Governo do Distrito Federal
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Museu Vivo da Memória Candanga

 

 

 

Fachadas dos prédios do conjunto

 

 

História

 

 

O cruzamento dos eixos norte-sul, leste–oeste, expresso no risco original de Brasília, marcou não somente uma nova etapa de desbravamento do território nacional como fez desta cidade o nó que atou politicamente o Brasil, integrando suas múltiplas manifestações culturais.

 

Para cá afluíram nordestinos, nortistas, mineiros, cariocas, enfim, brasileiros que trouxeram consigo, além da esperança de um futuro promissor, a bagagem cultural fruto de sua vivência de origem.

 

A instalação provisória desses migrantes determinou o início de um fenômeno de congraçamento nacional, fazendo dos próprios acampamentos pioneiros os focos primeiros da construção de um futuro multicultural. O maior e mais importante desses assentamentos, embrião da nova capital, foi a Cidade Livre – ou Núcleo Bandeirante. E, nas proximidades deste núcleo, instalou-se o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), posteriormente transformado no Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), com sua Alameda de casas de madeiras coloridas, feitio de cidade do interior, e um bosque de árvores frutíferas que aconchega o visitante protegendo-o do sol, do descampado e do concreto da cidade.

 

O acervo do Museu é composto pelas edificações históricas, peças, objetos e fotos da época da construção da nova capital, distribuído pela exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”, que narra a história de Brasília desde os primórdios de sua construção até sua inauguração em 1960. São fotos de Mário Moreira Fontenelle (primeiro fotógrafo oficial de Brasília), Peter Scheir e Joaquim Paiva; ambientações do Brasília Palace Hotel e do HJKO. Fazem parte do acervo também, peças de artesanato e arte popular, integrantes da “Casa do Mestre Popular” e da exposição “Renovação e Tradição – Novos Caminhos”.

 

Sendo um Museu Vivo mais que preservar e comunicar seu acervo o MVMC também oferece as “Oficinas do Saber Fazer” que, com a incumbência de tornar este território um espaço de vivências e criações, oferece semestralmente atividades diversificadas em suas instalações para a comunidade.

 

 

 

Endereço: Via EPIA Sul, SPMS, Lote D – Núcleo Bandeirante – DF CEP: 71.735-000
Horário de visitação: De segunda feira a sábado, das 9h às 17h
Telefone: (61) 3301-3590 | (61) 33272145
E-mail: mvmc1990@gmail.com | educativomvmc@gmail.com

 

 

História do Museu Vivo da Memória Candanga

 

Visita ao Começo de Tudo

 

Muitos brasileiros e brasilienses não sabem que o projeto de Brasília começou a tomar forma exatamente quando os candangos e os que dirigiam as obras de construção da cidade se instalaram, a partir de 1956, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, e que, ao lado da Cidade Livre, seria erguido o primeiro hospital do Distrito Federal, que levaria o nome de Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO). Pois este antigo hospital de madeira provisória como tudo que se construiu para servir de suporte ao surgimento de Brasília, é hoje o mesmo local em que está instalado o Museu Vivo da Memória Candanga.

 

O MVMC é o mais completo conjunto arquitetônico todo em madeira a lembrar aqueles anos pioneiros e, para nós todos, anos heroicos. Não bastasse essa referência, de núcleo original do patrimônio histórico do Distrito Federal, o MVMC tornou-se também um importante centro de referências para a transmissão dos chamados saberes e fazeres que dão testemunho da inteligência e da criatividade das diferentes manifestações artísticas regionais que aqui vieram preparar uma nova síntese da cultura brasileira. Hoje, o Museu Vivo da Memória Candanga é a menina-dos-olhos da história de Brasília e o coração onde pulsam os ideais da educação patrimonial e da melhor convivência entre pioneiros e as novas gerações de brasilienses.

 

O Primeiro Hospital

 

Construído em apenas 60 dias e inaugurado em 06 de julho de 1957, o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira foi o primeiro hospital a funcionar na cidade. Órgão de assistência médico-hospitalar do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários) no Distrito Federal, inicialmente, prestou serviços aos trabalhadores da construção civil. Seus 1.265 m² de área edificada em madeira abrigavam ambulatório, centro cirúrgico, serviços gerais, administração, residência para médicos e funcionários com famílias e alojamentos para solteiros.

 

A parte hospitalar, que funcionava 24 horas por dia, continha 50 leitos, oito enfermarias dispostas em duas alas divididas em feminina e masculina, duas salas cirúrgicas, aparelhos de raio-x, laboratório de análise clínica, sala de ortopedia, maternidade, berçário, farmácia e gabinete dentário com raio-x. O primeiro diretor foi o médico goiano Edson Porto. Localizado entre os três principais acampamentos migratórios de pioneiros – Cidade Livre (Núcleo Bandeirante), Lonalândia (Candangolândia) e Invasão do IAPI, o HJKO, esteve em atividade até 1968. Com a inauguração do Hospital Distrital, no Plano Piloto, em 1960, o HJKO entrou em lento declínio.

 

A partir de 1968, passou a funcionar somente como posto de saúde atendendo aos moradores do Núcleo Bandeirante e das ocupações circunvizinhas ao hospital. Em 1974, o HJKO foi totalmente desativado com a implantação dos serviços de saúde no Núcleo Bandeirante. Contudo, permaneceram habitando a área, em situação irregular, muitos ex-funcionários do hospital e outras famílias que foram agregando-se à população da área.

 

Tombamento e Restauro

 

Em 1983, ocorrem tentativas de desocupação e demolição das edificações por parte do IAPAS (Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social), então proprietário da área. As casas já estavam bastante deterioradas. Acontece, então, um período de intensos protestos e organização comunitária em favor do tombamento do espaço. Em 13 de novembro de 1985, o conjunto arquitetônico do HJKO foi tombado pelo DEPHA – Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Estado de Cultura do GDF, através do decreto número 9.036, sendo considerado Patrimônio Histórico e Artístico da cidade. Os moradores foram transferidos para a Candangolândia. Nesta perspectiva, foram projetadas intervenções no espaço físico, cujos critérios objetivaram conciliar as novas necessidades de utilização do espaço com a preservação dos elementos essenciais da tipologia construtiva das obras da fase inicial da construção de Brasília.

 

Em 1986 iniciou-se o processo de restauração das edificações que compõem o conjunto do HJKO. Foram restauradas sete das oito casas da alameda originalmente utilizadas como residência de médicos, quatro dos sete galpões de alojamento e de serviços, e a edificação que abrigava o atendimento hospitalar e ambulatorial. A partir do restauro das edificações, inicia-se a implementação de ações com vistas à implantação do Museu Vivo da Memória Candanga e das Oficinas do Saber Fazer, no espaço do conjunto do HJKO.

 

O Museu Vivo da Memória Candanga

 

Topograficamente situado num platô privilegiado da região administrativa do Núcleo Bandeirante, o Museu Vivo da Memória Candanga é formado por 18 edificações originais do conjunto HJKO. Em 26 de abril de 1990, o Museu foi inaugurado, depois de minucioso trabalho de restauro feito por arquitetos, engenheiros, antropólogos e técnicos. Espaço de registro, preservação e difusão da história e da cultura candanga, o Museu Vivo da Memória Candanga, no cumprimento de seu papel social, propõe e realiza ações, participando da educação e da formação de crianças, jovens e adultos em diferentes programas.

 

A instituição Museu é, portanto, compreendida como um espaço de transformação social e de desenvolvimento educacional e cultural da sociedade, com a função de resguardar identidades, estabelecer vínculos com o passado, fazer conhecer o presente. Duas vertentes norteiam os rumos do MVMC: a do patrimônio histórico-cultural, com o resgate do processo histórico e da memória sócio-cultural e a vertente da cultura em processo, incentivando a troca entre os diversos saberes e o desenvolvimento e aprimoramento do fazer. O MVMC é formado por espaço para oficinas, refeitório, administração, reserva técnica, auditório, sala de exposições temporárias e de longa duração, exposição de arte popular e artesanato, espaço para apresentações artísticas e eventos, além do amplo bosque reservado como área de lazer.

 

 

Acervo do Museu Vivo da Memória Candanga

 

O acervo do Museu é composto de cinco coleções expostas de forma permanente nas exposições “Poeira, Lona e Concreto” na casa amarela e “O Cerrado de Pau de Pedro” na casa verde.

 

Coleção do HJKO

 

Composta não só pelo próprio conjunto arquitetônico e paisagístico como por documentos, móveis e equipamentos hospitalares, remanescentes do Hospital, encontrados pelos técnicos do DEPHA-DF no próprio local. Inclui utensílios de ágata, mesas, cadeiras, esterilizador geladeira e incubadora. Há também uma agenda na qual podem ser encontrados endereços, telefones e especialidades dos médicos ali registrados.

 

Coleção Mário Moreira Fontenelle

 

Registra a construção de Brasília passo a passo. Nascido em 1919 em Parnaíba, Piauí; viajou por várias capitais brasileiras, tornado – se mecânico de pista e mais tarde mecânico de bordo. E foi voando que conheceu o presidente Juscelino Kubitschek, ao qual passou a servir como fotógrafo, tendo sido também contratado pela Novacap. Das lentes das máquinas fotográficas que ganhou de presente de JK e de João Goulart, saíram as centenas de fotos que registram a construção de Brasília passo a passo, desde o chamado sinal da cruz cortando o cerrado deserto até o detalhe da construção dos principais palácios e monumentos.

 

Nas ruas da Cidade Livre, Fontenelle também flagrou o vaivém dos candangos, dos primeiros habitantes, das primeiras lojas. No final da vida, recebeu homenagem dos fotógrafos profissionais de Brasília e ainda registrou flagrantes poéticos de uma Brasília antes sonhada e agora majestosa em sua luminosidade e paisagens e pontos futuristas. Fontenelle morreu em 1986, praticamente abandonado, num asilo do Núcleo Bandeirante. Sua trajetória de fotógrafo está registrada no livro-álbum Minha Mala, Meu Destino, lançado em 1988, com a coordenação de Raquel Cavalcante. O livro, que se tornou um objeto raro, pode ganhar uma nova edição em breve.

 

Coleção Brasília Palace Hotel

 

Formada por móveis e objetos resgatados do incêndio que em 1978 praticamente destruiu o primeiro Hotel de luxo de Brasília projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em junho de 1958. Sofás, poltronas, camas, cadeiras, mesas, louça, talheres, prataria, toalhas de banho, central telefônica, trazem um pouco dos estilos típicos do período situado entre o final dos anos 50 e o início dos anos 60, como os famosos móveis pés–palito. Alguns desses móveis foram projetados especialmente para se adequar aos amplos espaços internos característicos da arquitetura de Niemeyer e trazem um pouco dos estilos de mobiliários típicos do período situado entre o final dos ano 50 e início dos anos 60.

 

Coleção “Seu Pedro de Oliveira Barros”

 

Esta coleção é formada por peças de arte popular produzidas pelo seu Pedro. Natural do Maranhão, de onde veio para tratamento médico, seu Pedro se apaixonou pelo cerrado de onde recolhia sua matéria prima de trabalho. Apesar de criar peças de vários tamanhos, a maioria de suas peças, que compõem o acervo do Museu, é de médio a grande porte. São jacarés, elefante, índios, diversas aves, onças, macacos, cajuzeiro entre outros. Seu Pedro olhava os galhos caídos no cerrado e imaginava o bicho olhando para ele. A maioria da coleção foi doada pela família após a morte de Seu Pedro em 2005.

 

Coleção Artesanato e Arte Popular

 

Oriunda do acervo do MAB – Museu de Arte de Brasília, esta coleção é formada por peças de várias regiões do país, mas principalmente da região Centro-Oeste. Fazem parte desta coleção: Seu Quincas, Dona Tereza, Mini Sardinha, Cândida Sardinha, Conceição dos Bugres além de vários outros artesãos não identificados, mas que revelam a diversidade cultural brasileira.

 

Coleção Artesanato Renovado

 

Formada pelas peças piloto produzidas em evento ocorrido em 1996, que marca o início do trabalho do designer junto a artesãos, esta coleção mostra novas possibilidades produtivas e a mescla de linguagens e/ou materiais. São bolsas de couro com alças de madeira ou fecho de pedra sabão. Tecelagens com sêda de buriti, fio de cobre ou mesmo de papel artesanal, que também esta presente em luminárias e caixas, que podem abrigar flores do cerrado ou objetos.

 

 

As Oficinas do Saber Fazer

Espaços de troca de ideias, de criação, de conhecimento e de trabalho, as oficinas do Museu têm por objetivo a valorização, o resgate e a difusão de saberes, favorecendo a interação entre a comunidade, artesãos e agentes culturais que tenham interesse em oferecer oficinas práticas nas instalações do museu. O Museu Vivo já ofereceu em seu espaço oficinas de saberes diversos como cerâmica, tecelagem, marcenaria, papel artesanal e meio ambiente. Para conhecer a programação das Oficinas do Saber Fazer a cada semestre entre em contato com a coordenação de oficinas pelo número (61) 3327-2145.

 

 

 

Exposições Permanentes

 

Poeira, Lona e Concreto

 

A exposição permanente Poeira, Lona e Concreto foi projetada para propiciar uma visão da evolução histórica da cidade desde o seu marco-zero. Foi concebida pela equipe do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico, na época coordenada pelo arquiteto Silvio Cavalcante. Silvio, atualmente trabalhando na restauração e preservação da cidade de Pirenópolis, também é responsável pelo nome Museu Vivo da Memória Candanga e comenta: “Na época, até os museólogos protestaram contra a denominação, deu uma certa polêmica, mas hoje a expressão Museu Vivo é utilizada em vários locais do país. Museu Vivo no sentido de interatividade, de museu-escola, com atração para todos os públicos e uma dinâmica própria. O Museu Vivo é espetacular. Foi um passo importante na recuperação de uma arquitetura muito genuína no país. As casas do HJKO são hoje o mais íntegro conjunto de arquitetura de madeira da época da construção”.

 

Na exposição Poeira, Lona e Concreto, o visitante tem acesso a diferentes ambientações, que exibem fotografias, textos, instrumentos, móveis e objetos da história inicial de Brasília, desde os documentos da Missão Cruls (que no final do século XIX fez a primeira exploração científica no Planalto com vistas à mudança da capital), passando pelos desenhos de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, pela configuração dos acampamentos pioneiros e chegando a momentos fundamentais da cultura que se formou na cidade. Entre os materiais expostos, destacam-se um quarto típico do mais importante hotel da época, o Brasília Palace Hotel, um consultório médico do HJKO, uma barbearia da Cidade Livre e o laboratório e acervo do fotógrafo amigo de Juscelino, Mário M. Fontenelle. Outros dois fotógrafos que completam a exposição são Peter Scheier (também com fotos da época da construção) e Joaquim Paiva (com um registro impecável do Núcleo Bandeirante ainda preservado em sua arquitetura original, da década de 70). O acervo desse período consta ainda de equipamentos, fotografias, flâmulas, roupas, cartazes e objetos em geral. Ao lado do Catetinho, o Museu Vivo revela nesta exposição as origens da vida Candanga antes da inauguração de Brasília, com sobriedade e emoção.

 

 

 

“O Cerrado de Pau de Pedro”

 

A exposição permanente divulga e homenageia o acervo do artista popular radicado no DF Sr. Pedro de Oliveira Barros, o Seu Pedro, falecido em 2005. Sua identificação com a terra e a natureza fez com que ele procurasse nelas o seu novo sustento, pedaços de paus retorcidos, queimados e desprezados no cerrado viravam arte nas mãos do mestre Pedro que lhes dava cores e formas, reinventando a natureza. O escultor não tinha ideia de quantas peças produziu, nem de quantas exposições realizou, mas seu trabalho foi conhecido além das fronteiras da capital, em diversas cidades do Brasil e do mundo como Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Portugal, Noruega entre outros países.

 

 

 

+ Museu

 

 

Auditório, Galeria, Parque e Bosque

 

O Museu conta com pequeno Auditório e Galeria para ações que promovam os ideais difundidos pelo museu e temas afim. O grande parque onde o Museu esta instalado conta com bosque de frutíferas, parque infantil e área para lanche com mesas e bancos no arvoredo.

 

 

Programas do Museu Vivo da Memória Candanga

 

 

Programa Histórias Contadas

 

Programa de coleta de dados, documentos e imagens relativos aos antecedentes e a História da Cidade.
É só enviar um e-mail deixar seu relato ou anexar sua imagem ou documento.

 

E-mail: mvmc1990@gmail.com

Os dados enviados ao Museu serão catalogados e disponibilizados a comunidade. A responsabilidade sobre os dados é do informante.

 

 

Associação Amigos do Museu

 

Criada para dar suporte as ações do Museu, conta com a colaboração dos associados para difundir e promover as ações do MVMC.

Para fazer parte da Associação, entre em contato através do Telefone/FAX: (61) 3301-3590 ou do nosso e- mail: mvmc1990@gmail.com

 

Programa Viva o Museu

 

Programa de mediação didática para as exposições para grupos pré-agendados, que recebe até 45 pessoas com duração de aproximadamente duas horas. O roteiro inclui o acolhimento do grupo com apresentação do histórico do lugar e formação do museu, uso de filmes didáticos para contextualização do tema e visita às exposições, permanente e temporárias. O museu oferece apoio pedagógico para preparação das visitas que podem ser adaptadas de acordo com as necessidades pedagógicas do grupo e privilegia o trabalho conjunto com as instituições de ensino na construção coletiva do conhecimento. O agendamento e apoio pedagógico são feitos via correio eletrônico educativomvmc@gmail.com.

 

 

 Orientações para professores (as)

 

O Museu é um espaço multidisciplinar de educação não formal que revela grande potencial educativo ao proporcionar aos alunos contato direto com expressões materiais da cultura.

 

 

 

1) Antes de organizar a visita com os estudantes, sugerimos que o docente venha até o museu para conhecer as exposições, atividades, oficinas, teatro, sessão de vídeo e serviços oferecidos – monitoria, espaço para lanches, sanitários, estacionamento. Procure organizar com as pessoas do programa educativo um roteiro prático de visitação que atenda melhor às demandas e necessidades específicas para aquela turma.

 

2) Em sala de aula é preciso despertar a curiosidade de seus(suas) alunos(as) articulando o que é visto na escola com a saída de campo ao museu. É importante que os(as) alunos(as) compreendam que não é um passeio apenas, enfatize a visita ao museu como uma saída de campo, uma continuação do aprendizado fora do espaço escolar. Para isso é interessante que usem o espaço e o acervo do museu como base para atividades. Os termos patrimônio, coleção e memória podem ser fios condutores que levarão a falar da importância dos museus e de preservar o nosso patrimônio. Para valorizar a bagagem cultural da turma, peça a eles(as) que narrem experiências de visitas a exposições, feiras de ciências, planetários, jardins zoológicos ou botânicos e etc.

 

3) Procure envolver outros(as) professores(as) e dessa forma, desenvolver um projeto interdisciplinar, pois o espaço museológico é riquíssimo para trabalhos dessa natureza.

 

4) No dia da visita procure chegar com certa antecedência. Se houver imprevistos, avise aos contatos do museu. Antes de sair com a turma, verifique se todos estão levando lanche e material (o museu não tem cantina para comprar lanches e por isso solicitamos que os visitantes se programem para um piquenique no museu, por exemplo). Durante o trajeto fale das normas de visitação (não correr nas áreas expositivas, uso restrito do celular no museu, respeito à fala, não tocar nos objetos expostos, salvo quando lhe é permitido), alertando para os cuidados em relação ao acervo.

 

5) Durante a visita nem sempre os guias e monitores conseguem atender todos(as) alunos(as). Procure participar ativamente, colaborando na condução da turma.

 

6) O momento da visitação é único. Nesse processo todos estão interagindo e aprendendo, por isso é indispensável registrar as observações dos(as) seus(suas) alunos(as), pedir explicações e demonstrar interesse por tudo que está sendo visto e ouvido.

 

7) Ao final da visita, você e sua turma receberão questionários ou fichas de avaliação. Dê um retorno ao Museu, apreciando o desempenho da equipe técnica e dando sugestões.

 

8) De volta à escola, é necessário avaliar a experiência, verificando o que foi assimilado e o que poderia ter sido melhor esclarecido. Isso pode ser feito por meio de atividades como montagem de exposição, debate, dramatização, etc. A seguir temos algumas dicas para a continuação do aprendizado sobre o cotidiano candango no espaço escolar que podem ser trabalhados com subsídios da visita ao museu.