Governo do Distrito Federal
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12/02/21 às 9h27 - Atualizado em 12/02/21 às 9h56

Nota de Pesar//Luís Humberto Pereira

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Texto e edição: Sérgio Maggio (Ascom/Secec)

Com colaboração de Vanessa de Castro

12/02/2021

09:38:00

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) lamenta a morte de Luís Humberto Pereira, referência da fotografia em Brasília e dos mais influentes fotógrafos do país, que, desde a década de 1960, registrou as formas arquitetônicas da cidade e os seus ritos de poder.

 

Professor da Universidade de Brasília (UnB), Luís Humberto morreu, na madrugada desta sexta-feira (12.02), e deixa legado imagético sobre a transformação da cidade monumental em patrimônio cultural da humanidade. O professor-artista foi homenageado na última edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), em dezembro de 2020, com um troféu Candango.

 

 

Credito: Zuleika de Souza

Fotos: Zuleika de Souza

 

“Ser fotógrafo é ser investigador do mundo. Fotografia é feito poesia: tem que sentir. Você olha e dá uma respirada contemplativa”,

Luís Humberto

 

“Luís Humberto foi um “arquilivre” pensador que, indo além de seu tempo, influenciou um campo vasto na comunicação a partir da fotografia, graças ao seu humor genial, presença de espírito e uma filosofia tentadora que nos ensinou a enxergar melhor o mundo. Eternizou-se em nossa memória”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

MUNDO DE IMAGENS

 

Com mais de 50 anos dedicados ao universo da fotografia, acompanhou os bastidores da política em Brasília, desde a ditadura militar. Os ângulos inusitados, que captava dos poderosos em momentos de vulnerabilidade foram nomeados como “liturgia de poder”.

 

Após perder o emprego em 1965 em consequência do golpe militar, quando pediu demissão juntamente com outros 200 professores, mergulhou no mundo da fotografia e foi contratado pela Editora Abril, em 1968. O fotógrafo reuniu passagens nas revistas “Realidade”, “Veja” e “Istoé”, além de ter atuado no “Jornal de Brasília”.

 

Voltaria aos quadros do curso de Comunicação com a redemocratização do país. É um dos fundadores do Instituto de Artes de Brasília (IDA/UnB).

 

 

Paralelamente ao fotojornalismo, Luís Humberto ainda registrou a flora do Cerrado, paisagens domésticas e realizou outros projetos pessoais. No ano passado, o curta-metragem documental em sua homenagem, “Luís Humberto : O Olhar Possível” integrou a programação do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Mesmo com as dificuldades causadas pelo Parkinson, o artista continua a sua produção com vitalidade criatividade e a habitual inquietude.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

e-mail: comunicação@cultura.df.gov.br