Governo do Distrito Federal
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30/08/19 às 19h07 - Atualizado em 4/09/19 às 15h50

Mostra itinerante da Bienal é aberta ao público

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O Museu Nacional da República abriu ao público nesta quinta-feira (29) a exposição “Afinidades Afetivas”, uma das mostras itinerantes da 33ª Bienal de São Paulo. A mostra conta com 50 obras de 13 artistas e pode ser visitada até o dia 13 de outubro.

 

Uma das artistas em exposição é a escultora Denise Milan, artista plástica e multimídia que usa pedras de eixo criativo e executa obras nas áreas de arte pública, escultura, artes cênicas, poesia, impressão e vídeo-arte. Em sua segunda passagem pela capital, ela falou sobre o sentimento em trazer suas peças para o Museu Nacional da República.

 

“Esse espaço é sem igual. E, para um artista, estar aqui só dignifica a obra, porque você participa de uma criação que antecede a gente”, celebrou, ao falar sobre o projeto arquitetônico da casa, de autoria de Oscar Niemeyer.

 

Denise, que apresenta seu trabalho em cristal na Afinidades Afetivas, a Ilha Brasilis, falou sobre o papel da pedra como princípio artístico de vanguarda, que imita a natureza ao mesclar elementos diferentes como o quartzo e o basalto. Segundo ela, os materiais, que aparentemente “são oposição, viram, na verdade, complementação”.

 

A artista reforça que a transformação dos materiais é também parte do processo de criação. Ao falar da relevância de expor este tipo de peça em uma Bienal, ela assegura que Ilha Brasilis é um presente do Brasil para a humanidade porque indica que há, na natureza, estruturas que sobrevivem à ação do tempo e às próprias transformações. E provoca “a grande discussão hoje em dia é: vamos sobreviver? E aqui têm lições e mais lições sobre isso a serem compartilhadas”.

 

As “itinerâncias” são constituídas por um conjunto de elementos: o conceito geral da exposição; as sete diferentes mostras organizadas por igual número de artistas-curadores; as participações individuais de artistas convidados e ainda as relações que se criavam entre todas essas instâncias.

 

Para o diretor do Museu Nacional, Charles Cosac, a vinda da mostra para a capital se justifica em razão também de “a criação da Bienal de São Paulo e a construção de Brasília serem frutos de uma mesma época, de um mesmo sonho, sob a égide do modernismo no Brasil”.

 

Sobre a exposição, Cosac diz que “a particularidade dessa edição da Bienal foi a diversidade de perspectivas curatoriais, proporcionando uma recepção baseada na experiência afetiva (e efetiva) do observador com a obra numa experiência dialógica”.

 

Serviço

Itinerâncias – 33ª Bienal de São Paulo

Data: de 29 de agosto a 13 de outubro

Complexo Cultural da República – Esplanada dos Ministérios

Terça a domingo, de 9h às 18h30

Entrada gratuita

 

Artistas participantes:

Antonio Ballester Moreno (ESP, 1977)

Feliciano Centurión (PAR, 1962 – ARG, 1996)

Alejandro Cesarco (URU/EUA, 1975)

Alejandro Corujeira (ARG, 1961)

Claudia Fontes (ARG, 1964)

Oliver Laric (AUT, 1981)

Vânia Mignone (BRA, 1967)

Denise Milan (BRA, 1954)

Matt Mullican (EUA, 1951)

Benjamin Palencia (ESP, 1894 – 1980)

Ben Rivers (UK, 1972)

Katrín Sigurdardóttir (ISL, 1967)

Ladislas Starewitch (RUS, 1882 – FRA, 1965)

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