Governo do Distrito Federal
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23/09/19 às 9h30 - Atualizado em 23/09/19 às 9h30

Museu Vivo da Memória Candanga celebra o Cerrado e valoriza reciclagem

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O Museu Vivo da Memória Candanga recebeu, neste sábado, o evento Meu Papel no Mundo, que celebra o dia papeleiro e o dia da árvore, datas comemoradas em 20 e 21 de setembro, respectivamente. A ação que contou com rodadas de conversas, oficinas e atividades de conscientização também alertou sobre a importância da preservação do Cerrado.

 

Segundo a diretora do MVMC, Eliane Falcão, a iniciativa traçou um paralelo entre a arte e a sustentabilidade. O objetivo, segundo ela, é mostrar que é possível produzir arte de maneira responsável e, principalmente, que a transformação de materiais é uma forma de arte.

 

A professora Gizelma Fernandes, que ministrou oficinas de papel artesanal e mediou rodas de conversa sobre a importância da reciclagem, declarou que o Meu Papel no Mundo também foi um momento para valorização do bioma Cerrado. “O evento traz essa visão, de valorizar e cuidar do Cerrado, que é um dos biomas mais desmatados no país”, disse. 

 

Durante uma das oficinas, Gizelma conscientizou sobre a importância da reciclagem. Ela explicou que a cada 50 quilos de papel reciclado, deixamos de cortar uma árvore. “Se nós reciclarmos, manteremos florestas em pé”, calculou.

 

As oficinas de reciclagem e arte em papel contaram com a presença de artistas locais, que ensinaram técnicas e falaram aos alunos sobre a relação entre a arte e o papel. Em um momento emocionante, a atriz Iris Bustamante leu a carta do Cacique Seattle, de 1854, que fala do amor à terra. “Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia – são nossos irmãos”, declamou em um dos trechos.  

 

O Meu Papel no Mundo também apresentou artesanato produzido a partir de produtos do Cerrado, como cerâmica e palha, além de produtos da culinária local. 

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