Governo do Distrito Federal
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28/04/16 às 14h56 - Atualizado em 13/11/18 às 14h50

MPB e ato pela paz para receber Tocha Olímpica

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Celebração do revezamento será realizada na Esplanada dos Ministérios

A chegada da tocha olímpica em Brasília tem função simbólica bem maior do que o cumprimento dos ritos oficiais como capital brasileira. Trata-se de uma oportunidade estratégica para o Brasil projetar sua mensagem de convivência e fraternidade entre os povos a partir da riqueza da diversidade cultural abrigada na capital do País.

O evento trará dez atrações de Brasília, com recorte da diversidade de gêneros musicais e manifestações da cultura popular. Em parceria com o Ministério da Cultura, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal promoverá seis horas de música gratuita na Esplanada dos Ministérios, a partir das 16h, com apresentações de: Renata Jambeiro, Dhi Ribeiro e Ellen Oléria e dos grupos Zé do Pife e as Juvelinas, Zé Regino, Mamulengo Presepada, Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, Boi do Seu Teodoro, além da Associação Cultural Namastê, de arte inclusiva, com apresentação de dança cigana por pessoas com deficiência. A programação ainda inclui apresentação do grupo percussivo feminino Batalá, às 9h, na Praça dos Três Poderes, no momento em que a Tocha chega ao Palácio do Planalto.

“Temos a oportunidade de ver a diversidade do Brasil nesta seleção, que contempla e demonstra toda a riqueza cultural que temos aqui no nosso quadradinho “, diz o secretário de Cultura, Guilherme Reis. O coordenador do Comitê Executivo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Ministério da Cultura, Adriano de Angelis, reforça a importância da participação dos talentos locais na festa: “Firmamos esse convênio para garantir que os artistas de Brasília estivessem bem representados e para valorizar a diversidade”.

A programação também conta com duas atrações nacionais, Diogo Nogueira e Daniela Mercury, com shows promovidos pela Secretaria do Esporte e Turismo em parceria com o Ministério do Turismo.

Após percorrer 105 quilômetros pelo Distrito Federal, a Tocha passará pelo Memorial dos Povos Indígenas, onde haverá um ritual com várias etnias, viabilizado pela Secretaria de Cultura em parceria com a Funai e o Ministério da Cultura. Depois segue para o palco, onde será realizada a celebração.

A festividade conta com aporte de R$ 541.604,10 da Secretaria de Cultura, em estrutura geral. Os cachês das dez atrações locais serão pagos por meio de convênio firmado com o MinC, no valor de R$ 250 mil (incluindo estrutura da feira de artesanato, promovida pela Secretaria do Esporte e Turismo). Para custear a vinda das atrações nacionais, foi firmado um convênio do Ministério do Turismo com a Secretaria de Esporte e Turismo no valor de R$ 250 mil, para pagamento dos cachês do sambista Diogo Nogueira e da estrela da música baiana, Daniela Mercury.

Ato pela Paz Mundial

A celebração também contará com a realização de ato pela Paz Mundial para preparar a chegada da tocha na Esplanada, realizado pelas Secretarias de Cultura, de Segurança Pública e da Paz Social e do Esporte e Turismo do DF, em parceria com a Universidade Internacional da Paz (Unipaz) e a United Religions Initiative (URI). “Vamos contar com a presença da Graça Machel, que nos honrará com a celebração da paz mundia momentos antes da chegada da Tocha à Esplanada”, acrescenta o governador, Rodrigo Rollemberg. 

A líder pacifista moçambicana Graça Machel é uma das mais reconhecidas ativistas internacionais pelos direitos humanos, criadora da organização sem fins lucrativos voltada ao atendimento de crianças na África, Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade. Viúva do Nobel da Paz Nelson Mandela, ela iniciou sua militância política em Portugal, quando estudava filologia na Universidade de Lisboa. Lutou na guerrilha contra as tropas portuguesas em Moçambique, quando ainda era casada com Samora Machel, que tornou-se o primeiro presidente do país. Participou ativamente da reconstrução do país devastado pela guerra civil deflagrada no final dos anos 70. Foi ministra da Educação e Cultura por dez anos e recebeu diversos prêmios internacionais, inclusive a medalha Nansen das Nações Unidas pelo estudo que coordenou sobre o Impacto dos Conflitos Armados na Infância.

O ato também contará com a presença do único brasileiro campeão olímpico nas pistas de atletismo, o brasiliense Joaquim Cruz. Nascido em Taguatinga, começou treinando basquete, mas logo foi deslocado para o atletismo, com diversas medalhas internacionais conquistadas desde jovem. Foi em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), que Joaquim Cruz realizou um feito histórico. Na final dos 800 metros, não apenas conseguiu o primeiro lugar, como também quebrou o recorde olímpico, concluindo a prova em 1min e 43 segundos. O mundo era apresentado a um grande atleta. Apesar da juventude (o meio-fundista tinha apenas 21 anos), o Cruz emocionou o país, que assistia ao vivo, pela primeira vez, um brasileiro vencer uma prova e subir no topo do pódio olímpico.

O ato pela Paz Mundial será coroado com encontro ecumênico, realizado em parceria com a Unipaz e a URI, que levarão representantes de diferentes vertentes religiosas para celebrarem a Paz Mundial.