Governo do Distrito Federal
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6/01/14 às 16h10 - Atualizado em 13/11/18 às 14h45

Museu da República inaugura exposição de Joseph Beuys

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Legado do artista é dividido em cinco tópicos da atualidade

O Museu Nacional do Conjunto Cultural da República – MUN apresenta, de 14 de janeiro a 9 de fevereiro de 2014, a exposição Joseph Beuys – Res-Pública: conclamação para uma alternativa global, trazendo do legado do artista alemão cinco tópicos importantes e desafiadores de mudança na ordem global contemporânea: Criatividade individual e liberdade; Escultura Social – ensino e educação; Meio Ambiente e Energia; Cura, Xamanismo e Espiritualismo Material e Democracia Direta – Política.  A mostra contará com mais de 100 obras coletadas de todos os estágios criativos do artista.

Este projeto foi concebido pelos curadores Silke Thomas, Claudia Seelmann, Rafael Raddi, Luiz Guilherme Vergara e Wagner Barja. Os temas da mostra estão em sintonia com as diretrizes que regem o Museu de Arte Contemporãnea de Niterói (MAC Niterói) e o MUN. Com a cooperação do Instituto Plano Cultural e da Galerie Thomas Modern, depois de Brasília a exposição segue para Buenos Aires.

O legado das obras e ideias de Joseph Beuys (1921-1986) nos alcança hoje como uma convocação para atualizar e resgatar as visões do artista a respeito das  alternativas globais envolvendo os principais pontos críticos da arte, da cultura, da economia, do meio ambiente e da ordem social, como horizontes de ação ética para o século XXI,  ainda não conscientes para a  humanidade. O projeto, portanto, não diz respeito apenas à exibição de objetos, mas inspirados pelas ideias de Beuys, o museu está aberto como um lugar de encontro para um fórum permanente sobre criatividade, educação, democracia direta, consciência ambiental e cura por espiritualidade material e energia.

A abordagem curatorial  desta exposição se volta para cinco temas vitais distintos da arte e da vida de Beuys, que também são de grande significado para o debate local e global e para os desafios do papel e lugar da arte na sociedade  contemporânea. Além de aparecerem consistentemente como um leitmotiv das obras de Beuys, esses temas são especialmente críticos para a grande mudança política, social e ambiental no Brasil.

A arquitetura de Oscar Niemeyer em plena Esplanada dos Ministérios com todo seu equipamento de poder público instalado faz da especificidade do local uma interessante contextualização do  museu como um outro tipo de espaço, um  “abrigo poético”,  utopia concreta para acomodar a “Res-Pública” de Beuys.

Entre os temas, estão: Criatividade e Liberdade Humanas Tripartidas – Pensamento, sentimento e vontade (“Todo homem é um artista”, “Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade”); Plástica Social/Escultura Social – Ensino & Educação (Universidade Internacional Livre), Teoria da Escultura; Defesa della Natura: Natureza – Energia – Meio Ambiente & Energia (“plantamos árvores e as árvores nos plantam“); Cura – Xamanismo – Espiritualismo Material; Democracia Direta – Utopia Concreta (filmes e vídeos de Beuys), colaboração e solidariedade.

Escolha

A escolha de Joseph Beuys foi especialmente focada no legado desse artista para o século XXI, pela relevância e atualidade de suas ideias políticas, ambientais e humanitárias. Beuys é classificado como um dos mais inspiradores e influentes protagonistas do mundo da arte do século XX, além de ativista ambiental, político, filósofo, educador, terapeuta social revolucionário, defensor de uma harmonia entre cultura e natureza.

Ao mesmo tempo visionário e mentor, sua obra atrai os humanos para a fascinação. A produção multifacetada de Beuys inclui formas tradicionais, tais como: plásticos, pintura e desenho, bem como múltiplas grandes instalações e performances públicas. Suas obras, no entanto, são não apenas de grande importância do ponto de vista artístico, mas também de grande significado social. Ele pregava uma extensão da definição de arte que tivesse a capacidade de mudar a sociedade inteira. Com sua “plástica social”, ele elevou cada pessoa à posição de artista e, desse modo, referiu-se à sua energia criativa e artística, que lhe deu a possibilidade de mudar e formar a sociedade independentemente. Consequentemente, Beuys desenvolveu um engajamento político que o fez argumentar a favor da democracia direta e da participação individual.

Paralelamente, as performances de Beuys  serão sempre trazidas ao primeiro plano por meio de fotografias e filmes  selecionados. Especialmente no quadro de suas ações, ele interferiu na sociedade fazendo discursos políticos e engajando-se como um ativista. Sua atividade de ensino também teve uma postura significativa, que levou ao seu dito: “Ser um professor é minha maior obra de arte”.

A equipe do Museu Nacional também organiza um ciclo de atividades múltiplas durante o período da mostraNo dia 14 de janeiro (terça-feira), às 20h, haverá performances de Suyan de Mattos, Fernando Villar, Mariana Brites, José Eduardo Garcia de Moraes, Renato Acha e Cirilo Quartim. Dia 15 de janeiro, às 19h30, palestra e mostra de vídeos com Anna Bella Geiger.


Abertura – 14 de janeiro de 2014, às 19h30.

Visitação – 15 de janeiro a 9 de fevereiro de 2014.

De terça a domingo, das 9 às 18h30.

 

Equipe Curatorial: Silke Thomas; Rafael Raddi, Luiz Guilherme Vergara e Wagner Barja