; Campo de Santana, em Nísia Floresta, RN – peças de labirinto; Timbaúba dos Batistas, RN – peças de renda renascença; Chã dos Pereira, PB – técnica de renda labirinto; Marechal Deodoro, AL – peças feitas em renda filé, labirinto e singeleza; Ilha do Ferro, no município de Pão de Açúcar, AL – peças de bordado boa noite; Divina Pastora, SE – peças de renda irlandesa; Poço Redondo, SE – peças feitas em redendê, ponto de cruz e renda de bilro; Florianópolis, SC – peças de renda de bilro; e Itaiópolis, SC – bordados segundo a tradição ucraniana.

Sobre o Promoart

O Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), integrado ao Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura, foi criado com a finalidade de apoiar grupos produtores de artesanato de tradição cultural, buscando o desenvolvimento desse setor da cultura brasileira, que, apesar de rico, permanece ainda pouco reconhecido e valorizado. Trata-se de destacar a qualidade e a importância dos saberes tradicionais específicos dos quais o artesão é portador, na promoção de um mercado que reconheça esse valor, oferecendo condições dignas de sobrevivência aos artesãos e estimulando a expressão de sua arte.

Realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), por meio de convênio firmado com o Ministério da Cultura, o Programa conta com a gestão conceitual e metodológica direta do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)/Departamento de Patrimônio Imaterial/Iphan, e com a parceria institucional e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Publicada em 2011