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Pólo de Cinema e Vídeo

Brasília e o cinema traçam duas histórias que se fundem e interagem na cultura moderna brasileira. Cinema Novo, Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicalismo, Concretismo são movimentos, estéticas, linguagens, ações, políticas e performances que definem a cultura do país. Em abril de 1960, Brasília é inaugurada, no apogeu desses movimentos concebida como cidade moderna por excelência, a partir do ousado projeto urbanístico de Lúcio Costa em sintonia harmoniosa com a arquitetura inovadora de Oscar Niemeyer. Artificial mas construída no sertão; monumental, mas bucólica, candanga, sincrética e sintética.As primeiras imagens dos “planaltos de imensas amplidões” estão dentro deste espírito e são realizadas por cinegrafistas brasileiros e repórteres internacionais que passam pela cidade em construção. Muitos registros, alguns cinematograficamente preciosos, foram realizados por encomenda do próprio construtor e fundador Juscelino Kubitschek.

Primeiras Idéias e Imagens

O cinema brasiliense faz parte da história da capital federal e o Pólo de Cinema e Vídeo Grande Otelo tem fundamental importância.

Momentos fundantes

A história de Brasília começou a ser gravada por meio de trabalhos pioneiros de cinegrafistas e outros tantos anônimos, que filmaram a cidade sendo erguida no então ermo Planalto Central. Ainda em outubro de 1956, quando Juscelino declara a fundação da cidade que se construirá no cerrado, estavam presentes as câmeras de Jean Mazon, Carlos Niemeyer, Herbert Richers e Isaac Rosemberg. O cinegrafista José Silva e seu filho Sávio Silva registraram cenas como a construção da cidade e a primeira missa.

O cineasta Paulo Emílio Salles Gomes, que visitou a cidade em seus primórdios, em 1963, se tornou professor na UnB. Ministrou cursos de apreciação cinematográfica na cidade, e foi um dos criadores da I Semana do Cinema Brasileiro, que aconteceu em 1965. Dois anos depois o eventou passou a se chamar Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As palavras de Paulo Emílio Salles Gomes são decisivas e provocadoras: “Brasília é a execução em alta modernidade da idéia nutrida pelo Ocidente do que fora a plenitude grega”.Logo a seguir, o Cinema Novo faz presença na cidade com os primeiros cineastas buscando inspiração na arquitetura modernista e a criação na UnB de um Curso de Cinema, tendo à frente Paulo Emílio Salles Gomes e Jean-Claude Bernardet, duas referências fundamentais em qualquer material teórico-crítico ou histórico-antropológico sobre cinema no país.O curso de cinema da UnB, apesar de interrompido ainda na década de 60, vai propiciar o surgimento de uma ou mais gerações de futuros diretores. Entre os títulos do cinema brasileiro, merecem destaque os filmes Os Herdeiros, de Cacá Diegues, rodado em 69. Antes, em 67, Joaquim Pedro filma Brasília - Contradições de uma Cidade Nova.

Um nome que será decisivo na história da cultura cinematográfica do país e de Brasília em especial é o do cineasta paraibano Vladimir Carvalho, cuja filmografia traz os mais decisivos títulos para a compreensão de Brasília. Desde a década de 70, Vladimir filma Brasília. A princípio, em curtas como Vestibular 70, Itinerário de Niemeyer, e Brasília Segundo Feldman e depois nos longas Conterrâneos Velhos de Guerra, de 1990, e de Barra 68, de 2000.Em 1979, na 508 Sul, Vladimir Carvalho, Rogério Costa Rodrigues, Miguel Freire e Geraldo Sobral criam o Centro de Cultura Cinematográfica, que entre outras atividades, defende um pólo de cinema para o DF. Na década de 70, um exibidor que terá importância também no nosso cinema é o baiano José Damata, que criará vários cineclubes e o Cinema Voador, uma das mais bem sucedidas experiências de exibição de cinema para grandes platéias, ao ar livre, no país. O professor Rogério Costa Rodrigues é um crítico que não pode ser esquecido. E no finalzinho da década de 70, outra geração se faz representar nos títulos do grupo Pedra, dos cineastas Pedro Anísio, Marcelo Coutinho e João Facó e, em outros campos, Armando Lacerda, Marcos Mendes, e Sérgio Moriconi.Em 1984, o filme Mínima Cidade, de João Lanari, apresenta novas imagens que pensam a cidade, assim compensa Outros diretores que vão se destacar na décaa de 80 são Geraldo Moraes e Pedro Jorge.

Na década de 90, o cinema brasiliense tem o seu primeiro boom de produção e criatividade, exatamente a partir do estímulo dado pelo Pólo e pelas novidades criadas no próprio quadro político do país cujo panorama mudou muito na última década. Entre os nomes, podemos destacar os de cineastas, fotógrafos e produtores como José Eduardo Belmonte, André Luis da Cunha, Mauro Giuntini, Érika Bauer, Roger Madruga, René Sampaio. Experiências aleatórias terão destaque, como a do cineasta Afonso Brazza, que na cidade satélite do Gama fez filmes baratos, precários e que conquistaram a simpatia do público.

 

Pólo de Cinema e Vídeo
DF 330, km 4 - Sobradinho / DF
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