Governo do Distrito Federal
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10/03/21 às 14h49 - Atualizado em 11/03/21 às 16h48

Nova temporada do Território Criativo potencializa agentes culturais das cidades

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Texto: Ascom/Secec. Edição: Sâmea Andrade (Ascom/Secec)

10.03.21

14:00:03

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) abre, nesta quarta-feira (10.03), a nova temporada do programa Território Criativo, com o objetivo de promover qualificação para artistas, empreendedores e agentes culturais do Distrito Federal, por meio da oferta de encontros formativos on-line.

 

Entre março e julho, cursos, mentorias, oficinas e “lives” serão oferecidos gratuitamente em torno de cinco eixos: produção cultural; inovação, tecnologia e empreendedorismo; acessibilidade; bastidores; e imersão musical.

 

“Nosso compromisso com a qualificação de artistas, empreendedores e agentes culturais se fortalece nesse período de duros revezes para a cultura. Esse programa reforça esse propósito”, afirma o titular da Secec, Bartolomeu Rodrigues.

 

O programa, instituído por meio da portaria nº 251/2017, garante a atuação da Secec na oferta de uma agenda integrada à economia criativa do Distrito Federal. É custeado por termo de fomento no valor de R$ 290 mil (MROSC, nº 56/2020). O projeto gera imediatamente 50 postos de trabalho diretos e indiretos.

 

Outro compromisso da Secec que fica evidenciado com a nova temporada do Território Criativo é o de descentralização da ação, garantindo 50% das vagas para regiões administrativas fora do Plano Piloto, com ênfase para Gama, Recanto das Emas e Ceilândia.

 

O objetivo, segundo o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, organização da sociedade civil (OSC), responsável pelas atividades formativas, é “capacitar o público-alvo para enfrentar o novo presente com um olhar voltado para o futuro, investigar novos caminhos, adaptar, fazer diferente e criar uma nova perspectiva”.

 

A proposta busca potencializar as condições de sustentabilidade, considerando o atual cenário de avanço das tecnologias digitais, que vêm introduzindo outros modos de criação, de distribuição e de consumo de cultura, demandando profissionais capazes de lidar com novos desafios.

 

ECONOMIA CRIATIVA EM EVIDÊNCIA

Nityama Macrini

Érica Lewis

A subsecretária de Economia Criativa da Secec, Érica Lewis, lembra da importância desse segmento, definido como o de atividades produtivas cujo processo principal consiste em um ato criativo gerador de valor simbólico e de ativos intangíveis, revertidos em produção de riqueza cultural e econômica.

 

Cita que, de acordo com a mais recente pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), esse é o segundo setor mais afetado pela pandemia, registrando queda de 70% no faturamento, atrás apenas do turismo.

 

A gestora relata que, pelo último relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), publicado em 2019, o mercado global de produtos da Economia Criativa saltou de US$ 208 bilhões em 2002 para US$ 509 bilhões em 2015.

 

Dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) registram que, em 2017, a Economia Criativa foi responsável por 2,6% do PIB do Brasil e gerou um total de 837.206 empregos formais, o equivalente a 1,8% de toda a mão-de-obra nacional. E projeção do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) prevê crescimento de 4,16% em 2021.

 

O Distrito Federal é o terceiro ente federativo com maior participação da economia criativa no Produto Interno Bruto (PIB), com 3,1%, atrás apenas de São Paulo (3,9%) e Rio (3,8%). A média nacional é de 2,61%.

 

DOCENTES

 

A formação será ministrada por uma equipe multidisciplinar de diversas áreas, com o propósito de ampliar a visão estratégica dos participantes quanto à dinâmica da economia criativa. Trata-se de uma imersão em sua realidade, por meio da difusão de informação e do estímulo ao empreendedorismo no Distrito Federal.

 

O coordenador pedagógico dessa nova etapa do Território Criativo, Fabiano Medeiros, afirma que os professores selecionados são muito bem-qualificados. “Temos uma expectativa segura de sucesso. E o instituto vai certificar, que é uma coisa que fortalece a caminhada dos que estão ali para aprender”.

 

Faz dupla com Medeiros a produtora cultural com 10 anos em criação, consultoria e produção de projetos culturais em diversas áreas da cultura, Cássia Lemes. “Estou acompanhando a comunicação entre o coordenador pedagógico e professores, coordenando as salas virtuais e acompanhando a seleção dos alunos”, diz ela. “Minha expectativa é que, ao final do projeto, os cursos oferecidos transformem a vida de cada pessoa que passar por esse processo”.

 

Érika Lisboa será a regente do módulo Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo. “Vale a pena ressaltar que não vamos tratar de empreendedorismo apenas como abertura de uma empresa, mas também como uma questão comportamental, em que é possível empreender mesmo que você não tenha uma empresa, mesmo que seja funcionário em alguma organização ou até na sua própria vida, como artista”, explica.

 

Doutoranda em Biotecnologia e mestre em Psicologia pela UnB, especialista em Negócios pela FGV e graduada em Ciências Econômicas pelo CEUB, ela acredita que, “quando sairmos de tudo isso, teremos um mercado ávido por consumo de arte e de cultura, acrescido pelos mercados descobertos durante a pandemia, que acredito vão se manter. Sou otimista, acredito num mercado muito promissor adiante”.

 

No eixo “bastidores”, Tom Serralvo promete elucidar “todas as dúvidas que você teve sobre som e nunca achou ninguém para responder”. Técnico de som, ele já trabalhou em teatro, espetáculos musicais, música clássica, cinema, já viajou por quatro continentes acompanhando artistas que vão do samba ao jazz.

 

“Minha ideia é passar não só um básico de sonorização, mas também um pouco de conhecimento teórico envolvendo sonorização, áudio e gravação até mixagem de ‘live’, que é algo que está muito em demanda. Quero que as pessoas perguntem as dúvidas e saiam de lá com referências para pesquisar”, promete.

 

O workshop do gestor e produtor cultural Cláudio Chinaski, com larga experiência em projetos aprovados no Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e na Lei de Incentivo à Cultura (LIC), pretende desvendar o bicho-papão da prestação de contas para projetos incentivados com incentivo público.

 

“Por conta das restrições impostas pelo combate à pandemia, vejo uma grande demanda por profissionais da área, pois o número de projetos selecionados e aptos a serem executados quando essas medidas forem suspensas é muito grande”, diz.

 

TERRITÓRIO CRIATIVO

http://territoriocriativo.com.br/ (inscrições exclusivas para o DF, de outros estados não serão aceitas)

“Lives”, às 20h, no Instagram do Território Criativo: @territoriocriativodf

10 de março: Fernanda Soutto Mayor – Elaboração de projetos.

17 de março: Daniele Torres – Captação de recursos

24 de março: Erika Lisboa – Empreendedorismo, inovação e tecnologia

31 de março: Anderson Tabuh – Acessibilidade Cultural

7 de abril: Cláudio Chinaski – Prestação de contas

28 de abril: Moizes Vasconcellos – Iluminação

5 de maio: Carol Peres – Elaboração de projetos

19 de maio: Tom Serralvo – Sonorização

9 de junho: Guilherme Machado – Redação de projetos

23 de junho: Valter Serafim – Imersão Musical

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br