Governo do Distrito Federal
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13/06/14 às 0h06 - Atualizado em 13/11/18 às 14h49

Museu Vivo oferece oficinas profissionalizantes

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O espaço tem cursos de cerâmica, madeira, reciclagem de vidros e gravura


As oficinas oferecidas pelo Museu Vivo da Memória Candanga têm o objetivo de trabalhar com “saberes e fazeres” trazidos por candangos na época da construção da cidade. Elas integram a vertente da cultura em processo do museu. A ideia é revelar a diversidade cultural brasileira que formou e forma a capital federal. O espaço oferece cursos de cerâmica, madeira, reciclagem de vidros e gravura.

O instrutor da Oficina de Cerâmica, José Nicodemos, conta que participou da instalação do curso, em 1988, e que duas gerações de ceramistas da cidade já foram formadas desde então. “Quando abrimos a oficina, a literatura em português sobre a cerâmica era quase inexistente e, por isso, difícil montar um curso. Havia muito improviso. Agora, o curso do museu se tornou uma referência e já formou ceramistas importantes na cidade”, afirmou. Aluna há duas semanas, Tércia Felix já se sente realizada. “Eu dou aulas de corte e costura para gestantes. Quero me tornar ceramista e começar a ensinar também. Estou apaixonada”, conta.

A Oficina de Gravura também encanta alunos por meio de diversas modalidades. No museu, são oferecidos cursos em metal, madeira, acrílico e até mesmo com colagens. “O nosso espaço também é um ateliê. Os alunos que quiserem se aprofundar podem frequentar em outros horários pra usar a criatividade e pesquisar materiais”, afirmou a gravadora e uma das facilitadoras do curso, Naná de Souza. Mais de 500 alunos já passaram pelos cursos de gravura e puderam participar de exposições promovidas pela oficina.

O vidro também é trabalhado no museu por meio da Oficina Reciclo-Vidro. Ali, garrafas limpas são transformadas em objetos como bandejas, suportes, saboneteiras, copos, petisqueiras. Os alunos ainda participam de um projeto sobre a iconografia de Brasília, por meio do qual fazem montagens sobre monumentos com vidros. “A nossa oficina tem um caráter artístico e de preservação do meio ambiente, já que trabalhamos com reciclagem. E o produto final é bastante valorizado”, afirmou a coordenadora técnica, Suzana Dourado.

O instrutor da Oficina de Madeira, Carlos Miranda, orgulha-se de expor de utensílios a móveis em seu atelier e de orientar os alunos a fabricarem o que desejarem. “O aluno pode chegar sem saber o que quer, mas eu o estimulo a olhar os objetos e descobrir o que tem vontade de produzir. Hoje em dia, um ateliê de madeira não precisa de muita coisa. As pessoas podem produzir um conjunto de mesa e cadeiras no quintal de casa, com pouco espaço”, revelou. Os cursos oferecidos pelo projeto Oficinas do Saber Fazer têm caráter profissionalizante.