Governo do Distrito Federal
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24/04/19 às 18h07 - Atualizado em 3/07/19 às 17h40

Museu de Arte de Brasília retoma obras em ritmo acelerado

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Secretário Adão Cândido e subsecretário de Patrimônio fazem visita técnica ao local, acompanhados da direção da Novacap

 

O Museu de Arte de Brasília (MAB) teve as obras retomadas no último dia 6 de abril e deverá ficar pronto para o aniversário de 60 anos da capital em 2020. “Esta será uma das grandes entregas do governador Ibaneis para o próximo ano”, comemorou o secretário de Cultura, Adão Cândido, que visitou hoje (24) o espaço, fechado desde 2007 por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

 

Os três pavimentos do MAB estão tendo as estruturas recuperadas, num trabalho de descascamento da malha de concreto para que seja refeita, protegendo partes expostas. Além disso, fundações para expansão de espaços no subsolo, onde vão funcionar área de reserva técnica e equipamentos de ventilação e de grupo gerador, começam no início de maio, e devem ser entregue até março do próximo ano.

 

O novo MAB vai ganhar um sistema fotovoltaico, de aproveitamento de luz solar, que deve deixar o equipamento autossuficiente no suprimento de energia elétrica, com devoluções para a CEB no período de estiagem. Além disso, um grupo de gerador a diesel garantirá a preservação do acervo em eventuais quedas de energia. “Isso é importante porque um dos grandes gastos dos museus é com a manutenção do ar-condicionado, que precisa estar sempre ativo para proteger as peças de arte”, pontuou Cândido.

 

“Já vamos pensar em programar exposições”, exultou o subsecretário de Patrimônio, Cristian Brayner. Também participaram da visita o presidente da Novacap, Cândido Teles, e o diretor de Edificações do órgão, Francisco Ramos. O custo da obra, orçada em R$ 7,6 milhões em outubro de 2017, quando foi retomada, foi atualizado para R$ 9 milhões hoje, com recursos do Banco do Brasil.

 

MAB

 

O MAB foi criado em 1985 pelo Governo do Distrito Federal. Reunia centenas de peças de artes visuais, moderna e contemporânea, frutos de doações e aquisições. Fica às margens do Lago Paranoá, no Setor de Hotéis e Turismo Norte, entre a Concha Acústica e o Palácio da Alvorada. Funcionava, no térreo, com mostra permanente de esculturas e, no pavimento superior, com exposição de acervo permanente e temporário, composto de esculturas, pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e instalações.

O edifício, datado de 1960, foi projetado por arquitetos da Novacap e construído segundo os padrões da arquitetura moderna, com predominância de vãos livres, típicos de Oscar Niemeyer, dialogando com as linhas da capital.

Ao final da reforma, a área construída do museu deve atingir 5 mil metros quadrados.