Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
27/06/19 às 17h39 - Atualizado em 27/06/19 às 17h56

Museu Vivo da Memória Candanga recebe pacientes de comunidades terapêuticas do DF

COMPARTILHAR

Durante a semana, o Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) realizou agendas integradas com a Secretaria de Justiça (Sejus), dedicadas aos acolhidos do projeto de tratamento e reinserção social e combate às drogas. A iniciativa apoiada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal tem como objetivo desenvolver passeios culturais para os acolhidos das casas de recuperação.

 

A programação é parte das atividades alusivas ao Dia Mundial Contra as Drogas, em 26 de junho. Para celebrar a data, o Museu recebeu a visita de 30 dependentes químicos em fase de recuperação acolhidos na Comunidade Terapêutica Caverna de Adulão, situada em Planaltina. A agenda teve como objetivo contribuir com a fase de tratamento dos pacientes, cuidados e recuperação por meio da promoção de saúde mental e educação patrimonial e cultural.

 

Durante a visita, a turma teve uma aula sobre a história da construção de Brasília, com foco na história dos trabalhadores candangos, que contribuíram para a construção da capital. O grupo assistiu a um documentário sobre o tema e participou de uma oficina de fotografia, onde fizeram uma câmera escura.

 

Para a gerente responsável do MVMC, Eliane Falcão, as visitas aos equipamentos culturais são um espaço valioso para o tratamento dos dependentes químicos. Ela destaca que a parceria da Secec com a Sejus mostra a preocupação em promover a reinserção do cidadão na sociedade, consolidando a cultura com a perspectiva de uma vida melhor de cada interno das casas de recuperação. “O projeto resgata a crença do cidadão pela vida, através da chance de conhecer mais sobre a cultura e a história do Distrito Federal”, revela.

 

Presente durante a visita, o subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Sejus Rodrigo Barbosa declarou que a iniciativa atende à transversalidade nas ações das secretarias, de acordo com o projeto do governador Ibaneis Rocha. “É importante tirarmos essas pessoas das comunidades terapêuticas para visitar os espaços culturais do DF e conhecer a história da capital. O nosso objetivo é reinserir os cidadãos de forma plena na sociedade e o acesso à cultura faz parte deste processo”, completa.

 

A turma de pacientes pôde relatar sobre a visita e o progresso em uma comunidade terapêutica, com a esperança de recomeçar uma vida sem drogas. De acordo com o paciente do centro de acolhimento, Carlos Sales, a visita ao Museu Vivo trouxe lembranças emocionantes para a sua vida. Filho de candangos, moradores da Ceilândia, Carlos conta que desde a infância presencia a jornada de muito trabalho e esperança de um futuro melhor de seus pais durante a construção da capital.

 

Com um histórico de 25 anos como dependente químico e em pleno processo de recuperação, o acolhido revela que o passeio renova a fé de voltar para o convívio social e familiar e faz planos para seu futuro profissional com o que tem aprendido na terapia. “A Comunidade Terapêutica Casa de Adulão trata do ser humano com a dignidade merecida, acolhendo, orientando e capacitando o paciente, de modo gratuito e acessível aos que buscam ajuda”, enfatizou com otimismo.

 

De acordo com a Sejus, os acolhimentos são feitos mediante encaminhamento médico e está acessível em toda a rede pública do DF. Pacientes com encaminhamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e de outros centros de saúde são remanejamos de maneira voluntária ao tratamento nas comunidades terapêuticas.