Governo do Distrito Federal
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18/12/12 às 12h24 - Atualizado em 13/11/18 às 14h38

Novo espaço de memória do FAC homenageia Reynaldo Jardim

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Acervo do Fundo de Apoio à Cultura poderá ser livremente consultado pelo público.
 
A comemoração pelos 21 anos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) culmina, na próxima sexta-feira, dia 21, com a abertura do Espaço Reynaldo Jardim, na Secretaria de Cultura. No local, artistas, estudantes e demais interessados poderão consultar livros, DVDs e arquivos digitalizados referentes aos projetos apoiados pelo 
Fundo. Na ocasião, o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, assinará portaria que selará a homenagem ao jornalista, escritor e artista gráfico falecido em 2011.
 
A inauguração será a partir das 16h, aberta ao movimento cultural da cidade, e haverá exibição do curta-metragem “Profana Via Sacra”, de Alisson Sbrana, uma homenagem a Reynaldo Jardim. Para o subsecretário de Fomento, Leonardo Hernandes, o novo espaço representa uma conquista para a população, em especial, os artistas. “Trata-se da memória da produção cultural da cidade e da contribuição que o FAC oferece à cultura do DF”, afirma.
 
O Espaço Reynaldo Jardim contará com computadores e material para consulta, disposto em estantes, e funcionará de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h. O endereço é Via N2, anexo do Teatro Nacional.
 
 
Sobre Reynaldo Jardim
 
Jornalista, poeta, artista gráfico, pintor, escultor, Reynaldo Jardim nasceu em 13 de dezembro de 1926, em São Paulo. Revolucionou ao criar e editar, nos anos 1950, o Suplemento Dominical e o Caderno B do Jornal do Brasil, o primeiro caderno jornalístico brasileiro dedicado às artes. No rádio, concebeu a ideia de unir música e informação.
 
Nos anos 1960, criou o jornal-laboratório O Sol, precursor da imprensa alternativa brasileira (“O Sol nas bancas de revistas/Me enche de alegria e preguiça”, cantou Caetano em Sem Lenço e Sem Documento). Dirigiu o Correio da Manhã, na época da ditadura militar, quando driblar a censura era um desafio diário, e realizou reformas gráfico-editoriais em jornais de todos os cantos do país. Chegou em 1983 a Brasília, onde foi editor de cultura do Correio Braziliense, criando o caderno ApArte, e diretor executivo da Fundação Cultural do DF, na qual buscou estimular a produção dos artistas locais. 
 
Como escritor, publicou, entre outros, os livros de poesia Paixão segundo Barrabás; Maria Bethânia Guerreira Guerrilha e Lagartixa Escorregante na Parede de Domingo. O FAC apoiou a publicação do livro Íntima Grafite, a realização do curta-metragem Profana Via Sacra, de Alisson Sbrana, que homenageia Jardim, e o CD Palavra do Poeta, com poemas declamados pelo próprio e por artistas locais. Morreu em 1º de fevereiro de 2011.