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CULTURA
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Terça, 31 Janeiro 2017

Carnaval terá quase 2 milhões de foliões e 118 blocos de rua

 
Téo Pini/SecultDF Téo Pini/SecultDF secretários Guilherme Reis (Cultura) e Jaime Recena (Turismo)

Secretaria de Cultura apoia blocos com LIC e contrata escolas de samba para a festa

O Carnaval de Brasília é um fenômeno que não para de crescer. Depois de levar 1 milhão de pessoas às ruas em 2016, a folia candanga será ainda maior neste ano. Com a previsão de quase dois milhões de foliões pulando o carnaval em 118 blocos de rua, a Secretaria de Cultura investe em uma política capaz de acompanhar esse crescimento espontâneo da mais popular festa brasileira.

"Essa estrutura do carnaval envolve todo o governo e torna imperativo um planejamento com antecedência e reforço dos controles de trânsito, segurança, atendimento de saúde, dentre outros serviços para maior comodidade do folião e da população do DF", diz o secretário de Cultura, Guilherme Reis, que coordena o carnaval junto com as pastas do Turismo e da Segurança Pública.

Para este ano, a Secretaria de Cultura prevê um investimento que contemple contratação de artistas, as seis escolas de samba do Grupo Especial e ainda os blocos de rua. "Cabe a nós garantir que a folia aconteça. Para isso precisamos oferecer uma nova política para um novo carnaval. Estamos em um esforço muito grande para atender a essa necessidade", completa o secretário.

A folia, portanto, começa antes e continua depois da data oficial da festa, 28 de fevereiro. Blocos de rua, blocos tradicionais, festas à fantasia, shows, encontros e concentração de desfiles somam 190 eventos cadastrados — 105 no Plano Piloto e 85 em outras 21 regiões administrativas. A programação será fechada nos próximos dias. "Queremos ressaltar a diversidade cultural dessa manifestação popular, livre, diversa e gratuita", reforçou Guilherme Reis

Reis destacou que a construção de novas políticas para a festa é essencial para garantir que ela ocorra com tranquilidade, segurança e diversão. "Vamos atender à necessidade que o carnaval de rua apresentou nos últimos anos", disse o secretário, referindo-se a um "fenômeno de presença de público". Em 2015, foram 370 mil foliões contra 1 milhão em 2016, e a estimativa para este ano é de 1,9 milhão de pessoas nos 190 eventos e 1,6 milhão nos quatro dias de carnaval, de sábado a terça-feira.

"A atração principal aqui é o folião. Queremos estimular que as pessoas de fora de Brasília conheçam o nosso carnaval", acrescentou o secretário adjunto de Turismo, da pasta do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, presente na coletiva. Para ele, outra característica da festa brasiliense é a diversidade. "Temos todos os gêneros musicais contemplados nas ruas da cidade." Recena ressaltou ainda a importância da festa para movimentar a economia do comércio local, a rede hoteleira e bares e restaurantes.

Para garantir a tranquilidade no período, a secretaria prepara um decreto que tem como objetivo desburocratizar as manifestações artísticas durante as festividades, proteger o patrimônio histórico e cultural de Brasília e ordenar a ocupação do espaço público. Além do texto, em parceria com a Secretaria das Cidades, a pasta de Cultura editou duas portarias para regular o apoio da iniciativa privada aos blocos carnavalescos e a publicidade e ocupação de espaços públicos.

O secretário de Cultura destacou também a criação do decreto da Lei do Conforto Acústico. A norma trará novos parâmetros para os limites de emissão sonora e as exceções.

Apoio aos blocos

A secretaria de Cultura irá mais uma vez apoiar várias inciativas carnavalescas neste ano. Entre os blocos, 45 — 38 alternativos e sete tradicionais — vão receber recursos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Os projetos contemplam estrutura como palcos, trios, luz, grades, seguranças, brigadistas e banheiros. O total de recursos por meio da LIC soma R$ 1,5 milhão.

O investimento direto da secretaria será de R$ 856 mil — R$ 300 mil para contratação das seis escolas de samba do Grupo Especial, R$ 300 mil para apoio às festas nas regiões administrativas e R$ 160 mil para estrutura de proteção de patrimônio e recursos humanos. O montante inclui ainda R$ 96 mil do chamamento público para contratação de 12 grupos ou artistas que tocam nas ruas. As inscrições estão abertas até 6 de fevereiro para conjuntos de cultura popular e seus diversos segmentos como axé, afoxé, afroreggae, frevo, marchinha, maracatu, pagode, percussão, samba e outros.

Esse valor pode sofrer alterações, pois a LIC pode contar com novas propostas de patrocínio da iniciativa privada e a secretaria está em processo de análise para o apoio à realização do Carnaval em algumas RAS.

Participação social

As novas políticas para o carnaval de Brasília foram construídas em diálogo com a sociedade e com o setor cultural. Cerca de 300 pessoas participaram das duas audiências públicas promovidas pela Cultura para debater o tema. Em janeiro, a pasta pôs no ar uma consulta on-line para formulação da minuta do decreto. Foram registradas 80 contribuições por meio da plataforma.

As diretrizes em que a nova política do Carnaval se apoia são de uma festa pública, gratuita, sem privatização do espaço público, preservando a paisagem urbana, respeitando a liberdade e espontaneidade dos foliões e blocos, garantindo a territorialidade das manifestações, com valorização e visibilidade das escolas de samba, realizado com planejamento e esforço integrado das pastas, e realizado através de um modelo que leva em conta: blocos e escolas, poder público e inciativa privada.

Para isso, a Secretaria de Cultura contratou um consultor de política cultural que realizará estudos no rumo de uma profissionalização técnica do Carnaval. Esta política será implementada gradualmente até sua integralidade nas celebrações do carnaval de 2018, tendo como principais objetivos a ordenação da ocupação do espaço público considerando a espontaneidade das manifestações carnavalescas; a desburocratização e estímulo à multiplicação das manifestações carnavalescas; a proteção da paisagem urbana e do patrimônio histórico e cultural de Brasília; e o estímulo à sustentabilidade das manifestações carnavalescas com a integração entre apoio público e iniciativa privada.

Dados gerais

Público

Público geral estimado: 1.916.720

Pré: 215.610

Carnaval: 1.668.010

Pós: 33.100

- Só no Plano Piloto:

Pré: 17.900

Carnaval: 1.542.750

Pós: 194.750

Outros carnavais

2016

Público geral: 1 milhão de pessoas

Investimento direto: R$ 1.072,953,00 (um milhão e 73 mil)

Blocos apoiados: 46

Eventos cadastrados: 63 (38 no Plano Piloto | 25 em outras 8 RAs)

2015

Público geral: 370 mil pessoas

Investimento direto: R$ 70 mil em estrutura

Investimento privado: R$ 350 mil

2014

Público geral: 400 mil (apenas os quatro dias de Carnaval)

Investimento direto: R$ 13,1 milhões

Eventos apoiados: 69

Escolas de samba: 19 escolas (R$ 5,9 milhões de repasse sem contar com estrutura)

BLOCOS APOIADOS

ABRINDO A RODA

AGONIZA, MAS NÃO MORRE

APARELHINHO

ASÉ DUDU

BABYDOLL DE NYLON

BARATINHA

BARATONA

BEM MEB BLOCO

BLOCO BORA COISAR

BLOCO BORA PRA CUBA

BLOCO DAS DIVINAS TETAS

BLOCO DAS PERSEGUIDAS

BLOCO DO AMOR

BLOCO DO PRAZER

BLOCO DO QUADRADO

BLOCO ENCOSTA QUE CRESCE

BLOCO FILHOS DE ZÉ

BLOCO GALO CEGO

BLOCO LIBRE!

BLOCO MEDIEVAL/ESPÍRITO CELTA

BLOCO SANTO PECADO

BLOCO VAI COM AS PROFANAS

CAFUÇU DO CERRADO

CALANGO CARETA

CARNAPATI

CONCENTRA MAIS NÃO SAI

CONFRONTO SOUND SYSTEM

EIXÃO 44

ESSA BOQUINHA EU JÁ BEIJEI

FALTA POUCO

MAMÃE TAGUÁ

MARIA VAI CASOUTRAS

ME ENGOLE QUE EU SOU JILÓ

MENINO DE CEILÂNDIA

PACOTÃO

PRAÇA DOS PRAZERES

RAPARIGUEIROS

REJUNTA MEU BULCÃO

RESSACA DO PATUBATÊ

SAMBA DO PELEJA

SEGURA O COCO/COCO DO CERRADO

SKA NIEMEYER (ex-Carnamaica)

SUVACO DA ASA

TUTHANKASMONA - Tombando a Pyramide

URUBLOCO

VILÕES DA VILA

VIRGENS DA ASA NORTE

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