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16/12/20 às 9h35 - Atualizado em 16/12/20 às 10h23

Na Mostra Brasília, “O Mergulho na Piscina Vazia” retrata drama de cabelereiro presidencial

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Texto: Lúcio Flávio/Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

 

16/12/2020

09:35:00

 

Toda véspera de solenidade em que a ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, seria destaque, o então presidente da República, Fernando Henrique, se alarmava. Era só esbarrar com Derly Silva pelos corredores do Palácio do Planalto para avisar. “Derly, por favor, a Ruth hoje tem um evento, não quero ela com cara de ‘comunidade solidária’”, pedia. O bordão, cunhado por Derly, na época cabelereiro oficial de Dona Ruth e de boa parte da alta sociedade brasiliense, foi adotado, com muito bom humor e carinho, por todos que circulavam pelo local, incluindo o casal presidencial.

 

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“Ficou gostoso, ela aceitou numa boa, até o final do nosso trabalho, tudo foi muito aceito”, conta o protagonista do documentário “O Mergulho na Piscina Vazia”, de Edson Fogaça, um dos filmes selecionados para a Mostra Brasília, na 53º edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), disponível on-line, a partir desta quinta (17), na plataforma dos Canais Globo. O título é uma metáfora cara a Derly, uma estrela do ofício nos anos 90 que foi da glória ao fundo do poço, depois de se envolver, de forma trágica, com um mal que faz parte da realidade de milhares de pessoas no Brasil e no mundo: as drogas.

 

“O que me deixou impressionado quando ouvi a história de Derly, foi seu desejo sincero em querer superar o vício”, conta o diretor, que bancou o projeto do próprio bolso. “Percebi o potencial que sua história continha, um apelo, quase um grito de socorro, para uma luta que não se vence sozinho e sim, com muita ajuda e compreensão”, comenta.

 

Pungente, visceral, às vezes incômodo, o filme não deixa de ser um relevante trabalho de serviço social sobre o tema das drogas, do vício, da solidão, do abandono, da decadência, do desespero de quem quer dar a volta por cima e sobreviver. Tudo isso, amparado por montagem sóbria e bela direção de arte.

 

Fogaça participa da Mostra Brasília pela terceira vez e não nega o quão estimulante é o festival no ambiente presencial, por poder colher as impressões do público e interagir com ele. “Mas, esta edição atípica, traz a vantagem de permitir uma grande capilaridade, ao ser via on-line. Mesmo com a falta do ambiente pulsante do festival, acredito que será uma excelente oportunidade para levar o filme a um público bem maior”, aposta.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br

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