Governo do Distrito Federal
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12/06/14 às 23h53 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Museu Vivo relembra a construção da capital com interatividade

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No local, são feitas visitas interativas, oficinas de artesanato e arte



A nova capital em construção continua viva em Brasília. Quando os primeiros candangos chegaram ao Planalto Central e se instalaram na Cidade Livre – a atual região administrativa do Núcleo Bandeirante -, em apenas 60 dias foi construído nas proximidades o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJGO). Hoje, dezoito edificações originais de madeira restauradas abrigam, desde 1990, o Museu Vivo da Memória Candanga. O espaço contém exposições permanentes, peças, objetos e fotos de época. No local, também são feitas visitas interativas, oficinas de artesanato e arte.

“Nós investimos em atividades de transmissão de conhecimentos. As oficinas tornam o museu realmente vivo, com interação da comunidade. E as visitas procuram ser o mais lúdicas possível, especialmente para crianças, adolescentes e idosos”, informou a gerente do museu, Rosane Stuckert. Quem chega ao local se depara com uma alameda de casas de madeiras coloridas e um bosque de árvores frutíferas. O ambiente é totalmente aberto ao público.

O acervo histórico está distribuído na exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”, que narra a trajetória de Brasília desde os primórdios de sua construção até a inauguração, em 1960. São imagens de Mário Moreira Fontenelle (primeiro fotógrafo oficial da capital), Peter Scheir e Joaquim Paiva. Ainda integram o acervo, peças de artesanato e arte popular das mostras “O Cerrado de Pau Pedro” (trabalhos do artista popular Pedro de Oliveira Barros) e “Os Muitos Mestres que Enriquecem Nossas Vidas”.

Visitas guiadas

As visitas são guiadas, por meio de dois projetos. Um deles é o Programa Viva o Museu, para grupos de até 45 pessoas, com duração média de duas horas. Começa com uma explicação sobre a história do local na área externa, segue com a exibição de um filme de 16 minutos, um passeio pela exposição “Poeira, Lona e Concreto” e pelas oficinas em curso.

O segundo projeto é Visite o Museu Vivo, que resgata a história dos candangos com uma montagem cênica multimídia envolvendo teatro, música, cinema e fotografia. “Apresentamos uma ideia inovadora com o objetivo de proporcionar uma vivência com o público. Não é uma simples visita, e sim a construção de um vínculo afetivo com o espaço e sua história”, contou Gabriel Camargo, historiador e supervisor do programa educativo.

A montagem tem a concepção e textos do Coletivo Tombado, composto por artistas cênicos, e encanta crianças e adultos. A estudante Pamela Cristina do Nascimento Silva, de 10 anos, não desviava o olhar do espetáculo apresentado pelo grupo, que falava da capital enquanto percorria os espaços de exposição permanente. “Eu gostei muito, aprendi coisas sobre os candangos que eu não sabia. E foi melhor do que ficar só lendo texto, muito legal”.

A estudante percorreu a exposição com colegas do 4º e 5º ano do Centro de Ensino Fundamental 113, do Recanto das Emas. Para o coordenador pedagógico da instituição, Adriano César de Sousa, as visitas guiadas promovidas pelo museu estimulam o conhecimento de forma ampliada. “Os estudantes aprendem em outro ambiente um conteúdo que faz parte do cronograma de sala de aula e saem encantados. Nós também trazemos professores para conhecer o projeto”, disse.