Governo do Distrito Federal
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1/11/19 às 22h25 - Atualizado em 1/11/19 às 22h25

MPI comemora mês da consciência negra com sarau que traz várias atividades

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Artista multimídia mexicano que faz resgate de ancestralidade e rituais xamânicos expõe até o final do mês

 

O Memorial dos Povos Indígenas viveu hoje (1º) um dia em que as fronteiras entre etnias e hemisférios americanos se dissolveram diante dos olhos de uma centena de pessoas na audiência do espaço. Atividades do sarau Abrecaminho, na arena externa, lembravam que negros e indígenas têm mais dificuldades de editar obras contando suas histórias, e por isso fez o lançamento de livros de autores desses grupos. O evento celebra o mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro.

 

Cânticos, contação de histórias, performances, recitação, exposições e vendas de artesanatos alusivos principalmente aos povos originários, mas também aos negros, conviveram lado a lado com referências a rituais xamânicos do México, trazidos pelo artista local Biophillick, que manterá até o final do mês no MPI a exposição de arte ancestral-contemporânea “Electro-Xamânismos”, com peças de artes plasticas e multimédia referentes a cultura indígena Huichol e de povos mesoamericanos (astecas e maias entre outros). A entrada da noite clara foi recebida com uma cerimônia ancestral-mexicana de cacau, em que cada participante levava uma flor branca.

 

Biophillick, nome artístico do arquiteto Francisco Javier García Loeza-Coyotzin, é inspirado na raiz grega “vida” e terminação em língua Huichol que quer dizer “príncipe”. Ele já esteve em Brasília em 2016 e diz que as pessoas recepcionam bem o sincretismo que ele produz a partir de suas raízes natais. Entende que a relação das pessoas no Brasil com os povos originários é mais próxima que em seu país. Explica que o povo Huichol conseguiu escapar à colonização espanhola e guarda tradições que ensinam o convívio harmonioso com a natureza.

 

A licenciada em dança pelo Instituto Federal de Brasília Sandra Kelly achou o evento muito bom por trazer um conjunto de expressões artísticas que o público não encontra em outros lugares. “Frequento o MPI e gosto muito do que rola aqui”, afirmou. Além de artesanato e performances culturais, os presentes puderam degustar comidas feitas com base no princípio de slow food, alimentos de boa qualidade a partir de ingredientes cultivados de modo sustentável.

 

Serviço
Electro-Xamanismos
Arte ancestral contemporânea do México
Artista Biophillick
Exposição até 30 de novembro
Entrada franca